Reclamação de Vício Oculto em Veículo Citroen C3 e Demora na Transferência de Veículo Usado

Reclamação em réplica

Em réplica

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São Paulo - SP

06/04/2026 às 20:23

ID: 245314497

No dia 06/01/2026 adquiri um veículo Citroen C3 automático ano 2011 nessa loja pelo valor de R$ 32.900, tendo entregue um Nissan March 2011 como parte do pagamento.

Logo após a compra, o veículo apresentou diversos defeitos, incluindo falha no controle de tração, perda de potência ao arrancar e subir ladeiras, alerta sonoro no painel e problemas no sistema de arrefecimento.

Nos primeiros defeitos, levei o carro aproximadamente três vezes até a loja, que encaminhou o veículo para oficina, demonstrando ciência dos problemas. Entretanto, os defeitos continuaram e posteriormente foi constatado por mecânico que o veículo estava com a junta do cabeçote queimada, defeito grave e caracterizado como vício oculto.

Diante da ausência de resposta da loja e da necessidade de uso do veículo, fui obrigado a realizar o conserto por conta própria em oficina particular.

Além disso, houve demora na transferência do veículo que deixei na troca, que só foi iniciada após discussão entre as partes.

O veículo ainda apresenta outros defeitos relacionados a vício oculto que precisam ser resolvidos.

Já registrei reclamação no Procon e, caso não haja solução, ingressarei com ação judicial para garantir meus direitos conforme o Código de Defesa do Consumidor.

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Resposta da empresa

09/04/2026 às 14:34

Em resposta, informamos que em 05/01/2026, o veículo Citroen C3 Exclusive automático ano 2011 modelo 2012, foi vendido conforme pedido de venda n *****, pelo valor de R$ 32.900,00, sendo que valor de venda na loja era R$ 38.900,00, onde foi concedido desconto de R$ 6.000,00 para eventuais reparos não cobertos pela garantia, documento esse assinado pelo cliente.
Por se tratar de um veículo usado ano 2012, a loja antes de entregar o veículo efetuou revisão e foi retirado pelo cliente em 08/01/2026.
Em 14/01/2026 cliente entrou em contato alegando problemas com o veículo, onde estava acendendo a luz do controle de tração e a loja prontamente solicitou que viesse até a loja para sanar os problemas, sendo que no mesmo dia foi retirado pelo cliente com os problemas apresentados sanados.
Em 29/01/2026 novamente cliente entrou em contato informando que veículo apresentava problemas conforme relatado por ele, e todos os reparos foram realizados e veículo foi entregue em 30/01/2026.
Em 09/03/2026 cliente entrou em contato informando que veículo estava com motor falhando e segundo ele poderia ser problema na bobina, e solicitamos que trouxesse o veículo até a loja para sanarmos o problema apresentado, mas cliente informou que não teria condições de vir até a loja e enviou o carro ao mecânico dele, onde informou que o problema era na bobina e bicos injetores e que o problema foi sanado, sendo assim cliente solicitou o valor de R$ 400,00, que foi reembolsado pela loja.
Em 11/03/2026 cliente entrou em contato novamente informando que veículo estava apresentando problema novamente, e perguntamos se o mecânico dele não havia verificado o veículo e sanado os problemas apresentados anteriormente e cliente informou que era problema no controle de tração, após isso cliente nos enviou fotos e informou que sua esposa havia batido o carro.
Solicitamos então que cliente trouxesse o veículo até a loja para verificarmos o problema, pois tínhamos garantia de nosso mecânico no problema informado, mas cliente novamente não trouxe o veículo, e após o ocorrido foi informado que foi constatado pelo mecânico dele que veículo estava com a junta de cabeçote queimada.
Deixamos claro que em nenhum momento e até mesmo pelo mecânico do cliente, foi constatado anteriormente problema com a junta de cabeçote, apresentando esse problema após a batida na frente do carro.
Temos um check-list de todos os serviços executados quando solicitado pelo cliente, e em nenhum momento a loja se isentou em solucionar os problemas apresentados pelo cliente, em garantia aos direitos do consumidor, lembrando sempre que é um veículo usado 2012, passível de problemas, e a loja sempre solicitou que cliente viesse trazer veículo até a loja, o que não ocorreu nas últimas vezes que cliente entrou em contato e levou ao mecânico dele, dificultando assim em saber o que foi feito no veículo.
Quanto a transferência do veículo deixado na troca, cliente deixou uma procuração assinada para ser feita a transferência somente quando houvesse a venda do veículo, o que já ocorreu assim que foi vendido.
Sentimos muito pelos transtornos, pois prezamos muito a satisfação do cliente em cada venda, e procuramos sempre seguir as orientações de nossos advogados.

Réplica do consumidor

09/04/2026 às 15:12

Em resposta à manifestação da empresa, esclareço que desde o início da compra relatei problemas recorrentes no veículo, principalmente relacionados à perda de potência e baixa constante de água no sistema de arrefecimento, situação que nunca foi definitivamente solucionada.

Levei o veículo diversas vezes até a loja, que realizou reparos temporários, demonstrando ciência dos defeitos apresentados.

Em determinado momento, fui orientado pelo próprio responsável da loja a procurar meu mecânico para verificar os problemas apresentados. Orientação que possuo salvo em conversa.

Quando foi constatado posteriormente que o veículo estava com a junta do cabeçote queimada, defeito grave diretamente relacionado ao motor item coberto pela garantia contratual a empresa passou a se recusar a realizar o reparo, também havendo registros em áudio dessa negativa.

Importante destacar que os problemas relacionados ao sistema de arrefecimento e perda de água já existiam antes do acidente mencionado, sendo incorreta a afirmação de que o defeito surgiu em decorrência da colisão.

O veículo apresentou defeitos recorrentes desde os primeiros dias após a compra, caracterizando vício oculto conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.

Ressalto que todas as provas, incluindo áudios e registros das tentativas de solução, serão apresentadas junto ao Procon e ao Juizado Especial Cível caso não haja solução definitiva.

Continuo aberto à resolução amigável da situação.