Resolvido

Mesa de madeira empenada e reparo inadequado: Indignação com a Casa Junco pela falta de transparência e desrespeito ao CDC

CASA JUNCO COMERCIO DE MOVEIS

cidade: Limeira

O que aconteceu

Indignação, frustração e descaso no atendimento ao consumidor

Avaliação:

Minha experiência com a Casa Junco foi extremamente negativa, marcada por frustração, falta de transparência e desrespeito aos direitos do consumidor. Adquiri uma mesa de madeira Pequiá, nas dimensões 3×1, confiando na qualidade do produto e na credibilidade da empresa, considerando o valor investido. Contudo, essa expectativa não foi atendida.

Dentro do prazo de garantia, o móvel apresentou empenamento, caracterizando vício de qualidade que compromete sua funcionalidade e estética, conforme previsto no art. 18 do Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/1990). Ao acionar a empresa para a devida solução, fui surpreendida pela realização de um procedimento denominado sangria, executado sem qualquer comunicação prévia, consentimento ou autorização, o que configura prática abusiva e violação ao direito à informação clara e adequada, garantido pelo art. 6, inciso III, do CDC.

A Casa Junco informou que o referido procedimento não comprometeria o móvel, alegando que a sangria foi realizada com aproximadamente 0,5 cm de profundidade. No entanto, na prática, os cortes realizados no tampo apresentam profundidade próxima a 3 cm, o que contraria diretamente a informação prestada pela empresa e evidencia a desproporcionalidade e inadequação do reparo executado. Assim, descaracterizando completamente o móvel, afetando sua estética original e reduzindo significativamente seu valor, o que agrava ainda mais o dano. Ressalta-se que o consumidor não pode ser submetido a reparos que alterem ou depreciem o produto sem sua expressa anuência, especialmente quando o vício ocorre dentro do período de garantia.

Além disso, após a intervenção indevida, a empresa passou a conduzir o atendimento como se estivesse realizando um favor, quando, na realidade, eu estava apenas exercendo um direito básico assegurado pelo CDC, conforme o art. 6, inciso VI, que garante a efetiva reparação de danos patrimoniais e morais.

Buscando compreender melhor a situação, entrei em contato com outras empresas especializadas no mesmo segmento, as quais informaram que a sangria não é um procedimento obrigatório, tampouco indispensável para correção de empenamento, especialmente em tampos de grandes dimensões. Segundo esses profissionais, existem outras técnicas corretivas mais eficazes, menos invasivas e que não comprometem a integridade estética do móvel, o que reforça o entendimento de que a intervenção realizada foi desnecessária, inadequada e prejudicial ao produto.

Durante todo o processo, tentei resolver a situação de forma amigável, encaminhando fotos, áudios e mantendo contato por WhatsApp em diversas ocasiões. No entanto, os retornos foram demorados, superficiais e, em alguns momentos, marcados por falta de empatia e profissionalismo, contrariando os princípios da boa-fé objetiva e da transparência nas relações de consumo, previstos no art. 4, inciso III, do CDC.

Destaco ainda que o fornecedor responde objetivamente pelos vícios do produto e pelos danos causados ao consumidor, independentemente de culpa, conforme estabelece o art. 12 e o art. 18 do CDC, não sendo admissível transferir ao cliente o ônus de um reparo inadequado ou de um procedimento técnico questionável.

Sinto-me profundamente desrespeitada, não apenas pelo defeito apresentado no produto, mas principalmente pela postura adotada pela empresa no pós-venda, que demonstrou inflexibilidade, pouca transparência e total indiferença quanto ao impacto causado ao consumidor. A condução do caso evidencia que, após a concretização da venda, o compromisso com o cliente deixou de existir.

Diante de todo o exposto, não recomendo a Casa Junco para consumidores que prezam por respeito, transparência, responsabilidade e cumprimento efetivo da garantia legal. Trata-se de uma experiência extremamente negativa, que não desejo que outros consumidores vivenciem.

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Reclamações parecidas

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Interações da reclamação

  1. CASA JUNCO COMERCIO DE MOVEIS respondeu

    07/01/2026 às 11:43

    Olá,

    A Casa Junco agradece por sua manifestação e lamenta que o produto adquirido não tenha atendido às suas expectativas iniciais. Conforme consta em nossos registros, a mesa modelo Pequiá foi entregue em perfeitas condições e possuía prazo de garantia contratual já encerrado quando recebemos o acionamento para análise técnica.

    Mesmo com a garantia vencida, optamos por realizar atendimento de boa-fé, avaliando o empenamento apresentado e propondo um reparo com base em prática usual de mercado. O procedimento foi executado buscando restabelecer a funcionalidade do móvel, sem custo ao cliente, como forma de demonstrar nosso respeito à relação construída.

    Após a conclusão, foram prestados esclarecimentos sobre a profundidade aproximada dos cortes e sobre a estabilidade estrutural do tampo. Compreendemos, contudo, que houve percepção divergente quanto ao resultado estético e que o método adotado poderia não corresponder ao padrão original desejado.

    Reforçamos que a empresa não tratou o caso como favor, mas como iniciativa voluntária diante de um pedido feito fora da cobertura de garantia. Permanecemos abertos para nova vistoria e para construção de alternativa que seja tecnicamente viável e equilibrada para ambas as partes.

