Demora excessiva para consultas, alta rotatividade de médicos e prejuízo à continuidade do tratamento

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Mauá - SP

31/07/2026 às 16:24

ID: 255332533


Venho registrar esta reclamação em nome da minha mãe, de 75 anos, pensionista e beneficiária da CBPM (Cruz Azul Saúde) há mais de 50 anos.

Ao longo de décadas, nossa família sempre confiou na Cruz Azul para o cuidado com a saúde. No entanto, nos últimos anos, a qualidade do atendimento caiu de forma significativa, tornando o acompanhamento médico cada vez mais difícil.

O principal problema é a alta rotatividade do corpo clínico. Conseguimos marcar uma consulta com um médico, mas, quando chega o momento do retorno, esse profissional muitas vezes já não atende mais pela CBPM. Assim, somos obrigados a reiniciar o acompanhamento com outro médico, que não conhece o histórico da paciente, comprometendo completamente a continuidade do tratamento.

Além disso, o tempo de espera para conseguir um retorno é incompatível com a necessidade de acompanhamento médico. Em muitos casos, a primeira consulta é realizada, mas o retorno só pode ser agendado entre seis e oito meses depois.

Outro problema recorrente é a qualidade do atendimento. Após esperar cerca de três horas para ser atendida, a consulta dura apenas cinco minutos. O médico mal analisa os exames, praticamente não conversa com a paciente, não esclarece as dúvidas e o atendimento é realizado de forma extremamente apressada, incompatível com o cuidado que uma paciente idosa merece.

Essa demora gera outro prejuízo importante: os pedidos e as guias de exames acabam vencendo antes que seja possível retornar ao médico para avaliação. Como um novo pedido depende de outra consulta, o paciente entra em um ciclo interminável. Além disso, os exames ainda precisam passar pelo processo de autorização da operadora, que pode levar até 15 dias úteis. Quando a autorização é concedida, muitas vezes a guia já venceu ou está prestes a vencer, obrigando o paciente a reiniciar todo o procedimento.

O caso mais recente ocorreu hoje, 31/07/2026. Tentei agendar uma consulta com um cardiologista para minha mãe e a primeira data disponível foi 07/03/2027, ou seja, mais de sete meses de espera. A última consulta cardiológica dela ocorreu em 27/06/2026. É inadmissível que uma paciente de 75 anos tenha que aguardar tanto tempo para dar continuidade ao acompanhamento de uma especialidade tão importante.

Gostaria de entender como a CBPM (Cruz Azul Saúde) considera esse prazo aceitável, especialmente para uma beneficiária idosa que mantém vínculo com a instituição há mais de cinco décadas.

Solicito esclarecimentos e providências quanto aos seguintes pontos:

A alta rotatividade dos médicos da rede, que impede a continuidade do tratamento.
A demora excessiva para consultas e retornos, tornando inviável o acompanhamento adequado.
O tempo de espera para atendimento presencial, que frequentemente ultrapassa três horas, seguido de consultas extremamente rápidas e superficiais.
O vencimento de pedidos e guias de exames em razão da demora para consultas e autorizações, obrigando o paciente a repetir todo o processo.
A adoção de uma solução concreta para o caso da minha mãe, garantindo atendimento cardiológico em prazo compatível com sua condição clínica e sua idade.

Minha mãe é pensionista e beneficiária da Cruz Azul há mais de 50 anos. Sempre acreditou na instituição e nunca imaginou enfrentar tamanha dificuldade para ter acesso a um atendimento digno. É muito triste perceber que, após uma vida inteira vinculada à Cruz Azul, hoje ela precise enfrentar meses de espera, mudanças constantes de médicos e um atendimento cada vez mais precário.

Espero uma resposta objetiva, acompanhada de providências efetivas para resolver essa situação e assegurar que pacientes idosos recebam o cuidado contínuo e de qualidade que lhes é devido.

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