MRV e escritório Carlos Miro alegam inexistência de renegociação após quase um ano de pagamentos e confirmações

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São Paulo - SP
23/07/2026 às 08:44
ID: 254291505
Escrevo esta mensagem para expressar meu profundo desespero, indignação e sentimento de desrespeito diante da forma como meu caso foi conduzido, tanto pela MRV quanto pelo escritório de advocacia Carlos Miro.
No dia 12/02/2025, formalizamos uma renegociação por intermédio do escritório Carlos Miro. Durante todo o processo, fomos tranquilizados por ambas as partes. O escritório nos garantiu que toda a documentação estava correta e que o procedimento havia sido realizado com segurança, enquanto a própria MRV também transmitia a informação de que estava tudo em ordem.
Com o passar dos meses, entretanto, passamos a receber inúmeras ligações, e-mails e mensagens via WhatsApp da MRV, direcionadas não apenas a mim, mas a diversos membros da minha família. Informavam que tinham propostas de renegociação, para a dívida já renegociada. fivavamos sem entender mas sempre que questionávamos esses contatos, a resposta era a mesma: que não existiam pendências, que a renegociação estava regular e que tudo estava sob controle e que até eles mesmos não entendiam o porque isso ocorria.
Após quase um ano da renegociação, ao solicitar a emissão da segunda via de um boleto devido a uma instabilidade no site da MRV, fomos surpreendidos com a informação de uma nova proposta de renegociação para uma dívida que, até então, acreditávamos já estar renegociada.
Sem compreender o que havia acontecido, entramos novamente em contato com a MRV. Desta vez, fomos informados de que a empresa não possuía qualquer registro da renegociação, alegando que ela nunca teria sido formalizada, nunca teria sido aceita e que, por esse motivo, os pagamentos realizados estavam desorganizados em seu sistema.
Ao procurar o escritório Carlos Miro, recebemos a informação de que o contrato nunca foi formalizado em razão da ausência da assinatura de um dos proprietários no documento.
O que torna essa situação ainda mais absurda é que, conforme demonstram as mensagens e documentos anexados, a própria MRV confirmou diversas vezes, ao longo de quase um ano, que a renegociação existia e estava regular. Além disso, todos os boletos emitidos durante esse período eram identificados como parcelas da renegociação de entrada. Agora, ambas as partes afirmam que essa renegociação nunca existiu.
É inadmissível que um escritório contratado justamente para oferecer segurança jurídica deixe de verificar um requisito básico, informe ao cliente que tudo está correto e, posteriormente, diante de um erro tão grave, simplesmente transfira toda a responsabilidade para quem confiou em seu trabalho.
Da mesma forma, é inaceitável que a MRV, mesmo realizando incontáveis contatos durante quase um ano, nunca tenha informado a suposta inexistência da renegociação. Pelo contrário, sempre que questionada, reafirmava que não havia qualquer problema.
O sentimento é de completo abandono. Enquanto consumidor, busquei auxílio justamente para evitar erros e garantir que todo o procedimento fosse realizado corretamente. Em vez disso, encontro-me diante de uma situação em que uma empresa afirma que o acordo nunca existiu e o escritório responsável admite que o contrato jamais foi formalizado, como se toda essa falha fosse exclusivamente responsabilidade do cliente.
É extremamente frustrante perceber que o sonho da casa própria se transformou em uma sucessão de transtornos, insegurança, desgaste emocional e financeiro. A sensação é de que fui induzido a acreditar que tudo estava regular enquanto efetuava pagamentos durante meses, para somente depois descobrir que, segundo as próprias empresas envolvidas, o acordo nunca teria sido concluído.
Diante de todos esses fatos, exijo esclarecimentos formais sobre como foi possível que, durante quase um ano, fossem emitidos boletos identificados como parcelas da renegociação, que a MRV confirmasse reiteradamente sua existência e que somente agora ambas as partes aleguem que ela jamais foi efetivada.
Também exijo que as responsabilidades sejam devidamente apuradas e que seja apresentada uma solução definitiva para esse problema, sem que os prejuízos decorrentes de falhas administrativas e jurídicas sejam transferidos ao consumidor.
O que vivi ao longo de todo esse período representa um enorme desrespeito. Além dos prejuízos financeiros, houve desgaste emocional, estresse, ansiedade, indignação e uma profunda sensação de impotência. Não deveria ser necessário enfrentar tudo isso para exercer um direito básico: ser tratado com transparência, respeito e responsabilidade.