Atendimento discriminatório e desrespeitoso por transfobia na padaria do Carvalho Super no Shopping Rio Poty ( reincidência)

Em réplica
Teresina - PI
31/03/2026 às 23:25
ID: 244882871
No dia 31 de março de 2026, às 20:50h, fui vítima de um atendimento discriminatório e desrespeitoso na unidade do Carvalho Super no Shopping Rio Poty. Ao ser atendida pelo funcionário Isaac na área da padaria, fui ostensivamente tratada no masculino quando ele utilizou o termo " vc está sumido" para se referir a mim.
Gostaria de ressaltar que sou uma mulher, com nome e sexo feminino devidamente registrados em minha certidão de nascimento. isso além de TRANSFOBIA, se trata também de um desrespeito direto à minha identidade civil.
Pontuo os seguintes fatos graves ocorridos:
Postura de Deboche e Confissão de Erro: Ao ser questionado sobre o uso do pronome incorreto, o funcionário Isaac agiu com deboche, chegando a afirmar que tinha o costume de tratar mulheres no masculino "às vezes" e "um pouquinho".
Contradição da Colega de Trabalho: No momento do incidente, questionei a funcionária que trabalha com ele na padaria, e ela desmentiu a justificativa do colega, afirmando que ele nunca a tratou pelo gênero masculino. Isso evidencia que o tratamento foi direcionado especificamente a mim com intuito discriminatório. ( FORA O ABSURDO DO FUNCIONÁRIO NORMALIZAR TRATAMENTO INADEQUADO ÀS MULHERES).
Histórico com a Subgerência: Esta unidade possui um histórico de transfobia comigo. O subgerente João já utilizou o pronome "ele" para se referir a mim em uma ocasião anterior. E o supermercado não tomou nenhuma providência quanto a isso, o mesmo continua trabalhando lá normalmente, provando que o supermercado é conivente com tratamento discriminatório.
Ausência da Gerência: Novamente, procurei pelo gerente Rafael para que as medidas cabíveis fossem tomadas, mas fui informada de que ele não se encontrava na loja ( a loja constantemente esta sem gerente após às 20hs ) deixando a cliente sem qualquer suporte diante de uma situação de humilhação pública.
É inaceitável que uma empresa desse porte mantenha em seu quadro colaboradores e líderes que agem com tamanho preconceito e deboche perante as clientes. Exijo uma providência rigorosa sobre o comportamento de Isaac e do subgerente João, além de explicações sobre a ausência constante da gerência em situações de conflito e essa REINCIDÊNCIA de transfobia que é [Editado pelo Reclame Aqui] no Brasil. No Brasil, a transfobia é enquadrada como [Editado pelo Reclame Aqui] de racismo pela Lei n 7.716/1989, através de uma decisão doSupremo Tribunal Federal (STF)em 2019. Por isso, atos de discriminação e preconceito contra pessoas trans são punidos pela mesma lei, sujeitando os infratores a penas de reclusão de um a três anos, além de multa.
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Resposta da empresa
06/04/2026 às 14:12
Prezada Jeanne Jessie,
Agradecemos por compartilhar sua experiência conosco e lamentamos sinceramente pelo ocorrido.
Reforçamos que não compactuamos, em nenhuma hipótese, com condutas que violem a dignidade, o respeito ou os direitos de nossos clientes, incluindo qualquer forma de discriminação. Nossos colaboradores são orientados e treinados para oferecer um atendimento pautado na cordialidade, no respeito às individualidades e na inclusão.
Pedimos desculpas pelo atendimento prestado e pelo desconforto causado. Conforme apurado junto à gestão da loja, medidas já estão sendo adotadas, incluindo o reforço nos treinamentos de atendimento da equipe, com foco no aprimoramento do atendimento, no respeito às individualidades e na promoção de um ambiente cada vez mais acolhedor, visando proporcionar a melhor experiência de compras.
Em relação à ausência do gestor no momento mencionado, esclarecemos que a unidade conta com uma equipe composta por gerentes, subgerentes e líderes, organizados em escala, garantindo que haja sempre um responsável disponível para prestar suporte e atendimento.
Reiteramos nosso pedido de desculpas e permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.
Atenciosamente,
SAC Grupo Vanguarda
Réplica do consumidor
06/04/2026 às 14:50
Infelizmente, é o mesmo tipo de resposta que recebi no ano passado quando o "Subgerente " identificado como *****, se referiu a mim como "ELE" , e PASMEM, ele continua no mesmo cargo, e por causa disso , eu fiquei sem ter apoio nessa "nova situação de transfobia " causada pelo o funcionário chamado *****, porque eu não quis chamar alguém que já cometeu transfobia ( subgerente *****) para me dar "apoio"... não entendo como colocam "profissionais " que não sabem tratar uma mulher como mulher para trabalharem com atendimento ao público. Porque tratar uma mulher como mulher, até criança sabe, é algo automático e básico, eu fui à uns 20 lugares diferentes no dia do ocorrido, fui tratada normalmente como mulher em todos, mas bastou chegar no Carvalho Super, pra um funcionário "achar que sou mulher trans " ( até porque eu sou lida pela sociedade apenas como uma mulher) mas ao "achar" que eu era uma mulher trans ele "resolveu " me tratar no masculino ( sendo que mulheres trans são mulheres)... a única justificativa da motivação do subgerente ***** e do funcionário ***** da padaria é transfobia , que não é um mero desconforto, é na verdade um constrangimento enorme que me causa insegurança, traumas e uma piora da minha saúde mental. Só o fato de vocês manterem os funcionários trabalhando no mesmo cargo após cometer [Editado pelo Reclame Aqui] contra clientes, provam que vocês não levam a sério o [Editado pelo Reclame Aqui] de transfobia , mesmo eu apresentando provas e registros da violência que sofri. Então eu tenho que voltar ao super mercado e ser atendida por dois funcionários transfóbicos que tratam mulheres como homem. Bem contraditória e alheia ao que passei. Lamentável.