Cobranças abusivas e discordância na vistoria de imóvel alugado

Respondida
Barueri - SP
29/10/2025 às 09:45
ID: 230517011
Realizei a locação de um imóvel e, desde o início, a vistoria de entrada foi extremamente superficial, sem detalhamento adequado do real estado do imóvel. Agora, na entrega, estão realizando cobranças abusivas, tentando imputar a mim responsabilidades por desgastes naturais decorrentes do tempo e do uso normal do imóvel, algo totalmente indevido e fora da responsabilidade do locatário.
O imóvel foi entregue em perfeitas condições, inclusive em melhor estado do que no início da locação, mas mesmo assim insistem em encontrar problemas inexistentes para justificar custos indevidos.
Conforme estabelece a Lei do Inquilinato (Lei n 8.245/91):
Artigo 23, inciso III: o locatário deve restituir o imóvel no estado em que o recebeu, salvo deteriorações decorrentes do seu uso normal.
Artigo 26: o locador é responsável pelas deteriorações anteriores à locação ou decorrentes da ação do tempo e da natureza da coisa.
Mesmo diante disso, a administradora/imobiliária se recusa a liberar o inquilino, gerando novos custos indevidos e grande desgaste emocional, prolongando um processo que deveria ser simples e transparente.
Peço que a empresa reveja urgentemente essa postura, regularize a liberação do inquilino e cesse as cobranças abusivas, respeitando a legislação vigente e o direito do consumidor.
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Resposta da empresa
31/10/2025 às 11:30
Prezado Sr. Rodolpho.
Meu nome é Renata e sou responsável pelo departamento de administração de imóveis da Capital.
A vistoria de saída de seu apartamento foi realizada pela Rede Vistorias, que é uma franquia especializada nesse serviço. Pelo laudo de vistorias inicial, que tinha todo o descritivo do imóvel e fotos, ela pode comparar item por item e apontou, sim, algumas irregularidades, comprovadas por fotos, como:
- mancha na pedra da pia da cozinha
- mancha no piso da varanda
- pés que foram colocados no Hack da TV que fica na sala, que no início da locação era somente preso na parede.
Estes itens não são considerados de desgaste natural ou do uso regular.
Hoje, o proprietário do imóvel, juntamente com uma colaboradora da Capital, irão ao imóvel para rever todos os pontos apontados pelo relatório de vistorias de saída.
Lembrando que, quem libera ou não a vistoria é o proprietário no imóvel, não a Capital. Apenas orientamos ao proprietário, assim como fazemos ao locatário, quais são as previsões legais e procedimento que entendemos ser o correto.
Não fizemos ainda nenhuma cobrança de valores em relação à sua rescisão, mas tudo o que será cobrado é o que realmente é devido por lei.
A Capital tem 25 anos de história e trabalhamos sempre com transparência e idoneidade. Pode contar conosco para o que precisar.
Na próxima semana teremos o retorno final do proprietário sobre as manutenções que serão ainda necessárias no imóvel e faremos todos os cálculos do final da locação.
Caso tenha qualquer dúvida, fique à vontade de me ligar diretamente ou podemos também agendar uma reunião na Capital.
Atenciosamente,
Renata Guzzardi