    Nosso time de pós-venda está à disposição para contato direto pelos canais oficiais, com prioridade de retorno e acompanhamento pelo gestor responsável. Prezamos pela transparência, pela qualidade de nossos produtos e pela solução por meio do diálogo.

  2. Consumidor respondeu

    07/01/2026 às 18:35

    Prezados,

    Agradeço o retorno, porém é necessário esclarecer alguns pontos, já que a resposta apresentada não retrata com fidelidade o ocorrido e tampouco soluciona os problemas gerados.

    Em primeiro lugar, diferentemente do informado, o acionamento foi realizado dentro do prazo de garantia, fato inclusive reconhecido inicialmente pelo próprio atendimento da empresa. A partir desse momento, a responsabilidade pela análise e pela solução adequada do vício passa a ser objetiva, conforme artigos 12 e 18 do Código de Defesa do Consumidor, não cabendo atribuir ao cliente a condição de estar fora da garantia.

    Além disso, é incorreto afirmar que o procedimento foi realizado em caráter de boa-fé ou como mera cortesia. O reparo ocorreu sem minha autorização prévia, sem explicação técnica detalhada e sem ciência do impacto que ele causaria no tampo da mesa. Isso viola diretamente o direito à informação clara e adequada, previsto no art. 6, inciso III, do CDC.

    Outro ponto que preciso reforçar é a discrepância entre o que foi informado e o que foi executado. Fui comunicada de que o corte teria cerca de 0,5 cm de profundidade; entretanto, ao receber o móvel, verifiquei cortes próximos a 3 cm, que alteraram completamente a estética e o valor do produto. A intervenção não apenas ultrapassou o que foi relatado, como também descaracterizou o móvel, gerando um dano adicional que não existia.

    Profissionais independentes consultados posteriormente confirmaram que a técnica de sangria não é o único método possível e, no caso de tampos como o meu, não é a solução recomendada por especialistas, existindo alternativas menos invasivas e mais adequadas. Isso reforça que a escolha do procedimento foi, no mínimo, inadequada.

    Também é importante destacar que, durante todo o processo, o atendimento apresentou demora, falta de clareza e pouca empatia, o que aumentou ainda mais a frustração. O consumidor não pode ser tratado como alguém que está recebendo um favor, especialmente quando exerce um direito legal.

    Portanto, diante de tudo o que foi exposto, vício dentro do prazo de garantia, reparo não autorizado, dano estético relevante, informação divergente e atendimento falho, Assim, reafirmo meu pedido por uma solução definitiva e compatível com o dano causado.

    Permaneço aberta ao diálogo, mas preciso que a empresa trate o caso com a seriedade e o respeito que o consumidor merece.

  3. CASA JUNCO COMERCIO DE MOVEIS respondeu

    08/01/2026 às 13:35

    Prezada Ana Leda,

    Informamos que o diretor de operações da Indústria Casa Junco entrou em contato e deixou mensagem diretamente com você, com o objetivo de realizar uma conversa aberta e amigável, compreender todos os pontos e buscar uma solução justa e definitiva para a situação apresentada.

    Reiteramos nosso compromisso com o diálogo, o respeito ao consumidor e a resolução adequada do caso.

    Seguimos à disposição para dar andamento à tratativa.

    Atenciosamente,

    Indústria Casa Junco

    SAC / Garantia

  4. Consumidor respondeu

    08/01/2026 às 14:35

    Prezados,

    Agradeço o retorno, mas gostaria de corrigir que meu nome é Damiane, como consta nas comunicações anteriores e na assinatura de minhas mensagens.

    Ressalto que o equívoco no meu nome, embora possa parecer pequeno, evidencia a falta de atenção da empresa aos detalhes do atendimento, reforçando minha frustração diante do descaso já demonstrado no caso da mesa de madeira Pequiá 3×1.

    Aguardo a correção das informações e uma resposta adequada quanto à solução do problema, em conformidade com meus direitos de consumidora.

    Atenciosamente,

    Damiane

  5. Reclamação encerrada e avaliada pelo consumidor

    Avaliação do consumidor

    Problema foi resolvido?Sim
    Voltaria a fazer negócio?Não
    Nota do atendimento5

    Após diversas tentativas de negociação, a empresa entrou em contato comigo para solucionar o problema apenas após a reclamação neste site.Foi designado um responsável para o caso e realizada a troca da mesa.O problema foi resolvido, após reiteradas solicitações.

  6. Resposta final da empresa

    09/04/2026 às 11:56

    Prezada Damiane,

    Agradecemos pela sua consideração final e pelo reconhecimento da solução aplicada ao caso.

    Reforçamos que a substituição foi realizada com a entrega de um novo produto em padrão superior, além da renovação da garantia por 12 meses a partir da data da entrega, buscando assegurar a melhor experiência possível dentro das condições apresentadas.

    Lamentamos pelos transtornos iniciais e levamos seus apontamentos como oportunidade de melhoria em nossos processos e atendimento.

    Permanecemos à disposição para qualquer necessidade futura.

    Atenciosamente,

    Fernando Moraes

    Diretor de Operações

    Casa Junco