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São Caetano do Sul - SP

08/05/2024 às 08:19

ID: 188324729

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No dia 17/02/******* nossa filha da raça Spitz alemão, fêmea de 1 ano e 5 meses, passou por um procedimento de castração na clinica com o veterinário Yuri Vitor Bendzius Cervasio na Clínica Casa Vet, situada na cidade de São Caetano do Sul.

Exatos dez dias após o ocorrido, no dia 27/02/*******, nossa filha começou a apresentar sangramento pela urina. Como isso nunca tinha ocorrido, rapidamente entramos em contato com o veterinário, que relatou ser normal o sangramento, pois poderia ser em decorrência da cirurgia.
Apesar do estranhamento, consideramos a opinião do referido profissional e aguardamos uma possível melhora. Contudo, estivemos na clinica no dia 05/03/******* para retirada dos pontos e, novamente questionamos o veterinário em relação ao sangramento, a mesma resposta foi dada por ele: a de que era normal o sangramento pós cirúrgico, mesmo ja tendo passado mais de 15 dias após a castração.

Ficamos apreensivos durante esse período, quando novamente, no dia 11/03/*******, voltamos a entrar em contato com o veterinário interpelando-o pelo mesmo motivo, pois estávamos completamente assustados e, a nossa filha, continuava apresentando sangramento na urina, não estava se alimentando normalmente e ficava muito quieta e amoada. Novamente, mesmo após inúmeros questionamentos, o veterinário sem qualquer preocupação, sem examiná-la e muito menos sem solicitar exames, sugeriu que ela estava com um problema de infecção urinária, e, receitou mais 10 dias de antibióticos e 7 dias de antinflamatório, os mesmo remédios que ela tinha tomado após a castração.

Extremamente confusos com a situação e abalados pela condição da nossa filha, exigimos então que ela fosse examinada e que algum exame fosse realizado para obtenção de um diagnóstico mais assertivo. Após a realização de uma ultrassonografia, ficou constatado que o rim direito dela já não tinha mais as estruturas preservadas e havia um aumento no tamanho.

Diante disso, questionamos o que tinha acontecido e, o referido veterinário, tentando justificar o gravíssimo diagnóstico, citou as seguintes justificativas:
Que a nossa filha já estaria sofrendo disso por meses;
Que isso poderia ser em decorrência de cruzamento errado do canil, que o canil provavelmente deve cruzar parentes entre si; e
Que era uma característica da raça spitz alemão ter problemas renais.

Ainda, pra nossa surpresa, sem qualquer cerimônia e solicitação de novos exames para um melhor diagnóstico, o veterinário disse que ela teria que tirar o rim.

Questionamos a urgência da situação pois sabíamos que o diagnóstico era gravíssimo para a espécie e, fomos informados que o caso não se tratava urgente, que precisava ser feito, mas sem pressa. Isto posto, foi agendada uma nefrectomia, para o dia 25/03/*******, ou seja, duas semanas depois do exame que nós solicitamos.

Saímos da clínica desolados, sem saber o que fazer ou em quem acreditar. Nossa primeira ação foi entrar em contato com o canil, que possui uma conceituada e idônea história e fomos informados que tal inferência era absurda e leviana, pois desconhecia essa prática e, que nunca aconteceu tal prática em suas instalações.

Como estávamos completamente desesperados, resolvemos levá-la a um hospital veterinário muito respeitado na região do ABCD. A primeira ação do hospital, totalmente diferente do veterinário, foi realizar um ultrassom, onde novamente foi constatado que o rim já estava muito aumentado e não funcionava mais.
Aos questionarmos o hospital sobre as justificativas do veterinário, nos foi informado que não era um problema de raça ou do canil, mas sim em virtude da castração e, que ela nao poderia ficar até o dia 25/03/******* sem operar, pois com certeza viria a óbito. A situação dela era de extrema urgência e de grande complexidade.

No mesmo dia, 11/03/*******, ela foi internada, foram realizados exames de sangue e iniciado o preparo para novos exames que seriam realizados no dia seguinte. O hospital estava muito cauteloso, então decidiu em fazer um tomografia com contraste para verificar minuciosamente a condição e possível funcionamento do rim, na esperança de que fosse apresentado qualquer chance de funcionamento, a cirurgia não seria indicada. O exame foi realizado no dia 12/03/*******, e foi constatado que o rim direito ja não tinha mais qualquer funcionamento.

Como a nossa filha não poderia perder mais tempo, no mesmo dia ela fez a nefrectomia, onde ocorreu a retirada do rim direito e ficou constatado que o veterinário costurou uma pequena parte do ureter junto ao coto uterino, levando a formação de um coágulo e, por fim a perda da função renal.

Entramos em contato com o veterinário responsável pela castração e enviamos os laudos cirúrgicos e todos os exames realizados e, o mesmo se eximiu de culpa e se negou a pagar os gastos do hospital veterinário.

Após inúmeras conversas com os veterinários do Hospital e, ao analisarmos os relatórios e exames, tivemos a certeza que o veterinário agiu de forma negligente no procedimento e de má fé conosco. O CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO MÉDICO VETERINÁRIO, prevê que para o exercício da Medicina Veterinária com, INTEGRIDADE, RESPEITO, dignidade e consciência, o médico veterinário deve observar as normas de ética profissional previstas no código, na legislação vigente, e pautar seus atos por princípios morais de modo a se fazer respeitar, preservando o prestígio e as nobres tradições da profissão.

Ao nosso entender, a imperícia na realização do procedimento, sua irresponsabilidade e a ausência de empatia para com o caso, desprestigia a nobre profissão. A falta de atenção aos relatos e aos questionamentos, o não fornecimento de explicações e a falta de solicitação de exames clínicos para um melhor diagnóstico, levou a perda irreparável de um órgão e, por muito pouco, ao óbito de uma paciente.

Se tivéssemos confiado no veterinário, nossa filha não teria feito o ultrassom, teria tomado mais uma quantidade exorbitante de remédios podendo comprometer o funcionamento do outro rim. O desinteresse em contatar-nos na busca de notícias, de dar qualquer tipo de suporte ou ajuda durante esse período, nos deixa ainda mais perplexos e indignados.

Finalizando, gostaria de ressaltar que, devido aos meus princípios, valores e caráter, é a primeira vez que denuncio a inadequada postura de um profissional. Pensar na possibilidade de outros clientes passarem situações semelhantes me deixa completamente assustada e apavorada.

Desejo que ninguém passe pelo que eu e meu marido passamos! Noites sem dormir, nossas vidas nunca mais serão as mesmas!!

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