Paciente relata furto de dinheiro e joias em quarto hospitalar e falta de resposta da Ouvidoria

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Ribeirão Preto - SP

27/08/2026 às 08:22

ID: 257509009

No dia 12/08/2026, às 14h30, dei entrada no Pronto Atendimento do hospital Beneficência Portuguesa, ato contínuo, ou seja, sem sair de dentro desse Hospital até a minha alta.
As 02h00 fui internada para a realização de uma cirurgia de apendicectomia (retirada de apêndice), que ocorreu por volta das 11h00 do dia 13/08/2026.
Ao ingressar no hospital, portava em minha bolsa uma carteira com cartões bancários, documentos e dinheiro, uma bolsinha de moedas, um óculos de sol e a quantia em espécie de R$ 750,00 (setecentos e cinquenta reais) Na madrugada anterior ao procedimento, retirei meus objetos pessoais ( 1 relógio, 1 par de brincos e 2 anéis) e também os guardei na bolsa. Todos os itens foram guardados no armário do Quarto 203. O armário permaneceu trancado com a `chave` fornecida pelo hospital. A referida `chave` permaneceu comigo ou no bolso do meu marido e acompanhante, Sr. José Milton Kotzent, conforme orientado pela enfermeira, inclusive nos momentos em que nos ausentamos do quarto para caminhadas recomendadas pela fisioterapeuta
No dia 14/08/2026, recebi alta hospitalar. No momento da saída, fomos fazer a devolução do controle remoto da televisão (cuja diária é de R$ 13,00) e entregamos o respectivo canhoto de papel ao funcionário responsável por volta de 17h30 -18h00 . O rapaz chegou a informar o valor devido, contudo, como o aparelho de televisão apresentou defeito técnico durante a minha estadia, a cobrança foi isentada e o papel ficou retido com o hospital. Ressalto este ponto pois, caso a cobrança tivesse sido efetivada, eu teria aberto a minha carteira ainda nas dependências do hospital e constatado o furto imediatamente naquele instante.
Como a taxa foi isentada, partimos diretamente para a farmácia externa a fim de adquirir as medicações pós-cirúrgicas prescritas. Foi apenas nesse momento, ao abrir a carteira para efetuar o pagamento dos remédios, que constatamos com profundo espanto que ela estava totalmente vazia. Diante do desespero, esvaziei a bolsa e verifiquei que também haviam sido furtados 1 (um) relógio e 1 (um) anel, restando apenas a bolsinha de moedas e a carteira com cartões e documentos, o óculos, 1 anel e o par de brincos. Devido ao ocorrido, fomos impedidos de levar as medicações essenciais para a minha recuperação imediata, tamanha revolta e frustração.
Ressalto que esta não é a primeira vez que somos vítimas de violação de segurança nesta instituição. Entre os dias 03/08/2025 e 07/08/2025, meu marido, José Milton, esteve internado neste mesmo hospital para tratamento de pneumonia. Na ocasião da alta, notamos o desaparecimento de R$ 40,00 de sua carteira, guardada sob a mesma dinâmica no armário. Por termos ficado confusos na época, o fato não foi notificado. Visando justamente mitigar esse risco de falta de privacidade, realizamos um upgrade em nosso plano de saúde logo após a alta dele, da modalidade enfermaria para Quarto Individual. Fica claro que a medida não foi suficiente para garantir a integridade dos meus bens.
Um hospital deve ser um ambiente que proporcione segurança ao paciente, tranquilidade e restabelecimento da saúde. É inadmissível que pacientes em evidente estado de vulnerabilidade pós-cirúrgica, tenham seus direitos violados e seus pertences subtraídos dentro de um quarto privado, pelo qual pago valor maior por mês.

Mandei e mail para Ouvidoria em 19/08/26 e até hoje NENHUMA RESPOSTA.
Absurdo e descaso total com o cliente/paciente.
O BO já foi feito também.

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