Insatisfação com o pós-venda Cartier para alianças Trinity no Shopping Iguatemi São Paulo: Falta de ajuste e informação inadequada

Em réplica
São Paulo - SP
18/01/2026 às 17:06
ID: 238048981
Reclamação Atendimento Pós-Venda Cartier | Alianças Trinity
Prezados Senhores,
Venho, por meio desta, manifestar minha profunda insatisfação com o atendimento pós-venda prestado pela Cartier, especificamente na loja do Shopping Iguatemi São Paulo, referente à aquisição de um par de alianças Trinity, adquiridas por mim e por minha esposa, peças de elevado valor financeiro e, sobretudo, sentimental.
No momento da compra, fomos expressamente informados de que as alianças possuíam garantia vitalícia, incluindo ajustes, polimentos e demais serviços necessários. Tal informação foi determinante para nossa decisão de compra e integra a relação contratual, nos termos do art. 30 do Código de Defesa do Consumidor, que estabelece que toda informação ou publicidade suficientemente precisa obriga o fornecedor e vincula o contrato.
Recentemente, comparecemos à loja do Shopping Iguatemi São Paulo para solicitar o redimensionamento das alianças e fomos surpreendidos de forma extremamente negativa. A atendente que nos recepcionou não nos conduziu a uma mesa de atendimento e, após breve contato, informou de maneira definitiva que o modelo Trinity não poderia ser redimensionado, afirmando que não havia nada a ser feito, sem qualquer apresentação de alternativas.
Ressalto que o pedido não decorre de mera preferência estética. Minha esposa precisou se submeter a procedimento cirúrgico, com inserção de placa e pinos em um dos dedos, o que tornou impossível o uso da aliança no tamanho original. Além disso, a minha própria aliança passou a causar desconforto, igualmente necessitando ajuste. Ainda assim, não nos foi oferecida qualquer solução minimamente razoável.
Tal postura viola frontalmente o direito básico do consumidor à informação clara e adequada, previsto no art. 6, inciso III, do Código de Defesa do Consumidor, uma vez que em nenhum momento da compra fomos informados sobre eventual limitação de ajustes para esse modelo específico. Ao contrário, foi reforçada a existência de uma garantia ampla, o que caracteriza informação inadequada e potencialmente enganosa, nos termos do art. 37 do CDC, que proíbe publicidade enganosa, inclusive por omissão.
Cumpre destacar, ainda, que o art. 31 do CDC determina que a oferta deve assegurar informações corretas, claras, precisas e ostensivas, o que evidentemente não ocorreu. Ademais, eventual limitação não previamente informada coloca o consumidor em desvantagem excessiva, prática vedada pelo art. 51, inciso IV, do CDC, por contrariar os princípios da boa-fé objetiva e do equilíbrio contratual.
Causa especial indignação o contraste entre o atendimento prestado no momento da compra impecável e o atendimento pós-venda recebido, completamente incompatível com o nome, a tradição e os valores da Cartier. Após o ocorrido, inclusive, constatei a existência de reclamação recente e idêntica feita por outro casal consumidor da marca, o que reforça que não se trata de um episódio isolado.
Diante do exposto, requeiro:
O redimensionamento das alianças, por meio de ourives autorizado pela Cartier, ainda que mediante análise técnica especializada; ou
A apresentação de solução compensatória compatível com o valor das peças, o constrangimento causado e a frustração da legítima expectativa criada no ato da compra.
Aguardo posicionamento da Cartier em prazo razoável, com solução concreta, respeitosa e condizente com a excelência que se espera de uma maison de renome internacional.
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Resposta da empresa
23/01/2026 às 16:08
Estimado Sr. Fabio,
Agradecemos por compartilhar sua manifestação e lamentamos sinceramente o desconforto no atendimento. Direcionamos a tratativa para boutique para que experiências como esse não se repitam, pois o maior interesse da Maison é tratar todos os clientes com cordialidade e excelência durante cada atendimento realizado.
Gostaríamos de esclarecer que, após análise, o modelo de aliança Trinity em questão (B4052100) possui uma estrutura específica que não permite redimensionamento, pois qualquer intervenção desse tipo comprometeria a integridade, a segurança e as características originais da joia. Trata-se, portanto, de uma limitação técnica do próprio design da peça, e não de uma recusa de atendimento ou de prestação de serviço.
