Maltês com parvovirus, tosse dos canis e giardia.

Não respondida
Rio de Janeiro - RJ
29/06/2021 às 01:42
ID: 125896499
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesEu e minha família queríamos um filhote de maltês e entramos em contato com o Canil Imperial Shihtzu e o dono falou que tinham filhotes para pronta entrega. Assim, em abril de *******, o nosso filhotinho chegou. No momento da chegada, o motorista avisou que o animal tinha vomitado no caminho porque estava enjoado. Entretanto o animal chegou bem magro e com uma aparência razoavelmente suja. O motorista que entregou o animal oferece diversas coisas para serem compradas no momento da entrega e fala que o animal deve tomar um determinado probiótico, porque, de acordo com o tal motorista, ele poderia até morrer se não tomasse o tal probiótico. Nesse momento, ficamos extremamente desconfiados, mas pela felicidade de estar recebendo o filhote, acabamos deixando de lado, entendendo que o motorista estava exagerando. Assim que o animal entrou em casa, observei um ponto preto na cabecinha dele e, como já fui tutora de outro cachorro, percebi logo que se tratava de um carrapato. Após, o animal apresentou um episódio de diarréia e não parava de tossir constantemente. Além disso, observei diversas feridas na pele dele, que pareciam ser frutos de uma possível dermatite. Diante do quadro, no mesmo dia que o animal chegou na nossa casa, entrei em contato com a pessoa que se dizia chamar Felipe e o mesmo me relatou que o animal estava apenas se adaptando ao ambiente, que era comum ele estar com diarréia, com pouco apetite e que as feridas eram de brincadeiras do filhote com os outros filhotinhos. Desconfiada, entrei em contato com uma veterinária de confiança e a mesma falou para marcamos uma consulta o mais rápido possível. No dia seguinte, o filhote foi diagnosticado com Tosse dos canis, doença contagiosa, que é transmitida pelo ar; dermatite; e sarna otodécica. A veterinária então indicou todo o tratamento que deveria ser feito, o qual foi iniciado prontamente. Ao fim da consulta, a médica indicou que poderia ter alguma doença incubada, mas que não poderíamos saber no momento.
Depois de tal diagnóstico, entramos em contato novamente com Felipe e o mesmo falou que poderia pegar o animal para ser tratado lá, mas que era melhor que o animal ficasse em nossa casa, por ele estar se habituando. Decidimos que faríamos o tratamento dele em casa, pois não confiavamos mais nas palavras do tal Felipe.
No dia seguinte, viajamos para outra região para passar um tempo lá em função da pandemia. O animal apresentou melhora, comia bem, mas quase não ganhava peso, o que me deixou bastante preocupada. A tosse tinha melhorado razoavelmente, mas ainda assim o mesmo tinha dificuldade para correr e brincar. 10 dias após a consulta veterinária, o animal ficou bastante caidinho e prostrado, sem querer comer e nem beber água.
Preocupados, entramos em contato com a veterinária e a mesma pediu que fosse feito um exame de cinomose, o qual deu negativo. Assim, entramos com outros medicamentos para ver se o animal apresentaria melhora, mas na madrugada do 11 dia com a nossa família, o animal apresentou um quadro de vômitos contínuos e diarréia. Ficamos acordados a noite inteira e fomos aconselhados pela enfermeira da veterinária local que levassemos o animal lá assim que o sol nascesse.
Levando o animal ao veterinário, lá foi aplicada uma vacina para estabilizar o quadro de vômitos do animal e foi indicado que fosse feita uma radiografia do pulmão do animal, pois o mesmo estava apresentando um quadro de respiração irregular.
Nesse mesmo dia, o animal foi internado. Diversos foram os exames realizados para tentar descobrir o que o filhotinho tinha e, depois de algumas horas, fui informada que meu filhote de apenas 3 meses e 12 dias estava com parvovírus, uma doença com uma taxa de mortalidade bem alta para filhotes. Além do parvovírus, meu filhotinho foi diagnosticado com giardia e bronquite aguda.
No dia seguinte a internação, me foi informado que ele estava com um quadro de anemia e infecção urinária.
Tentamos de todas as formas fazer com que o animal melhorasse, mas infelizmente ele veio a óbito no 4 dia crítico da manifestação do parvovírus (3 dia internado).
Nosso filhote não saía de casa, pois tínhamos mto cuidado com toda e qualquer doença que ele poderia pegar e a única vez que fomos na rua com ele (para ir ao veterinário) o mesmo ficou no colo o tempo todo. Ele não teve contato com fezes ou qualquer tipo de secreção de outro animal. Os veterinários acreditam que ele tenha demorado a apresentar os sintomas do parvovírus porque ele tinha acabado de ser vacinado (tomou a 2a dose da vacina V8/V10 no dia em que foi para nossa casa), então ele contraiu o vírus no mesmo momento em que foi vacinado.
Após todos os trâmites da cremação do filhote, entramos em contato com o tal Felipe e exigimos explicações e ressarcimentos pelos danos que nos foram causados. O mesmo respondeu com diversas explicações infundadas e, quando questionado de maneira assertiva, não respondeu mais. Até porque, não tinha o que responder.
Apenas relato toda essa situação aqui para que mais pessoas saibam do absurdo que está acontecendo nesse "canil" imperial shihtzu, porque nós conseguimos salvar nosso filhotinho, mesmo que por pouco tempo, de acabar morrendo naquele local. De acordo com o tal Felipe, nosso filhote iria ser utilizado para servir como padreador, mas, pelo que li aqui no site, ele utiliza o mesmo discurso com várias pessoas.
Fiquem ligados e tenham mto cuidado ao fazer qualquer tipo de compra nesse local, porque espero que ninguém tenha que passar pelo que nós passamos com nosso filhote e que nenhum outro filhote tenha que passar pelo sofrimento que o nosso filhotinho sofreu.