Chevrolet Onix com defeito grave em menos de 2 meses e concessionária nega solução

Não resolvido
Colombo - PR
14/06/2026 às 02:07
ID: 251328489
Onix comprado na CCV Chevrolet Tarumã apresentou defeito grave em menos de 2 meses e concessionária negou solução
Venho registrar minha insatisfação com a CCV Chevrolet Tarumã (CCV Comercial Curitibana de Veículos S/A), em Curitiba.
No dia 13/04/2026 compareci à concessionária com o objetivo de trocar meu veículo, uma Meriva 2011, por um carro mais novo. Na ocasião, encontrei um Chevrolet Onix 2023/2024 e iniciei as negociações com o vendedor *****.
Minha Meriva possuía valor de tabela FIPE em torno de R$ 28.500,00. Entretanto, durante a negociação, o veículo foi avaliado pela concessionária em aproximadamente R$ 18.000,00. Após os abatimentos referentes aos débitos, multas e demais pendências, o valor efetivamente utilizado como entrada ficou em torno de R$ 17.000,00.
Aceitei a negociação porque acreditava estar adquirindo um automóvel em uma concessionária Chevrolet de confiança, com procedência conhecida e suporte adequado no pós-venda.
Durante a negociação já ocorreram situações que geraram desconforto. Ao questionarmos se o veículo seria entregue com o IPVA de 2026 quitado, recebemos uma resposta demonstrando que isso seria praticamente impossível. Pouco depois, porém, o próprio gerente informou que a condição poderia ser concedida. Isso nos passou a impressão de que as informações repassadas não eram consistentes.
Apesar disso, prosseguimos com a negociação, realizamos o test drive, tivemos a ficha aprovada e concluímos a compra.
Após a entrega da minha Meriva, surgiu outro problema. Fui informado de que a transferência do veículo seria realizada rapidamente. Posteriormente, fui informado de que meu carro seria repassado para outra loja por ser um veículo mais antigo e não permanecer no estoque de seminovos da concessionária. Mesmo assim, o prazo inicialmente informado para a transferência não foi cumprido.
Outro fato importante ocorreu antes mesmo da assinatura do contrato. Questionei o vendedor sobre quando deveria ser realizada a próxima revisão do veículo. A resposta recebida foi apenas para consultar o manual do proprietário.
Dias depois, ao analisar o manual, constatei que havia apenas um único registro de revisão realizado aos 6.000 quilômetros. Nenhuma outra revisão constava registrada, embora eu tenha adquirido o veículo com aproximadamente 46.000 quilômetros rodados.
Entrei em contato novamente com o vendedor para buscar esclarecimentos. Somente após insistência consegui atendimento para verificar essa situação. Foi nesse momento que descobri que o veículo havia pertencido à própria operação de locação e assinatura administrada pela concessionária.
Além disso, precisei retornar à empresa para tratar da regularização da garantia do veículo, algo que eu acreditava já deveria estar resolvido antes da venda.
Mesmo diante dessas situações, continuei acreditando que havia realizado um bom negócio.
Entretanto, menos de dois meses após a compra, começaram os problemas mecânicos.
No dia 07/06/2026 o veículo apresentou o código 84 no painel e passou a demonstrar perda de potência. Após pesquisar sobre o assunto, verifiquei que o código está relacionado ao modo de proteção do veículo.
No dia seguinte surgiu também o código 81.
Preocupado, entrei imediatamente em contato com o vendedor ***** e relatei o problema. Ele informou que conversaria com o mecânico e conseguiu agendar uma avaliação.
Na data marcada, levei o veículo diretamente à oficina da própria CCV Chevrolet Tarumã.
Além dos códigos apresentados, relatei também um forte cheiro de queimado vindo pelas saídas do ar-condicionado. O próprio mecânico informou que também percebeu o odor.
O veículo foi submetido a diagnóstico por scanner. No entanto, nenhuma informação me foi passada sobre os códigos encontrados ou sobre qual seria o possível problema. Apenas fui informado de que seria necessário deixar o veículo na oficina para análise mais detalhada e que eu receberia uma resposta ainda naquele dia ou, no máximo, no dia seguinte.
No dia seguinte, próximo ao horário do almoço, entrei em contato com o vendedor para saber se havia alguma novidade. A resposta recebida foi que ele conversaria com o mecânico e me retornaria em seguida.
Nenhum retorno foi dado.
Por volta das 17 horas, diante da ausência de informações, liguei diretamente para a concessionária e descobri que o vendedor estava de folga.
Solicitei então contato com o mecânico responsável pelo veículo.
Foi nessa conversa que recebi uma informação extremamente preocupante. O mecânico informou que o diagnóstico já havia sido concluído desde o dia anterior, que o problema identificado estava relacionado à embreagem do veículo e que a autorização para o reparo havia sido negada pela direção da empresa.
