Está pensando em ser membro do BNI Brasil? Então cuidado com as arapucas contratuais.

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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Curitiba - PR

15/04/2024 às 20:34

ID: 186831437

Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano

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Em 06 de outubro de *******, firmei um contrato de prestação de serviços junto a um dos franqueados do BNI Brasil para compor um grupo em criação em Curitiba - PR (denominado BNI Vittoria).

Em janeiro de *******, quando do efetivo início das atividades do grupo e das reuniões, diante de problemas profissionais e pessoais de diversas ordens que estava passando em especial por conta de cuidados que tive que dedicar à minha mãe idosa que necessitou ser submetida a um procedimento cirúrgico de emergência acabei não conseguindo dar início ao treinamento denominado Programa de Sucesso do Membro. Diante de tal conjuntura, no dia 7 de março de *******, a diretora consultora do grupo autorizou a dilação do prazo para que eu concluísse o treinamento até 12 de março de *******.

Em que pese tenha manifestado a minha intenção de dar continuidade à tomada dos serviços contratados principalmente ante o fato de que fui alertado pela empresa franqueada do BNI Brasil que se eu optasse pela não manutenção, não seriam estornadas ou reembolsadas as parcelas vincendas cujo pagamento foi efetuado no cartão de crédito diversas cobranças de valores não previstas no contrato estavam há muito me gerando desconforto e até mesmo irresignação.

Como forma de angariar novos clientes, e sob a alegação de que tal regra está prevista nas políticas gerais da empresa (Anexo I do contrato de prestação de serviços políticas, procedimentos e código de ética BNI), as empresas franqueadas do BNI Brasil rotineiramente organizam reuniões específicas para convidados de membros cativos. Ocorre que levar convidados não é uma mera faculdade, mas sim uma imposição: ou o contratante leva a quantidade de convidados definida unilateralmente nas reuniões pelos representantes da empresa e arca com as despesas de alimentação dos mesmos ou, não obtendo êxito na angariação conforme a quantidade pré-estabelecida, arca mesmo assim com os custos dos convidados que não levou. E o abuso não se encerra aqui: além de cobrar dos contratantes os custos referentes à prospecção de novos clientes, o BNI Brasil exige que os membros recomendem profissionais e produtos/serviços de empresários membros a terceiros, mesmo quando o próprio contratante não tenha tido a experiencia de ser consumidor e/ou cliente ou mesmo avalize estas pessoas.

No dia seguinte à manifestação em dar continuidade às atividades desempenhadas pelo grupo, eu fui surpreendido pelo contato do secretário tesoureiro do BNI Vittoria exigindo o pagamento de R$ *******,00 (não previsto em contrato) em razão dos convidados que (supostamente) eu obrigatoriamente deveria levar no encontro designado para o dia 14 de março de *******.

Irresignado com essas exigências e com as cobranças indevidas, eu esclareci de forma clara, direta e objetiva que não reconhecia o débito e que não faria o pagamento. Pontuei na sequência que não era obrigado a contribuir de qualquer forma (inclusive financeiramente) com estratégias que o BNI Brasil adota e promove visando à prospecção de novos clientes. Destaquei que sendo do exclusivo interesse das empresas envolvidas (franqueadora e franqueada), estas que arcassem com os custos e riscos próprios e inerentes à sua atividade empresarial sobretudo por não se tratar de uma entidade sem fins lucrativos.

Em seguida, a diretora consultora do grupo me contatou informando que eu não havia incorporado a filosofia givers gain do BNI Brasil. Menos de duas horas depois, fui surpreendido com a minha abrupta e imotivada exclusão dos grupos de comunicação administrados pela empresa criados com a finalidade de servir como meio oficial de comunicação entre os membros bem como com o bloqueio dos acessos às plataformas de treinamento. Imediatamente após tal fato, novamente a diretora consultora me encaminhou um áudio informando que, após uma reunião realizada entre a mesma e os demais colaboradores do BNI Brasil, o contrato estava sendo rescindido por eu não concordar com a metodologia e a sistemática da empresa.

Somando-se aos demais absurdos e à conduta, no mínimo, questionável dos representantes do BNI Brasil, fui informado de que as parcelas vincendas não seriam estornadas ou reembolsadas, uma vez que, pasmem, seria concedido a mim um crédito para usufruir futuramente dos mesmos serviços que ora estavam sendo interrompidos (por eles mesmos).

Quando me deparei com essa questão, comecei a pesquisar melhor sobre a empresa e, pasmem, em nenhum documento contratual aparece efetivamente o BNI Brasil. Foi um empenho identificar a sua razão social e o seu CNPJ. Tentei entrar em contato pelos canais indicados na página oficial (WhatsApp e telefone) e não obtive nenhum retorno. O telefone chama e ninguém atende! Até mesmo nos termos de uso e na política de conformidade às normas da Lei Geral de Proteção de Dados - LGPD não há qualquer menção à empresa brasileira como controladora dos dados, ou mesmo como operadora. Eles apenas indicam uma empresa sediada no exterior - mais especificamente nos EUA.

Se ainda assim você quiser discutir a questão no âmbito do Poder Judiciário, igualmente não conseguirá, uma vez que o contrato estabelece que qualquer controvérsia deve ser solucionada numa câmara arbitral - o que é absolutamente ilegal, não apenas sob a perspectiva legal, mas igualmente pelo entendimento de TODOS os Tribunais do país!

Enfim, todo esse cenário só me remete à uma conclusão: o BNI Brasil não é uma empresa séria, respeitadora das leis, sobretudo por suas práticas nitidamente abusivas e que geram diversos prejuízos a quem contrata os seus serviços. Pior: o BNI Brasil se esconde e se esquiva para que ninguém consiga nem ao menos discutir as suas arbitrariedades e abusos no Poder Judiciário.

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Resposta da empresa

07/11/2024 às 16:51

Tomamos ciência da reclamação acima e estamos encaminhando para a regional responsável.
Peço que aguarde pois em breve será respondida.

Consideração final do consumidor

08/11/2024 às 13:20

Empresa pouco transparente, sem meios para contato e pouco disposta a resolver conflito. Tive que entrar na Justiça para reaver o valor pago por um serviço que foi parcialmente prestado. O Oficial de Justiça foi até o endereço da empresa e simplesmente não encontrou nenhuma operação lá.

O problema foi resolvido?

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Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

1