[Editado pelo Reclame Aqui] em Plataforma de Investimentos [Editado pelo Reclame Aqui] - BRTRADER

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Rio de Janeiro - RJ

28/05/2026 às 13:09

ID: 249941447

*****, CPF n *****, vem registrar os presentes fatos em razão de possível [Editado pelo Reclame Aqui] eletrônica/[Editado pelo Reclame Aqui] envolvendo [Editado pelo Reclame Aqui] plataforma de investimentos denominada BRTRADER, que se apresentava como empresa voltada a investimentos na bolsa de valores e mercado financeiro, prometendo altos rendimentos, valorização patrimonial e possibilidade de saque futuro dos valores investidos.
A vítima tomou conhecimento da suposta plataforma através de anúncios e conteúdos visualizados no aplicativo TikTok, ocasião em que passou a manter contato com pessoas que se apresentavam como representantes/gestores da empresa, identificadas como *****, *****, *****, *****, ***** e *****, por meio de WhatsApp e, posteriormente, Telegram.
Os autores utilizavam material publicitário profissional para conferir aparência de legalidade e credibilidade à plataforma, inclusive apresentações vinculando os investimentos à empresa Neoenergia, contendo promessas de rentabilidade mensal e valorização financeira.
No início da relação, a vítima foi informada de que deveria realizar pagamento para liberação do acesso à plataforma. Assim, em *****, realizou transferência no valor de R$ 1.384,00 para SAFETYPAY BRASIL INSTITUIÇÃO DE PAGAMENTO LTDA, CNPJ n 12.102.128/0001-45.
Na ocasião, os autores solicitaram documentos pessoais da vítima, incluindo identidade, CPF, comprovante de residência e selfie, sob a justificativa de validação cadastral e abertura da conta.
Após isso, a vítima foi orientada a baixar e utilizar o aplicativo/plataforma BRTRADER, acessado pelo domínio wt.brtrader.com, onde eram exibidos supostos investimentos, aplicações financeiras, patrimônio acumulado, lucros e operações em andamento.
Os contatos inicialmente ocorriam por WhatsApp e, posteriormente, os autores passaram a insistir que a comunicação fosse feita pelo Telegram. Segundo informado, o acesso à conta dependeria de senha pessoal e autorização da vítima. Contudo, após aproximadamente três meses, o acesso foi bloqueado e os próprios autores passaram a utilizar uma senha denominada universal, informada como *****.
A vítima recebeu diversos e-mails vinculados à plataforma BRTRADER, inclusive mensagens oriundas do endereço *****, contendo documentos eletrônicos relacionados à abertura de conta e solicitação de retirada de valores.
Durante o relacionamento, os supostos gestores afirmavam constantemente que os investimentos estavam obtendo excelentes resultados e que o patrimônio da vítima estava aumentando progressivamente.
Também passaram a informar a existência de créditos automáticos, supostamente concedidos para impulsionar os investimentos, sem solicitação expressa da vítima.
A vítima se recorda de créditos nos valores aproximados de 500 dólares, posteriormente 1.000 dólares e depois 2.000 dólares, sendo informada de que esses valores deveriam ser quitados posteriormente para permitir a continuidade das operações ou a liberação do patrimônio.
Quando percebeu que a situação estava fugindo do seu controle financeiro, a vítima solicitou o encerramento da conta e a retirada dos valores.
Após esse pedido, uma pessoa identificada como *****, integrante do suposto setor financeiro, informou que seria necessário quitar crédito de 2.000 dólares para viabilizar o encerramento da conta e a liberação dos valores.
Posteriormente, a vítima passou a tratar diretamente com um suposto gestor identificado como *****, a quem enviava comprovantes de pagamento e transferências pelo Telegram.
A partir desse momento, os autores passaram a exigir sucessivos pagamentos sob diversas justificativas, tais como: liberação do patrimônio; quitação de créditos internos; aumento do nível da conta; alteração para nível bronze e posteriormente ouro; liberação de liquidez; desbloqueio de valores e necessidade de evitar leilão do patrimônio.
A vítima realizava os pagamentos acreditando que os valores enviados seriam incorporados ao patrimônio exibido na plataforma e que posteriormente conseguiria sacar integralmente o montante apresentado no aplicativo.
Em determinado momento, o suposto gestor ***** informou que seria necessário realizar novo depósito de aproximadamente R$ 10.000,00, alegando que o nível da conta havia aumentado para bronze.
Posteriormente, os autores passaram a afirmar que o patrimônio da vítima teria alcançado aproximadamente US$ 51.420,21, equivalente a cerca de R$ 250.000,00, porém exigiram novo depósito de aproximadamente R$ 26.000,00, sob a justificativa de que a conta havia atingido o nível ouro.
As telas da própria plataforma demonstravam saldo/patrimônio superior a 51 mil dólares, histórico de operações financeiras e impossibilidade de saque sem realização de novos depósitos.
Mesmo afirmando que não possuía mais condições financeiras para continuar pagando, a vítima continuava sendo pressionada psicologicamente pelos autores, que prometiam constantemente a liberação do patrimônio caso realizasse os pagamentos exigidos.
A vítima utilizou praticamente toda sua economia familiar, estimada em aproximadamente R$ 35.000,00, além de salário, empréstimos bancários e empréstimos familiares, acreditando na veracidade das informações prestadas pelos autores.
Em determinado momento, o suposto gestor ***** afirmou que realizaria a liberação da liquidez aos poucos, tendo sido transferido para a vítima aproximadamente 1.000 dólares, equivalentes a cerca de R$ 5.300,00, em conta Nubank, após conversão de criptomoeda para reais.
Posteriormente, ***** informou que entraria em recesso e que outro suposto gestor identificado como ***** assumiria os contatos.
O referido ***** auxiliou a vítima na conversão do valor recebido em criptomoeda para reais na conta Nubank e afirmou que o setor financeiro entraria em contato para explicar sobre a liberação do restante do patrimônio.

