Avaliação inadequada e preconceituosa, colégio não se importa com inclusão.

Não resolvido
São Paulo - SP
16/01/2026 às 19:08
ID: 237935977
No início da semana, estivemos presencialmente no colégio e fomos muito bem atendidos pela colaboradora Raquel, que nos apresentou a estrutura, a proposta pedagógica e os valores da instituição. Saímos encantados e convictos de que seria um excelente ambiente para o desenvolvimento do nosso filho.
Na mesma ocasião, Miguel foi realizar a avaliação necessária para liberação da vaga. No entanto, fomos informados de que a avaliadora responsável não estava presente naquele dia, sendo substituída por outra pessoa, o que impossibilitou a realização da avaliação. Diante disso, foi reagendado um novo dia para que o processo ocorresse corretamente.
Durante esse período, informei à Raquel que Miguel possui laudo de Altas Habilidades/Superdotação, elaborado por uma neuropsicóloga, após meses de acompanhamento e aplicação de testes específicos. Fui orientada a encaminhar o laudo à avaliadora, o que fiz justamente para contribuir com o processo avaliativo, já que o documento descreve com profundidade quem Miguel é, seus comportamentos e seu desenvolvimento ao longo de meses de avaliação profissional.
Retornamos ao colégio hoje dia 16/01/2026 para a avaliação, sendo atendidos pela avaliadora e por outro colaborador (cujo nome infelizmente não recordo). Para nossa surpresa e indignação, a avaliadora permaneceu menos de cinco minutos com Miguel antes de nos chamar para conversar.
É importante ressaltar que Miguel tem apenas três anos de idade e, no momento da avaliação, estava visivelmente cansado e com sono, inclusive, ao sair do colégio, entrou no carro e dormiu imediatamente. Qualquer profissional minimamente capacitado na área da educação infantil sabe que esse fator influencia diretamente o comportamento da criança.
Ainda assim, com base em aproximadamente cinco minutos de observação, a avaliadora afirmou que:
Não identificou nenhuma característica de superdotação em Miguel (acho que em 5 min ela esperava que ele inventasse a lâmpada);
Questionou quem havia emitido o laudo;
Afirmou que o laudo elaborado por uma neuropsicóloga não valia nada ou que seria a mesma coisa que nada;
Disse que o colégio só aceitaria laudos emitidos por neurologistas;
Comentou que o laudo era muito recente, dando a entender uma desconfiança velada sobre sua legitimidade;
Desacreditou completamente o trabalho da neuropsicóloga, realizado ao longo de meses;
Disse, com todas as palavras, que a escola não é preparada para esse perfil de criança.
Tal posicionamento é extremamente preocupante e demonstra desconhecimento técnico. Altas Habilidades/Superdotação não possuem CID, não configuram diagnóstico médico e, portanto, não exigem laudo de neurologista. A avaliação de habilidades cognitivas, incluindo testes de QI, é competência de neuropsicólogos e psicólogos, profissionais legalmente habilitados para esse tipo de avaliação.
Além disso, de forma precipitada e sem qualquer embasamento adequado, a avaliadora chegou a sugerir que Miguel poderia apresentar TDAH ou até Transtorno do Espectro Autista, afirmando inclusive que se ele for mesmo superdotado, nenhum diagnóstico vem sozinho. Considero essa fala extremamente irresponsável, especialmente diante do curtíssimo tempo de observação e da inexistência de qualquer avaliação clínica aprofundada. E mesmo que houvesse algum diagnóstico associado, cabe questionar: não seria o papel da escola incluir?
Ainda nesse curto período, a avaliadora sugeriu que Miguel poderia apresentar comportamentos agressivos, como bater em colegas, não obedecer comandos ou bagunçar atividades exemplos completamente incompatíveis com a maturidade esperada de uma criança de três anos.
A sensação transmitida foi a de que se espera que crianças dessa idade se comportem como robôs, com alto nível de obediência e concentração, desconsiderando completamente o desenvolvimento infantil, a individualidade e a fase cognitiva própria dessa faixa etária.
Em determinado momento, a avaliadora chegou a dizer que hoje tem muita criança aparecendo com esses laudos, tratando o assunto com descrédito, e afirmou claramente que a escola não trabalha com inclusão, reforçando que essas crianças seriam minoria.
Com muita educação, o que ficou implícito foi:
não queremos seu filho aqui,
E ela ainda disse olha não estamos negando a vaga viu, mas vale vocês avaliarem
Comparar meses de acompanhamento neuropsicológico com cinco minutos de interação não é apenas antiético, mas também profundamente desrespeitoso com o trabalho profissional envolvido, com a criança e com a família.
O que mais nos frustrou foi perceber que um colégio que inicialmente se apresentou como acolhedor e preparado demonstrou, na prática, falta de sensibilidade, preparo técnico e cuidado ao lidar com uma criança pequena e com informações tão relevantes para seu desenvolvimento educacional.
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Consideração final do consumidor
21/08/2026 às 19:12
Empresa me decepcionou
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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