Atendimento deficitário do pós venda

Não respondida
Itapetinga - BA
30/04/2026 às 10:35
ID: 247368133
Resido em Itapetinga/BA, sendo a concessionária Cantonesa Caoa Chery a mais próxima para atendimento. Ocorre que o serviço de pós-venda prestado pela referida empresa é absolutamente inaceitável, destoando de forma significativa do padrão de qualidade do veículo adquirido. O relato a seguir expõe uma experiência constrangedora, marcada por negligência, falta de transparência e, sobretudo, risco à minha segurança.
Na terça-feira, 14/04, meu veículo (registrado em nome de minha esposa) apresentou falha no sistema Auto-Road, impedindo o destravamento das rodas traseiras e ocasionando sua completa imobilização. Imediatamente, entrei em contato com o gerente de pós-venda, por meio do número fornecido pela gerência de vendas (a única via pela qual consigo atendimento, sempre prestado com cortesia). Na ocasião, fui orientado a desconectar o cabo da bateria, medida que se mostrou ineficaz.
No dia seguinte, 15/04, ao inspecionar o veículo, identifiquei um fio desconectado na parte interna da roda traseira direita. Registrei a situação por meio de fotografia e a encaminhei ao setor de pós-venda, que, então, solicitou o envio do veículo por guincho, providência que foi prontamente atendida.
Poucas horas após o recebimento do veículo, a concessionária encaminhou orçamento para fornecimento de peça e execução do serviço, estimando duas horas para a substituição. De imediato, questionei sobre a cobertura pela garantia. O gerente, então, retratou-se, afirmando que o envio do orçamento naquele momento havia sido equivocado. Informou que uma nova avaliação do mecânico indicava possível enquadramento do caso na garantia, com definição prevista para o dia seguinte (quinta-feira), comprometendo-se, ainda, a solicitar a peça (inexistente em estoque) independentemente do desfecho quanto à cobertura.
Ao final da tarde de quinta-feira (16/04), diante da ausência de retorno, solicitei atualização, sendo informado de que teria resposta no dia seguinte. Contudo, na sexta-feira (17/04), não houve qualquer posicionamento, mesmo após nova tentativa de contato.
Como me encontrava em viagem, dirigi-me, no sábado, à concessionária MG Veículos, em Salvador, onde confirmei a disponibilidade da peça em estoque. Ademais, no setor técnico, fui informado de que a substituição demandaria, no máximo, uma hora, o que evidencia, no mínimo, a ineficiência da Cantonesa ao estimar prazo superior sem justificativa plausível.
Após insistentes tentativas, consegui contato com o gerente de pós-venda da Cantonesa, que informou a negativa de cobertura pela fabricante. Indagado acerca dos fundamentos da decisão, limitou-se a alegar a atuação de agente externo como suposta causa do dano. Ressaltei, então, a fragilidade dessa justificativa, uma vez que o conector avariado localiza-se na parte interna da roda traseira, protegido pela estrutura da suspensão, sem qualquer sinal de impacto ou avaria externa.
Diante da ausência de solução, informei que, na segunda-feira (20/04), compareceria à concessionária para retirada do veículo. Minutos após essa comunicação, o gerente encaminhou vídeo recente apontando uma pequena avaria no pneu traseiro direito, sugerindo, de forma especulativa, que tal dano teria ocasionado a quebra do conector interno. Ocorre que essa análise não foi submetida ao fabricante, revelando tentativa de construção escusa e unilateral de justificativa para afastar a garantia, sem respaldo técnico idôneo.
Na segunda-feira, ao comparecer à concessionária para retirada do veículo, não localizei o gerente de pós-venda. Fui informado por seus subordinados de que ele estaria em reunião, sem qualquer orientação prévia quanto à entrega do automóvel. Exigi a liberação imediata e, após mais de uma hora de espera, o referido gerente finalmente compareceu. Na ocasião, relatei pessoalmente todos os fatos, em diálogo presenciado pela gerente de vendas, que foi acionada para intermediar o atendimento.
Solicitei, então, que o cabo avariado fosse ao menos reconectado de forma provisória, com fita adesiva, tal como se encontrava inicialmente, a fim de garantir condições mínimas de segurança para o deslocamento até Itapetinga. O pedido foi aceito.
Todavia, ao chegar ao destino e inspecionar novamente o veículo, constatei que o conector permanecia solto e pendente, sem qualquer tentativa de fixação. Tal omissão expôs-me a risco real durante todo o trajeto entre Vitória da Conquista e Itapetinga, de aproximadamente 100 km, evidenciando grave negligência por parte da concessionária.
Portanto, para além da controvérsia quanto à cobertura da garantia, a conduta adotada pelo setor de pós-venda da Cantonesa, ao longo de todo o atendimento, revela prestação de serviço deficiente, desorganizada e desprovida do mínimo respeito ao consumidor, culminando, inclusive, na exposição a risco à integridade física.
Diante desse cenário, estão sendo avaliadas as medidas cabíveis, inclusive na esfera judicial. A atuação da concessionária, por meio de seu departamento de pós-venda, é incompatível com padrões mínimos de qualidade e confiança, sendo, por isso, digna de severa reprovação.
Finalmente, há pelo menos cinco dias, encaminhei mensagem para a concessionária no "fale conosco", e sequer responderam.