Reiteramos ainda que a garantia vitalícia Cartier está relacionada à qualidade do produto, assegurando que a joia esteja livre de defeitos de fabricação. Os serviços adicionais, como ajustes de tamanho, polimentos ou manutenções estéticas, são oferecidos pela Maison como uma gentileza e um diferencial, sempre condicionados à viabilidade técnica de cada modelo.
Para garantir um acompanhamento mais próximo e evitar comunicações paralelas, informamos que nossa embaixadora já está em contato direto com a esposa do senhor, que poderá fornecer todos os esclarecimentos necessários. Dessa forma, seguimos com a tratativa concentrada em um único canal de comunicação.
A Cartier permanece à disposição e reforça seu compromisso com a excelência no atendimento e com o respeito às legítimas expectativas de seus clientes.
Atenciosamente,
Equipe Cartier.
Réplica do consumidor
24/01/2026 às 13:42
Adquirimos um par de alianças Cartier Trinity em boutique oficial, após atendimento presencial, na loja do shopping Iguatemi, com vendedor da marca. No momento da compra, fomos informados de que a joia contava com assistência vitalícia, o que nos trouxe segurança para fechar a aquisição.
Em nenhum momento foi informado de que o modelo não permitiria ajuste de tamanho, característica que consideramos essencial em uma aliança de casamento.
Anos depois, ao buscarmos orientação para redimensionamento, fomos surpreendidos com a informação de que o modelo não permite qualquer alteração por limitação técnica do design.
Entendemos a explicação técnica apresentada pela marca. No entanto, o ponto central desta manifestação é a ausência de informação clara e expressa no momento da venda.
Uma aliança de casamento acompanha o casal ao longo da vida. É natural e esperado que, após 10, 20 ou 30 anos, haja mudanças físicas. No nosso caso, por exemplo, a aliança foi adquirida no tamanho compatível com a numeração de dedo à época (12), e jamais imaginaríamos que essa numeração teria de ser mantida por toda a vida, sob pena de inutilizar a joia.
Caso essa limitação tivesse sido devidamente esclarecida no ato da compra, não teríamos optado por esse modelo.
Nossa manifestação não se refere apenas à impossibilidade do serviço, mas à expectativa legítima criada no momento da venda, especialmente diante da informação de assistência vitalícia e do valor simbólico de uma aliança de casamento.
Esperamos que a Cartier avalie essa situação com sensibilidade e reforce seus processos de orientação ao cliente, evitando que outros casais passem pela mesma experiência. Permanecemos abertos ao diálogo e a uma solução compatível com os valores da Maison.
Réplica do consumidor
01/02/2026 às 01:53
Escrevo como marido e comprador das alianças Cartier Trinity adquiridas em boutique oficial no Shopping Iguatemi.
O que vivenciamos no pós-venda foi decepcionante e incompatível com a imagem que a Cartier projeta.
Desde o início, a condução do caso demonstrou total falta de sensibilidade. Mesmo cientes de que estivemos presencialmente na boutique onde a compra foi realizada, mesmo após termos apresentado as peças originais à vendedora e mesmo com o nome do comprador já registrado no sistema da própria Cartier, fomos submetidos a uma exigência excessiva e injustificável de informações.
Por e-mail, nos solicitaram de uma só vez praticamente todos os dados possíveis que poderiam ser exigidos de um cliente: numeração interna das alianças, códigos gravados, datas exatas, identificação do vendedor, histórico completo da compra, entre outros. Tudo isso quando bastaria, no máximo, a verificação pelo CPF ou pelo nome do comprador, algo que a própria loja já havia confirmado.
A impressão transmitida foi a de que partiam do pressuposto de que não teríamos essas informações e que, a qualquer momento, poderiam simplesmente alegar que a compra não havia sido realizada em boutique oficial ou que as peças não eram originais. O que não esperavam é que guardamos absolutamente tudo. Temos fotos da compra, da retirada, mensagens trocadas com o vendedor quando as alianças chegaram, além das embalagens originais. Ou seja, caíram do cavalo.
