Médica psiquiatra recusa-se a emitir relatório e trata paciente e acompanhante com agressividade e desrespeito.

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São Paulo - SP

23/06/2026 às 20:04

ID: 252187693

Venho registrar minha profunda indignação com o atendimento prestado pela médica psiquiatra Dra. *****, na Clínica BR Diagnóstico, localizada na Vila Matilde, durante a consulta realizada em *****.

Sou moradora do interior de São Paulo e me desloco até a capital para acompanhar meu irmão, que é paciente da referida médica. Meu irmão é cadeirante, faz uso de fraldas geriátricas, é portador de sequelas de AVC hemorrágico e apresenta diversas outras comorbidades, necessitando de acompanhamento médico contínuo.
Na consulta anterior, a médica havia solicitado exames. Entretanto, as guias foram emitidas no padrão do IAMSPE e entregues à cuidadora que acompanhava meu irmão naquele dia. Ocorre que meu irmão nunca foi servidor público e, portanto, não possui atendimento pelo IAMSPE. Em razão desse equívoco, não foi possível realizar todos os exames solicitados por meio do convênio médico.

Para não prejudicar seu tratamento, solicitei a outro médico que emitisse uma nova guia para realização de uma tomografia de crânio. O exame foi realizado e apresentou diversas alterações.

Na consulta de hoje, apresentei o resultado da tomografia à médica e expliquei o motivo pelo qual apenas aquele exame havia sido realizado. Como meu irmão possui perícia médica agendada em breve, solicitei, de forma respeitosa, que ela elaborasse um relatório médico com base no histórico clínico do paciente, nos documentos já apresentados anteriormente e no resultado do exame.

Nesse momento, a médica alterou completamente sua postura. Passou a afirmar que meu irmão não era paciente dela, embora ele já tivesse sido atendido anteriormente, ocasião em que ela conversou com ele, analisou diversos relatórios médicos levados à consulta e solicitou os exames em questão.

Em seguida, de forma extremamente exaltada, recusou-se a elaborar qualquer relatório e, elevando o tom de voz, determinou que eu saísse da sala, aos gritos.

A atitude da profissional me causou enorme constrangimento, perplexidade e sofrimento, especialmente diante da condição de extrema vulnerabilidade do meu irmão, pessoa com deficiência física, cadeirante e com importantes limitações decorrentes de um AVC hemorrágico.
Entendo que divergências técnicas podem ocorrer e que nenhum médico é obrigado a emitir documentos com conteúdo que não considere adequado. Contudo, considero inadmissível que um paciente e seu acompanhante sejam tratados com agressividade, desrespeito e falta de humanidade, sobretudo em um contexto de fragilidade física e emocional.

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