Mudança de trajeto da Linha 153: Descaso com idosos e falta de acessibilidade

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Blumenau - SC
08/05/2026 às 10:14
ID: 248073041
Gostaria de registrar minha profunda indignação com as recentes e repentinas mudanças de trajeto na linha 153, que atende o bairro Salto do Norte. A alteração tornou o serviço inviável para a grande maioria dos usuários, pois o ônibus deixou de passar em ruas fundamentais devido a uma nova sinalização que, na prática, não cumpre seu papel. É visível que carros de pequeno porte continuam entrando na contramão rotineiramente no trecho que teria motivado a proibição do ônibus, provando que a mudança puniu apenas o transporte coletivo e os moradores, sem resolver o problema do trânsito local.
Essa decisão ignora completamente o perfil dos moradores da região, que em sua maioria são idosos com dificuldades de locomoção. Agora, essas pessoas são obrigadas a se deslocar por cerca de 800 metros para conseguir acessar outro ponto, o que é um absurdo diante do direito básico ao transporte. Além disso, a situação é ainda mais grave para um vizinho nosso, cadeirante, que antes utilizava o ônibus na porta de casa e agora é forçado a transitar com sua cadeira de rodas por ruas que não possuem pavimentação adequada, colocando sua segurança em risco para conseguir chegar a um ponto que o atenda.
Chama a atenção o fato de que a linha 153 ainda realiza o trajeto antigo em horários isolados, o que demonstra que a circulação por aquelas ruas é perfeitamente possível. Não faz sentido manter a rota antiga apenas em horários inviáveis para a maioria da população em vez de garantir essa cobertura durante todo o dia, realizando ajustes mínimos no trajeto em vez de uma alteração total. Para piorar, a rota atual obriga os motoristas a realizarem retornos improvisados em locais perigosos, onde os ônibus quase causam acidentes diariamente para conseguir manobrar e seguir o percurso.
Diante do exposto, solicito que a Blumob e os órgãos responsáveis revisem imediatamente essa operação no Salto do Norte. É necessário que o trajeto retorne à normalidade ou que seja adaptado de forma a não excluir as ruas onde residem pessoas com mobilidade reduzida e idosos. O transporte público deve servir à comunidade e garantir acessibilidade, o que não está acontecendo no cenário atual