Reclamação sobre seguro habitacional não acionado para problema estrutural de drenagem em imóvel financiado pela Caixa Econômica Federal.

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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Betim - MG

09/06/2026 às 19:55

ID: 250958551

À Caixa Seguradora e à Caixa Econômica Federal,

Venho manifestar minha profunda indignação diante da forma fria, desrespeitosa e extremamente negligente com que minha solicitação foi tratada ao tentar acionar o seguro habitacional que pago rigorosamente há aproximadamente 19 anos. Chega a parecer deboche falar em poças da chuva, a água fluvial não tem onde sair, não represa, ela não tem onde escoar porque não foi previsto no projeto aprovado pela Caixa e eu, consumidora, não tinha como saber deste vício oculto. Se a engenheira na época tivesse me falado que estava comprando uma caixa d'água sem saída, com certeza, deixaria o imóvel para vocês. Afinal, como disse a seguradora, são só poças de água.
Recebi como resposta que o seguro não cobre água represada da chuva, como se o problema enfrentado fosse algo simples, pequeno ou sem gravidade. Esta resposta demonstra total desprezo pela situação real vivida dentro do imóvel financiado e aprovado pela própria Caixa Econômica Federal através de vistoria técnica realizada por engenheiro contratado pela instituição.

O problema não é água de chuva apenas. O problema é uma grave falha estrutural de drenagem e escoamento que transforma o quintal da residência em uma lagoa sempre que chove, colocando em risco não apenas meu patrimônio, mas principalmente vidas humanas. Pois a situação é que o quintal, que é bem mais baixo que o nível da rua e por ser todo murado, vira uma caixa d'água sem saída. E hoje dependo da misericórdia de Deus para não haver uma forte chuva ou que ela permaneça por um longo período, pois pode invadir minha casa, destruir tudo que eu lutei a 20 anos para comprar e criando dois filhos sozinha. E ainda provocar a mesma situação na casa da vizinha, que tem dois filhos e um com autismo severo. Seria incalculável o trauma dessa criança diante de uma inundação oculta financiada pela Caixa Econômica Federal.
Gostaria de saber se a situação seria tratada com o mesmo descaso caso o presidente da Caixa, da Seguradora ou qualquer diretor destas instituições estivesse morando neste imóvel durante uma tempestade, acompanhado de uma criança de apenas 9 anos, sem saber se a água invadirá a casa, derrubará o muro do vizinho ou causará uma tragédia.

Há risco concreto de:

inundação da residência;
desabamento de muro;
comprometimento estrutural de imóveis vizinhos;
danos permanentes às construções;
acidentes graves envolvendo famílias e crianças.

Mesmo diante disso, a seguradora tenta reduzir um problema gravíssimo a uma interpretação simplista para evitar assumir uma responsabilidade decorrente de um imóvel aprovado tecnicamente pela própria Caixa.

Comprei esta casa acreditando na segurança da análise técnica realizada pela instituição financeira. Além disso, venho pagando seguros obrigatórios e adicionais durante quase duas décadas, trabalhando sem parar, cumprindo rigorosamente minhas obrigações financeiras, justamente para ter proteção em situações graves como esta.

Não é aceitável que, no momento em que mais preciso, eu receba apenas respostas padronizadas e negativas automáticas, ignorando completamente o risco humano envolvido.

Ressalto novamente que:

o imóvel ainda encontra-se alienado à Caixa Econômica Federal;
o problema compromete a segurança estrutural de três imóveis;
os vídeos enviados demonstram claramente a gravidade da situação;
o risco aumenta a cada período chuvoso;
não é possível prever a intensidade das próximas chuvas.

Diante disso, EXIJO:

reabertura imediata do processo;
realização urgente de perícia técnica presencial;
análise humana e responsável da situação;
solução definitiva para o problema de drenagem e segurança estrutural do imóvel.

Caso continue havendo negativa injustificada, informo que buscarei todos os meios cabíveis para garantia dos meus direitos, inclusive órgãos de defesa do consumidor, medidas judiciais e responsabilização por eventual agravamento dos danos materiais e riscos à integridade física das famílias envolvidas.

Aguardo providências urgentes.

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Resposta da empresa

25/06/2026 às 14:26

Olá, Laurinete, boa tarde!

Espero que esteja bem.

Após análise do recurso apresentado, esclarecemos que a cobertura do Seguro Habitacional contempla eventos específicos previstos em contrato, como incêndio, explosão, desmoronamento, destelhamento por granizo ou ventos superiores a 50 km/h, inundação por transbordamento de rios/canais e alagamentos decorrentes de chuvas ou ruptura de canalizações não pertencentes ao imóvel.

No caso analisado, a segurada apresentou manifestação acompanhada de registros fotográficos, sem apresentação de novos laudos técnicos ou documentos que comprovassem divergência em relação à análise inicial. Durante a vistoria, foi constatado acúmulo de água na parte posterior do lote em razão das chuvas, situação que não se enquadra nos eventos cobertos pela apólice.

A segurada informou que o escoamento natural das águas pluviais ocorria pelo terreno vizinho, mas que essa passagem teria sido alterada pelo proprietário do imóvel ao lado. Entretanto, não foram identificados danos materiais ao imóvel, comprometimento estrutural ou riscos à segurança e habitabilidade.

Dessa forma, a negativa do sinistro foi mantida, considerando que o evento comunicado não possui cobertura contratual. Ressaltamos ainda que a vistoria realizada pela Caixa no momento da concessão do financiamento possui finalidade de avaliação do imóvel como garantia contratual, não abrangendo análise das condições construtivas ou prevenção de eventuais problemas estruturais..

Enviamos no ambiente privado o Termo de Negativa de Recurso e as condições Gerais do Seguro.

Nos colocamos à disposição.

Atenciosamente,

Caixa Seguradora.

Réplica do consumidor

25/07/2026 às 11:13

20 anos pagando um seguro casado com a venda de um imóvel com vício oculto e agora a Seguradora disse que não ae enquadra como lutar contra o governo havia entrado com uma ação no tribunal de pequenas causas e o pedido foi extinto porque o Estado não cobra de si mesmo o jeito é conviver com a máxima os grandes se enriquecem às custas do pobre trabalhador e é isso não tenho como pagar advogado até porque se tivesse dinheiro faria a obra que precisa para evitar uma tragédia.

Consideração final do consumidor

25/07/2026 às 11:14

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