Sem técnicas científicas nos treinos

Não respondida
Belo Horizonte - MG
26/09/2026 às 00:51
ID: 260103339
Queremos saber porque não tem treinos com técnicas que façam os jogadores conseguirem fazer gols de fora da grande área [janelas visuais (scanning) é quando o atleta treina o reconhecimento de espaço em 0,3 segundos e identifica o posicionamento adiantado do goleiro ou a sobreposição dos zagueiros para escolher entre o chute colocado (com curva) ou potente (peito do pé)]. Todos os times brasileiros não podem ser os melhores do mundo no futebol por falta de profissionais que entendam treino de alta performance. Tanto que não conseguem fazer gols em todos lances de bola parada (escanteio com gol olímpico, gol de falta com barreira em qualquer distância, etc.). Falta periodização tática, biomecânica do movimento, neurociência aplicada ao controle motor e análise quantitativa de carga. Falta utilizarem microciclos estruturados de preparação física com tomadas de decisão sob pressão e recuperação biológica baseada em dados de GPS (catapult/statsports), termografia e biomarkers de CPK/lactato. Falta Juego de Posición e Overload Cognitivo com rondos posicionais complexos (8v4, 10v6) de modo a ter restrições de tempo e espaço com micro-passes e treinos focados em escaneamento visual (orientação corporal antes da recepção) e criação de linhas de passe em terço final. Falta Gegenpressing e dinâmica de transição com microciclos de alta velocidade de reação e exercícios de pressão pós-perda instantânea (regra dos 5 segundos), sprints repetidos com mudança de direção (RSA) e treinadores dedicados exclusivamente a bolas paradas. Não tem autonomia tática e biomecânica de força/velocidade com perfilamento força-velocidade individualizado e treinos de potência mecânica na academia (Velocity-Based Training - VBT) combinados com pequenos jogos reduzidos (Small-Sided Games - SSGs) de tomada de decisão livre e alta intensidade metabólica. Falta agilidade multidirecional e carga individual com treinamento neuro-proprioceptivo. Foco em desaceleração rápida, prevenção de lesões miotendíneas (isquiotibiais) e transições em bloco longo com alta solicitação neuromuscular.
Falta compactação estrutural e blocos defensivos com treinos repetitivos de basculamento defensivo em campo reduzido, Stiffness muscular para duelos físicos e transição direta em poucos toques. Falta maturação técnica de domínio de fundamentos em alta frequência e refinamento do primeiro toque sob fadiga induzida e simulações biomecânicas de passe/finalização sob estresse metabólico.
Falta treino com protocolo biomecânico e neuro-motor de alta precisão. Não tem mapeamento trajetória (Efeito Magnus) com [Editado pelo Reclame Aqui] cinética de chute e treino sob fadiga simulada. Faltam treinadores que entendam rotinas de bloqueio (screens) na grande área. Dois jogadores atuam como "bloqueadores de rota" para libertar o finalizador principal no primeiro pau (para desvio olímpico/direto) ou na marca do pênalti.
Falta treinamento sob fadiga muscular realística com cobranças de falta e escanteios que devem ser inseridas dentro de blocos de alta intensidade (frequência cardíaca entre 85% e 95% da FC máxima), forçando o cérebro e a musculatura a manterem o controle refinado mesmo sob alta acidose metabólica.
Falta treino de integração Futsal-Campo (Bolas Pesadas + Micro-Espaço 2v2/3v3) e treino de visão periférica ocusa (Óculos de Restrição / Estroboscópicos) com fortalecimento de adutores e mobilidade articular de quadril; e pliometria de tornozelo para mudança de direção explosiva (agilidade neura). Falta reduzir o espaço de treino para áreas de 15x15 metros com bolas de menor quique (futsal) ou tamanho reduzido. Porque obriga o jogador a usar a sola do pé para pisar na bola e dominá-la sob a sola, mantendo a bola sempre abaixo do centro de gravidade. Falta utilizar óculos de restrição visual (que impedem a visão do solo e da bola). O atleta é forçado a sentir o contato da bola exclusivamente pelos receptores táteis da sola e das bordas do pé, automatizando o controle e liberando os olhos para escanear os adversários.