Canelan Tricot: Venda de Varejo com Alegação de Atacado, Recusa de Devolução Parcial do Pedido e Desrespeitos às Regras do *****

Não respondida
S.Sebastião do Paraíso - MG
14/05/2026 às 17:24
ID: 248676631
Realizei uma compra pela internet junto à empresa Canelan Tricot, que se apresenta como loja de atacado. Contudo, apesar dessa alegação, a compra ocorreu exatamente como uma relação comum de consumo no varejo: adquiri apenas 3 peças, em meu nome como pessoa física, sem qualquer exigência de CNPJ, inscrição estadual, comprovação de atividade comercial ou quantidade mínima efetiva de compra.
Após receber o pedido, apenas uma das peças não serviu adequadamente, razão pela qual solicitei, dentro do prazo legal de 7 dias, a devolução parcial do item, conforme assegura o *****.
A partir daí começou um enorme desgaste.
Inicialmente, a empresa informou que não aceitava devolução parcial, apenas devolução integral do pedido. Depois, tentou abrir exceção, mas exigindo que eu arcasse com fretes, o que também contraria o *****.
Quando fundamentei juridicamente meus direitos enquanto consumidora, a proprietária da empresa passou a insistir que a loja atua exclusivamente no atacado e que, por isso, o ***** não se aplicaria. O problema é que a própria dinâmica da venda demonstra justamente o contrário:
venda para pessoa física;
ausência de exigência de CNPJ;
ausência de quantidade mínima real;
possibilidade de compra unitária;
comercialização direta ao consumidor final.
Ou seja, a empresa claramente vende no varejo pela internet e depois tenta utilizar a nomenclatura atacado para afastar direitos básicos do consumidor.
O mais grave, porém, foi a postura da proprietária.
Ela afirmou reiteradamente ser advogada e utilizou isso como argumento de autoridade durante toda a conversa, chegando a dizer que o ***** estava do lado dela e que poderia resolver qualquer ação em um minutinho.
Diante disso, realizei consulta pública junto à ***** e constatei que a inscrição profissional mencionada por ela encontra-se CANCELADA. Ainda assim, ela continua se apresentando como advogada perante clientes, como ocorreu comigo, inclusive utilizando esse suposto status profissional para intimidar e constranger durante a discussão consumerista.
Além da negativa indevida de direitos garantidos por lei, houve postura desrespeitosa, tentativa de intimidação e evidente despreparo no atendimento ao consumidor.
Ao final, a empresa insistiu que eu devolvesse todas as peças, recusando-se a reconhecer meu direito à devolução parcial do produto que não serviu.
Registro aqui minha profunda insatisfação:
pela tentativa de afastar direitos previstos no *****;
pela política abusiva de impedir devolução parcial;
pela condução do atendimento;
e pela postura da proprietária ao se apresentar como advogada mesmo sem inscrição ativa perante a OAB.
Fica o alerta para outros consumidores.