Ainda assim, mesmo após toda essa comprovação, a postura da marca não mudou em absolutamente nada. O discurso permaneceu o mesmo: frio, técnico, padronizado e incapaz de lidar com a realidade concreta do caso.
Em nenhum momento houve empatia ou sensibilidade diante do fato de que minha esposa foi diagnosticada com um tumor no dedo, passou por cirurgia com colocação de placa e pinos e, por essa razão, não consegue mais utilizar a aliança. Essa informação foi ignorada como se fosse irrelevante.
O mais grave é que, no momento da venda, jamais fomos informados de que se tratava de uma aliança que não permitiria aumento de numeração. Pelo contrário, nos foi transmitida a segurança de que contaríamos com assistência vitalícia para eventuais alterações e manutenções. Se essa limitação essencial tivesse sido informada, é óbvio que não teríamos adquirido esse modelo, pois não se trata de um acessório qualquer, mas de uma aliança de casamento, feita para acompanhar o casal ao longo da vida.
A posição final apresentada pela Cartier não nos convence e vai frontalmente contra os princípios básicos do Código de Defesa do Consumidor, especialmente o dever de informação clara, adequada e ostensiva no momento da compra.
O resultado de tudo isso é uma experiência marcada por desgaste emocional, constrangimento e sensação de desrespeito. Uma marca que se posiciona como referência em excelência não pode tratar seus clientes dessa forma.
Que sirva de alerta a outros consumidores: questionem tudo antes de comprar. Nem sempre o que é prometido no momento da venda se confirma quando o cliente realmente precisa.
Réplica da empresa
02/02/2026 às 11:30
Prezado Sr. Fábio,
Lamentamos sinceramente novamente todo o ocorrido.
Esclarecemos que a solicitação de informações adicionais seguiu procedimento padrão da Maison, uma vez que a compra das alianças está registrada em nome do comprador e a manifestação foi realizada por terceiro. Por razões de segurança, rastreabilidade e correta formalização do atendimento, faz-se necessária a confirmação do canal de compra e da data de registro da peça. Reforçamos que tais solicitações jamais tiveram como objetivo questionar a originalidade das joias, mas apenas garantir o correto registro do atendimento no cadastro do cliente.
Em relação ao pedido de ajuste, conforme já explicado, a peça foi submetida à análise técnica e, infelizmente, o ajuste solicitado não é viável para este modelo específico, em razão de suas características construtivas. Os serviços de ajuste constituem serviços adicionais, sempre sujeitos à viabilidade técnica da joia.
Lamentamos genuinamente não poder oferecer uma solução diferente neste momento. A situação apresentada está além do que a Maison pode atender, mantendo-se o compromisso com a integridade da peça e com seus padrões de excelência.
Atenciosamente,
Equipe Cartier.
Réplica do consumidor
04/02/2026 às 20:35
Lamentar não resolve o problema. Palavras de pesar não devolvem o direito do consumidor nem corrigem uma falha grave de informação no momento da venda.
Sinceramente, gostaríamos apenas que a Cartier cumprisse o Código de Defesa do Consumidor, especialmente o dever de informação clara, adequada e ostensiva. Isso evitaria que outras famílias passassem pela mesma frustração e sensação de terem sido enganadas, como aconteceu com a nossa.
Inclusive, basta uma rápida consulta aqui no próprio Reclame Aqui para encontrar reclamação idêntica, com o mesmo argumento: alianças Trinity vendidas sem o esclarecimento de que não permitem aumento de numeração. Isso demonstra que não se trata de um caso isolado, mas de uma prática reiterada da marca.
Diante disso, a impressão que fica é que, em vez de fidelizar e preservar seus clientes, a Maison prefere repetir um discurso padrão, ignorando o impacto emocional, material e jurídico causado.
Chega a ser irônico pensar que, diante de tantas experiências ruins, poderíamos criar uma associação dos enganados pela Cartier. A frase soa como brincadeira, mas reflete uma realidade triste: consumidores que precisam recorrer à Justiça para fazer valer direitos básicos.
Lamentar não basta. Respeitar o consumidor é o mínimo.