Cobrança Indevida de valores após finalização de contrato por falecimento de paciente internado

Não respondida
São Paulo - SP
03/04/2023 às 22:45
ID: 162233463
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesMeu pai ficou sob os cuidados da Casa de Repouso Felita, na ******* por sete meses. Iniciamos o contrato em 25 de Abril de ******* e finalizamos o contrato em razão do seu falecimento em 30 de Novembro de *******.
Os pagamentos eram realizados no dia 25 de cada mês e como no caso é uma prestação de serviço, os pagamentos eram adiantados, ou seja no dia 25 de cada mês eu pagava os valores de estadia e lavanderia referentes ao mês subsequente e também eram cobradas as despesas extras realizadas no mês corrente.
No dia 29/11, meu pai passou mal logo cedo e entraram em contato conosco para levá-lo ao médico. Meu irmão foi buscá-lo o levou ao hospital, mas infelizmente seu quadro piorou e ele veio a óbito por volta da meia-noite.
Como a responsabilidade do contrato e as obrigações financeiras estavam em meu nome, no dia 30/11, entrei em contato com a casa de repouso, comuniquei o falecimento do meu pai e pedi a finalização do contrato. Como meu pai utilizou somente 3 dias de estadia, refeições e lavanderia, em decorrência de seu falecimento, solicitei aos administradores da casa a devolução de uma parte dos valores e qual foi a minha surpresa ao ser informada de que não teria nenhum valor a receber e ainda recebi um outro boleto no valor de R$ *******,68 com cobranças que eles diziam tratar-se de despesas com a lavanderia e etiquetagem de roupas, não cobradas no mês de agosto. Vale citar que todos os meses eram enviavam por volta do dia 15 um demonstrativo com eventuais despesas extras e estas despesas entravam no valor da cobrança, sendo assim as cobranças de agosto deveriam ter sido feitas em agosto mesmo, ou até mesmo em setembro, mas não em dezembro. Ainda mais considerando que meu pai havia acabado de falecer e que eu por direito de um serviço não prestado, deveria ter direito a uma devolução)
Me neguei a pagar, e informei à administração da casa que não pagaria. Pois considerei a cobrança totalmente indevida e solicitei o cancelamento do boleto.
Meu pai utilizou os serviços da casa por somente 3 dias. Deveria ser ressarcida de pelo menos parte do valor das refeições e da lavanderia (cujo valor mensal era de R$ *******,00).
Apesar de ter achado injusto e de ter tido várias discussões por e-mail com o administrador da casa (onde expus inclusive os problemas com a desorganização das roupas que não entrarei em detalhes aqui), deixei para lá, pois além de ter que lidar com a dor da perda do meu Pai, tinha que apoiar minha mãe, que estava muito triste e com a saúde em situação delicada. Minha mãe começou a ter que realizar vários exames para passar por uma cirurgia e com isso minha atenção se voltou totalmente para ela e acabei esquecendo de cobrar o cancelamento desta cobrança indevida.
Recentemente estava conversando com o gerente da minha conta corrente e ele me informou que meu CPF estava com uma restrição e me pediu para eu verificar se eu possuía alguma dívida ou conta não paga e qual foi a minha surpresa em saber que o título protestado era o boleto de R$ *******,68 da casa de repouso que eu me recusei a pagar por não concordar com a mesma.
Solicito que tirem meu nome do cartório de protestos, quitando também todas dividas, juros e ônus cobrados em decorrência desta cobrança.
Infelizmente somente quando temos um problema paramos para nos atentar em detalhes que normalmente não fazemos, ainda mais quando se trata de uma situação tão sensível, como a internação de um ente querido, por motivo de doença. O Contrato é mal escrito, não existe nenhuma cláusula que mencione este tipo de situação, em que o paciente falece e tem o seu contrato finalizado por este motivo, (além de outras situações) desta forma eles podem agir como bem entender, pois não há nada escrito que nos faça pensar antes e questionar a mesma. As cláusulas são confusas e necessitam ser revistas. Além disso tive outros tipos de problemas que também não são cobertos no contrato e que nos deixam totalmente sem cobertura.