Cliente alega transfobia e discriminação por funcionários em loja Braz Braz na Av. Pedro Álvares Cabral

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Belém - PA

14/10/2025 às 19:03

ID: 229346881

Assunto: Relato de ato de transfobia e pedido de providências

Prezados(as),

Por volta das 15h40 às 16h30 do dia 14 de outubro de 2025, eu, professora, produtora cultural e terapeuta, estive na loja Braz Braz, situada na Avenida Pedro Álvares Cabral, com o intuito de realizar compras de material escolar para meu trabalho.

Durante minha permanência no local, fui alvo de um ato de transfobia explicito, praticado por uma funcionária identificada xxxxx e velado por um grupo de funcionarios, na presença de colegas de trabalho, proferiu o comentário: olha o [Editado pelo Reclame Aqui], enquanto eu entrava na loja ,seguido de outras comunicações sutis e desrespeitosas a meu respeito.

Senti-me profundamente ofendida, desrespeitada e violentada por esse comportamento discriminatório, inaceitável em qualquer ambiente de trabalho, sobretudo em um estabelecimento comercial que recebe diariamente diversos perfis de clientes.

Ao perceber o ocorrido, manifestei-me em voz alta, expressando minha indignação diante daquela atitude. Solicitei a presença do gerente, mas fui informada que ele não se encontrava. Em seguida, alguns funcionários tentaram inverter a situação, alegando que eu os estaria agredindo verbalmente quando, na realidade, apenas reagia à violência sofrida.

A discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero constitui [Editado pelo Reclame Aqui] previsto na Lei n 7.716/1989 (Lei do Racismo).


Portanto, atitudes de preconceito, ofensa, humilhação, exclusão, recusa de atendimento ou agressão contra pessoas trans, travestis ou homossexuais podem ser enquadradas como [Editado pelo Reclame Aqui] de racismo, com penas de 1 a 5 anos de reclusão e multa.


Um dos colaboradores, de forma educada, pediu que eu me acalmasse,ainda assim praticando ato transfobico, ao passo que outra funcionária afirmou que poderia acionar as câmeras. Contudo, questionei se tais câmeras possuem áudio ou enquadramento que comprovem o contexto real do episódio, o que considero improvável.

Um funcionário mostrou-se respeitoso e solícito, informando que eu poderia aguardar o gerente ou a polícia para registrar queixa, o que não pude fazer naquele momento por compromissos de trabalho.

Cabe ressaltar que, ao solicitar o nome da funcionária envolvida, outros colaboradores permaneceram em silêncio e se recusaram a fornecer a informação, reforçando a postura de encobrimento do ato discriminatório.

Reitero que frequento esta loja há anos e sempre priorizei o respeito e a cordialidade. O episódio foi, portanto, uma exceção lamentável. Ressalto a necessidade de que a Braz Braz adote medidas educativas e preventivas, como treinamentos de diversidade, equidade e atendimento ao público LGBTQIAPN+, para evitar que situações de transfobia e discriminação se repitam.

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