Obra Irresponsável Causa Perfuração de Cano e Falta de Água em Prédio

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Belo Horizonte - MG

26/11/2025 às 15:20

ID: 232937551

Obra Irresponsável Prejudica Moradores Perfuração de Cano e Falta de Água no Prédio

Quero registrar minha profunda insatisfação e indignação com a obra realizada em frente ao meu prédio. A empresa responsável está conduzindo os trabalhos sem qualquer cuidado técnico, planejamento ou respeito pelos moradores da região.

Nesta semana, devido à negligência da equipe, um cano foi perfurado, deixando todo o prédio sem abastecimento de água por horas. A situação causou inúmeros transtornos: moradores impossibilitados de realizar atividades básicas de higiene, famílias com crianças pequenas, pessoas com necessidades especiais e trabalhadores impossibilitados de manter sua rotina mínima.

O que mais revolta é a total ausência de responsabilidade:
Não houve aviso prévio sobre riscos ou interrupções;
Não houve acompanhamento adequado para evitar danos à infraestrutura;
Não houve comunicação imediata aos moradores após o incidente;
E até agora não há qualquer previsão oficial de solução definitiva sobre a situação.

É inadmissível que uma obra seja conduzida dessa forma, colocando em risco o bem-estar da comunidade e demonstrando falta de profissionalismo e respeito. Exijo que a empresa responsável se manifeste imediatamente, assuma a responsabilidade pelo dano causado, apresente um plano de reparo urgente e tome medidas efetivas para que esse tipo de situação nunca mais se repita.

A população merece ser tratada com seriedade.
Aguardo providências imediatas.

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Resposta da empresa

26/11/2025 às 16:07

Prezada Mariana,

Agradecemos por relatar sua preocupação e sentimos sinceramente pelos transtornos ocorridos.

Gostaria de esclarecer que a Capanema está tomando todas as medidas possíveis para conduzir com segurança esta fase de demolição. Contudo, a rede de água da região é extremamente antiga e se encontra instalada a uma profundidade muito rasa, o que aumenta significativamente o risco de danos mesmo com todo o cuidado técnico adotado.

O tráfego de caminhões e equipamentos, ainda que realizado dentro de todos os padrões de segurança e com reforço da área, pode gerar esforço adicional sobre a tubulação que é rígida e frágil devido à idade ocasionando rupturas imprevisíveis.

Ressalto que não houve qualquer tipo de negligência ou desrespeito por parte da equipe. Assim que o incidente foi identificado, acionamos imediatamente a Copasa, que é a responsável exclusiva pela rede de abastecimento, e seguimos dependentes da velocidade de atendimento da concessionária para normalização do serviço.

Estamos à disposição para esclarecer qualquer ponto adicional.
Caso prefira, você pode entrar em contato conosco diretamente pelo e-mail: *******.

Atenciosamente,
Rodrigo Capanema
CEO Capanema Empreendimentos

Consideração final do consumidor

18/12/2025 às 00:59

Rodrigo,

Sua resposta é conveniente, mas não convence e muito menos resolve o problema que a própria obra de vocês causou.

Alegar que a rede é antiga e rasa não elimina responsabilidade; ao contrário, agrava. Se vocês tinham conhecimento prévio dessa condição e obviamente tinham ou deveriam ter a obrigação era planejar a obra de forma compatível, reforçar a área, monitorar continuamente a tubulação e adotar medidas preventivas efetivas. Nada disso foi suficiente, como o resultado demonstra.

O fato concreto é simples e inegável:
a obra de vocês rompeu a rede, desperdiçou uma quantidade absurda de água e deixou dezenas de moradores sem abastecimento por mais de 24 horas, sem aviso, sem suporte e sem qualquer ação emergencial visível por parte da empresa.

Transferir a responsabilidade para a Copasa é uma tentativa clara de lavar as mãos. Acionar a concessionária é o mínimo burocrático não é esforço, não é solução, não é postura responsável. Enquanto vocês dependiam da velocidade de atendimento, moradores ficaram sem água, água potável foi jogada fora e nenhuma medida paliativa foi adotada para mitigar o impacto que vocês mesmos provocaram.

Dizer que não houve negligência diante desse cenário soa quase ofensivo. Houve, no mínimo, falta grave de planejamento, gestão de risco e respeito pela comunidade afetada. Obras não acontecem em um vácuo técnico: quem lucra com o empreendimento assume os riscos e os danos que ele causa.

O problema não foi a idade da tubulação.
O problema foi a condução da obra, a ausência de contingência e a postura passiva após o dano.

Continuo aguardando uma manifestação real, que vá além de justificativas genéricas, e providências compatíveis com a gravidade do ocorrido. A população não é obrigada a pagar o preço da ineficiência operacional de uma empresa privada.

O problema foi resolvido?

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Nota do atendimento

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