BR Mania e a síndrome do pequeno poder.

Não respondida
Fortaleza - CE
21/04/2026 às 09:41
ID: 246568155
No dia 20/04/2026, por volta das 20h, meu namorado dirigiu-se à loja de conveniência BR Mania localizada no cruzamento da Av. Dom Luís com a Av. Virgílio Távora, em Fortaleza, para comprar uma carteira de cigarros. Ao chegar ao local, foi informado de que o sistema estava sem internet. Diante disso, perguntou à atendente se seria possível rotear a conexão para viabilizar a compra.
A funcionária respondeu que não, sob o argumento de que o uso de celular por funcionários é proibido. Ocorre que, no dia anterior, em situação idêntica, outro atendente, de forma gentil e solícita, realizou o roteamento e possibilitou a conclusão da compra, o que evidencia, no mínimo, inconsistência na aplicação da suposta norma interna.
Ao mencionarmos o ocorrido, uma outra funcionária, aparentemente em posição de gerência, interveio de maneira ríspida, reafirmando a proibição, sem apresentar qualquer justificativa plausível, limitando-se a dizer que era norma da empresa. Mais grave: afirmou que iria verificar as câmeras para identificar o funcionário que, no dia anterior, havia prestado o auxílio, deixando claro que um simples ato de gentileza seria passível de punição.
Ao questionarmos a razoabilidade dessa postura, especialmente diante de uma situação pontual e de fácil solução, fomos tratados com evidente desrespeito. Em tom intimidatório, a referida funcionária chegou a responder tente, após mencionarmos que uma eventual fiscalização poderia interpretar negativamente aquela conduta.
O que causa maior indignação não é apenas a negativa em si, mas o comportamento abusivo, desproporcional e desrespeitoso adotado por quem deveria prezar pelo bom atendimento ao cliente e pela adequada condução da equipe. A postura adotada revela despreparo para o exercício de qualquer função de liderança, além de um claro abuso de autoridade em face de subordinados e clientes.
O que me parece, tristemente, a síndrome do pequeno poder.
Deixo aqui a alerta para as empresas em geral observarem melhor a quem eles imputam qualquer tipo de poder diretivo. Nem todos estão preparados para ter poder e poucos têm a habilidade da liderança. Não permitam que chefias avassaladoras sejam estimuladas no ambiente de trabalho.