BEYOND THE CLUB SP ANTES DE COMPRAR UM TÍTULO, LEIA ISTO

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São Paulo - SP
14/08/2026 às 14:21
ID: 256480021
BEYOND THE CLUB SP ANTES DE COMPRAR UM TÍTULO, LEIA ISTO
Sou associado do Beyond The Club SP e quero registrar publicamente meu profundo descontentamento com as Idealizadoras do projeto.
Assinei um contrato de um Título Patrimonial dentro de uma estrutura jurídica determinada, com direitos, regras de governança e um Estatuto Social que fazia parte da realidade apresentada aos compradores.
Em torno de 2/3 dos títulos foram vendidos, o clube aberto e os associados já financeiramente comprometidos, foi realizada uma Assembleia a portas fechadas, sem a participação efetiva dos associados patrimoniais, e um novo Estatuto foi aprovado.
Na prática, pontos centrais das regras foram alterados depois que nós já tínhamos comprado.
Os documentos podem ser conferidos aqui. Nesta pasta estão o Estatuto de 2022, o Estatuto atual de 2026 e os materiais da discussão da reforma:
https://drive.google.com/drive/u/1/folders/1qrMZAARndLxMBFJiJldK5YoB4Dwux15E
Abra os documentos e compare.
Também anexo a *****, registrada na matrícula em 16 de julho de 2026 em ato unilateral dos idealizadores.
Em resumo, ela mostra que a Associação Clube Wave 1 que é a associação dos próprios associados deu o Clube, Teatro e Estacionamento em alienação fiduciária para garantir obrigações superiores a R$ 1,15 bilhão, com prazo de até 20 anos. Ou seja: o patrimônio da associação dos sócios ficou vinculado como garantia de uma obrigação bilionária perante a Desenvolvedora.
Depois de conhecer o Estatuto atual (diferente do original que nós associados compramos) e acompanhar a discussão entre os associados, estes são os pontos mais graves:
1. GOVERNANÇA
O Estatuto atual não traz a barreira que considero indispensável contra contratos com partes relacionadas às próprias Idealizadoras.
Para mim, isso é um problema básico de governança. Quem possui influência sobre a estrutura do Clube não deveria poder contratar empresas relacionadas sem controles independentes, rígidos e transparentes.
Em uma associação patrimonial, o interesse dos associados deveria estar acima do interesse econômico de qualquer grupo relacionado.
2. COMPLIANCE E ÉTICA
Também considero grave não existir o comitê de ética, governança e conformidade proposto na discussão da reforma.
Estamos falando de um clube que movimenta valores enormes e mantém relações comerciais com empresas ligadas às Idealizadoras.
Uma estrutura dessa dimensão deveria possuir mecanismos independentes de fiscalização, prevenção de conflitos de interesse e controle institucional.
3. TÍTULOS HONORÁRIOS
Surgiram Títulos Honorários Vitalícios A. Isto é: que são isentos da contribuição mensal.
Enquanto associados patrimoniais pagam por seus títulos e continuam pagando contribuições para manter o Clube, existem títulos concedidos em condições completamente diferentes que não precisam pagar a manutenção mensal do clube.
Isso afeta o equilíbrio financeiro da associação.
4. TRANSPARÊNCIA
Os associados não possuem acesso amplo e transparente a contratos relevantes, demonstrações financeiras, obrigações, pagamentos, relações com partes relacionadas e compromissos assumidos pela Associação.
Transparência aqui não deveria ser favor. Deveria ser regra básica.
5. VOTO RESTRITO
O associado que comprou o título parcelado, mesmo estando rigorosamente em dia, continua sem direito pleno de voto enquanto não preencher as condições previstas.
Ou seja: pode já ter colocado uma quantia enorme no projeto, continuar pagando corretamente e ainda assim não possuir plenamente o direito político de participar das decisões sobre o patrimônio que está financiando.
6. RENÚNCIA DE TÍTULOS
A regra de renúncia também me causa enorme indignação.
Quando um título retorna ao Clube e é posteriormente vendido enquanto ainda existem títulos em estoque, a receita segue destinada às Desenvolvedoras, e não ao próprio Clube.
O associado devolve um patrimônio à Associação, mas a receita de uma futura comercialização pode beneficiar a Desenvolvedora.
7. EVENTOS E ACESSO
As Idealizadoras continuam podendo realizar eventos que podem restringir o acesso dos próprios associados a determinados espaços do Clube.
Nós compramos os títulos. Nós pagamos as contribuições. Nós sustentamos economicamente a estrutura.
Mesmo assim, espaços do Clube podem ficar indisponíveis aos próprios associados em razão de eventos ligados às Idealizadoras.
8. USO DA MARCA E FRANQUIA
Ponto sério é a relação entre Clube, marca, franquia e Idealizadoras.
Na discussão da reforma, não foram incorporados os limites propostos ao poder do franqueador sobre o Clube nem a obrigação de devolução dos bens intangíveis financiados pelos próprios associados.
Se os associados financiam ativos ou bens intangíveis, considero essencial saber quem é o proprietário desses ativos e quem se beneficia economicamente deles.
9. MEMBERSHIP E USO POR TERCEIROS
Também permanece a possibilidade de terceiros ligados à franquia ou às Idealizadoras utilizarem o Clube de forma discricionária.
Para quem paga um Título Patrimonial e ainda arca com contribuição mensal, isso interfere diretamente na exclusividade e no valor do que foi comprado.
Um associado deveria saber exatamente quem poderá utilizar a mesma estrutura sem possuir um título equivalente ao seu.
10. TÍTULOS EM ESTOQUE E CONTRIBUIÇÕES
Os associados que já compraram seus títulos pagam mensalmente para sustentar o Clube, enquanto sobre os títulos mantidos em estoque não há a mesma contribuição associativa mensal.
É como comprar um apartamento e descobrir que os apartamentos ainda em estoque da construtora não contribuem com o condomínio, enquanto os proprietários que já compraram precisam sustentar toda a estrutura.
Quem já comprou paga a conta. O estoque recebe tratamento econômico diferente.
11. ASSEMBLEIA GERAL
Por fim, considero especialmente preocupante a regra de quórum.
O Estatuto mantém hipóteses em que propostas das próprias Idealizadoras podem ser aprovadas por maioria simples dos presentes.
Estamos falando de decisões capazes de afetar o patrimônio e os direitos de todos os associados.
Para mim, é inadmissível que uma pessoa compre um Título Patrimonial sob determinadas regras e, depois de colocar seu dinheiro no projeto, possa assistir essas mesmas regras serem alteradas por mecanismos de votação muito menos protetivos do que aqueles existentes quando comprou.
EU ASSINEI UM CONTRATO SOB DETERMINADAS REGRAS. DEPOIS AS REGRAS FORAM MUDADAS SEM A PARTICIPAÇÃO DOS MAIORES INTERESSADOS OS SÓCIOS.
LEIA O ESTATUTO DE 2022.
LEIA O ESTATUTO DE 2026.
COMPARE OS DOIS.
ENTENDA O QUE MUDOU.