Quebra de Contrato e Promessas Vazias: O Pesadelo da Construção da Minha Casa

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São José do Rio Preto - SP

28/09/2024 às 11:06

ID: 198414781

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Tudo começou como a realização de um grande sonho. Em dezembro de *******, assinei um contrato com a empresa Antonio Roberto Pereira - ME, acreditando que em alguns meses teria minha casa dos sonhos pronta. O projeto era exatamente o que eu queria: um modelo residencial chamado Tangran, feito de madeira, sustentável e moderno. O prazo? Até maio de *******, eu estaria morando no meu novo lar. O valor era alto, R$ *******.*******,00, mas parecia justo pelo que prometiam.

Mas o que deveria ter sido um marco de alegria na minha vida logo se transformou em um pesadelo. Os meses passaram e a obra, que deveria estar em andamento, mal saía do lugar. O prazo para a conclusão veio e foi, e nada da casa ficou pronta.

Eu e minha família investimos toda a nossa economia nesse projeto. Vendemos tudo o que podíamos para ter a casa própria e, enquanto esperávamos a construção, fomos morar temporariamente na casa do meu sogro. O temporário, que deveria durar alguns meses, já dura mais de quatro anos. Vivemos de favor, sem ter para onde ir, enquanto assisto ao nosso investimento se perder.

Durante esse tempo, meu marido tentou de tudo. Realizou inúmeras conversas com a empresa, dando milhares de oportunidades para que resolvessem a situação. A cada conversa, um novo prazo era prometido, mas, ao invés de concluir a obra, a empresa apenas estendia o tempo sem realizar nenhum progresso significativo. A cada mês, uma nova cobrança surgia, acompanhada de uma desculpa do fornecedor. Eram sempre as mesmas promessas vazias, que só aumentavam nossa frustração.

Enquanto isso, os materiais de madeira, que deveriam estar protegidos, começaram a se deteriorar, expostos ao sol e à chuva. O lixo acumulado na obra não só atraiu escorpiões, como também contribuiu para o desgaste do material. Eu via a qualidade do projeto se perder com o tempo. Como se não bastasse, comecei a receber ligações frequentes de funcionários e prestadores de serviço que trabalharam na obra, cobrando os valores que a empresa, sob responsabilidade de Roberto, deixou de pagar. Essas cobranças, que deveriam ser responsabilidade da empresa, agora recaem sobre mim, aumentando ainda mais a pressão e o desgaste emocional dessa situação.

Com todas essas tensões e a incerteza sobre o nosso futuro, meu casamento está se perdendo. O estresse constante e a sensação de impotência estão criando uma distância entre eu e meu marido, tornando difícil manter a união que sempre tivemos.

Em uma tentativa desesperada de acelerar as coisas, fiz pagamentos extras, além do previsto no contrato, na esperança de ver a obra ser concluída. Mas, mesmo assim, nada mudou. A casa nunca foi entregue.

Agora, quatro anos depois, o que deveria ter sido um sonho realizado em menos de um ano se transformou em uma grande fonte de estresse e decepção. A casa ainda não está pronta, os materiais se deterioraram, e o investimento que fiz parece cada vez mais distante de me trazer o retorno esperado.

Cansada de esperar, vivendo uma situação humilhante de dependência e sendo pressionada por cobranças constantes, procurei o PROCON na esperança de que essa situação tenha um fim. Esta é minha última tentativa de resolver essa situação amigavelmente antes de buscar medidas judiciais. Quero que a empresa cumpra o que foi acordado: finalize a casa, pague a multa contratual de 20% pelo atraso, substitua os materiais que se danificaram, quite as dívidas com os funcionários e prestadores de serviço, e me reembolse pelos valores adicionais que precisei desembolsar. Estou determinada a não deixar essa situação se arrastar mais e a garantir que meus direitos sejam respeitados. O que era um sonho se transformou em um pesadelo, e estou disposta a lutar para que a promessa de um lar seguro e confortável se torne realidade.

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