Inclusive, a vítima foi orientada a abrir conta no Nubank e fornecer dados bancários específicos, incluindo código SWIFT, IBAN e demais informações da conta Bradesco, sob a alegação de que somente dessa forma conseguiriam realizar a transferência integral do patrimônio.
Posteriormente, o mesmo ***** propôs que a vítima realizasse novo pagamento equivalente a 1.000 dólares, afirmando que conversaria com ***** para que o restante do valor exigido para liberação da conta nível ouro fosse arcado pelo próprio *****, sendo prometido que, após esse pagamento, o valor integral seria liberado na conta da vítima
A vítima realizou o pagamento solicitado, porém os autores não cumpriram o prometido.
Depois disso, o suposto setor financeiro informou que não trabalhava mais com esse tipo de proposta e passou a ameaçar que o patrimônio da vítima seria colocado em leilão caso ela não realizasse novos depósitos.
Posteriormente, a vítima deixou de atender ligações e interrompeu os contatos realizados pelos autores via WhatsApp e Telegram, ao perceber que se tratava de possível [Editado pelo Reclame Aqui] eletrônica/[Editado pelo Reclame Aqui] praticado mediante [Editado pelo Reclame Aqui] plataforma de investimentos.
Consta ainda que alguns dos perfis/grupos utilizados pelos autores no Telegram passaram posteriormente a aparecer como indisponíveis, em razão de violação dos termos de uso da própria plataforma.

AUTOR/SUSPEITO PRINCIPAL:
BRTRADER TRADERS CONSULTORIA CNPJ n 07.713.234/0001-25.
Demais autores ainda não completamente identificados, os quais se apresentavam como representantes e gestores da plataforma BRTRADER, utilizando os nomes *****, *****, *****, *****, ***** e *****. As transferências realizadas pela vítima também foram direcionadas para contas vinculadas às seguintes empresas/instituições utilizadas no recebimento/intermediação dos valores:
SAFETYPAY BRASIL INSTITUIÇÃO DE PAGAMENTO LTDA CNPJ n 12.102.128/0001-45;
ORKESTRA TECNOLOGIA EM PAGAMENTO LTDA CNPJ n 50.053.763/0001-79;
LUXTUK SOLUÇÕES FINANCEIRAS LTDA CNPJ n 63.913.850/0001-09.

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