Cemitério Campo da Esperança: Descaso no Atendimento e Cobrança Abusiva em Momento de Luto

Reclamação não respondida

Não respondida

Reclamar dessa empresa

Brasília - DF

17/04/2026 às 18:02

ID: 246354559

Escrevo este relato em um estado de total exaustão e revolta, não apenas pelo luto que atravesso, mas pela profunda indignação de ser vítima de um sistema que transforma a dor em mercadoria. O que presenciei em (17/04/2026) no Cemitério Campo da Esperança (Asa Sul) ultrapassa os limites da má prestação de serviço, é uma violação da dignidade humana.


Com toda a documentação em mãos, devidamente registrada em cartório, fomos ao local em busca de agendamento do sepultamento. Fomos informados pela atendente Carol que, mesmo estando ali, o agendamento só poderia ser feito por telefone, até então, tudo bem.

Passamos quase três horas, das 09:00h às 11:55h na tentativa de sermos atendidos através do número ***** que nos foi informado, conforme documentação em anexo. A ligação após cinco minutos de espera tocando uma música, a ligação cai. Questionamos as atendentes do local, sobre o não atendimento via ligação, e elas apenas informarão que não poderiam fazer nada, que esse atendimento seria apenas via ligação. Um total descaso, de quem já está ali em luto, totalmente fragilizado. Podem fazer o teste e ligar lá para ver se conseguem serem atendidos. Depois de absurdas quase três horas que conseguimos ser atendidos.

Estamos transtornados com a forma desumana que fomos acolhidos e queremos de verdade que ninguém mais tenha que passar por isso.

Como se não bastasse o descaso logístico, o que se vê é uma exploração financeira. Pagamos valores caríssimos, taxas que consomem economias de uma vida, e ainda somos confrontados com taxas adicionais absurdas. Será que se tivesse concorrência o serviço seria precário e extremamente caro como se encontra hoje?

É ultrajante que, após desembolsar quantias absurdas pelo serviço de sepultamento, ainda sejamos obrigados a pagar taxas extras por itens básicos como água, chá, lacre, etiqueta.. Em qualquer lugar do mundo, isso seria cortesia e acolhimento; aqui, sob o regime de um monopólio que não teme a concorrência, isso é mais uma forma de extorsão. Aproveitam-se da nossa fragilidade emocional para cobrar por aquilo que o bom senso e a decência ditam que deveria ser o mínimo de conforto incluso em um valor já exorbitante.

O Campo da Esperança age como se fizesse um favor ao cidadão de Brasília, o sentimento é de que estamos em uma linha de montagem onde a única coisa que importa é quanto a empresa pode extrair de uma família em choque.

Exijo que esta reclamação seja anexada ao histórico da concessionária. Brasília não pode aceitar que o monopólio se transforme em autorização para o desrespeito e a desumanidade. O luto merece respeito. O cidadão merece dignidade.

Compartilhe