Além disso, fui informado de que essa decisão já havia sido comunicada ao vendedor no dia anterior.
Ou seja, quando procurei o vendedor naquele mesmo dia e ele informou que ainda iria conversar com o mecânico, o diagnóstico e a negativa já eram de conhecimento da concessionária.
Pouco tempo depois dessa ligação recebi uma mensagem informando apenas que o veículo estava disponível para retirada.
Quando respondi informando que já havia conversado diretamente com o mecânico e tomado conhecimento da negativa, a única resposta recebida foi que ele não poderia fazer nada.
Estamos falando de um veículo adquirido há menos de dois meses, comprado em uma concessionária oficial Chevrolet, que apresentou falha relevante, perda de potência, códigos de erro no painel, cheiro de queimado e necessidade de intervenção mecânica.
Para agravar ainda mais a situação, fui informado de que o valor do reparo ultrapassa R$ 4.000,00.
Diante de toda essa sequência de acontecimentos, considero existirem fortes indícios de vício oculto, já que o defeito surgiu em prazo extremamente reduzido após a compra e sem qualquer possibilidade de identificação por mim no momento da aquisição.
Não estou afirmando que a concessionária tinha conhecimento prévio do defeito. Porém, é impossível ignorar que um problema dessa magnitude tenha surgido tão rapidamente após a venda.
Além do defeito apresentado em menos de dois meses após a compra, me decepcionou a forma como a situação foi conduzida, marcada por informações contraditórias, falta de retorno adequado, dúvidas sobre o histórico de manutenção do veículo e negativa de solução.
Escolhi a CCV Chevrolet Tarumã justamente pela reputação da empresa e pela confiança que uma concessionária oficial transmite ao consumidor.
Infelizmente, minha experiência foi completamente diferente da expectativa criada.
Diante da experiência vivida, atualmente não recomendo a concessionária.
Espero sinceramente que esta reclamação chegue ao conhecimento da diretoria e da presidência da CCV Comercial Curitibana de Veículos S/A para que tenham ciência da experiência que um cliente está enfrentando e possam avaliar se esse tipo de atendimento está alinhado aos valores que a empresa pretende transmitir.
Não busco qualquer vantagem indevida. Busco apenas uma solução justa para um problema sério que surgiu pouco tempo após a compra de um veículo adquirido em uma concessionária na qual depositei minha confiança.
Solicito que a CCV Chevrolet Tarumã reavalie sua posição e apresente uma solução efetiva para o caso, assumindo o reparo necessário do veículo sem custos para mim ou oferecendo uma alternativa compatível com os direitos do consumidor e com a confiança que depositei na empresa no momento da compra.
Ainda acredito que a empresa tenha a oportunidade de corrigir essa situação. Porém, até o momento, minha experiência infelizmente tem sido marcada por frustração, desgaste, perda de tempo, perda de confiança e um prejuízo que jamais imaginei enfrentar menos de dois meses após adquirir um veículo em uma concessionária oficial Chevrolet.
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Resposta da empresa
22/06/2026 às 17:02
Informamos que o veiculo adquirido pelo cliente rodou 8.000 km após a data da compra.
Recebemos o veiculo na concessionaria com a reclamação do cliente e após diagnostico constatamos o problema na embreagem esse componente não possui garantia da montadora e nem da concessionaria por ser item de desgaste natural e também por ser um componente que pode sofrer um excesso de esforço por parte do condutor.
Lembramos que ao vender um veiculo a concessionaria efectua uma revisão e nesse momento a embreagem estava OK.
Tanto é verdade que o cliente rodou 8.00, km com o veiculo.
Réplica do consumidor
22/06/2026 às 22:00
A resposta apresentada pela empresa não afasta sua responsabilidade prevista no Código de Defesa do Consumidor.
O fato de a embreagem ser considerada peça de desgaste natural não elimina a garantia legal prevista nos artigos 18, 24 e 26 do CDC quando o defeito surge em prazo tão curto após a compra e quando existem indícios de vício oculto.
O artigo 18 do CDC estabelece que fornecedores respondem solidariamente pelos vícios que tornem o produto impróprio ou inadequado ao uso a que se destina. O veículo foi adquirido para utilização diária e profissional e apresentou defeito grave em curto período após a compra.
O artigo 24 do CDC determina que a garantia legal independe de termo expresso, não podendo ser afastada por cláusulas contratuais, manuais ou políticas internas da empresa.
Além disso, o artigo 51, inciso I, considera nulas as cláusulas que impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios do produto.
A alegação de que a montadora não cobre a embreagem não afasta a responsabilidade da concessionária perante o consumidor. A garantia da montadora e a garantia legal prevista no CDC são institutos distintos.
Também não existe no CDC qualquer disposição que limite a garantia apenas a motor e câmbio. A responsabilidade do fornecedor alcança todo o veículo e todos os componentes essenciais ao seu funcionamento.
Importante destacar que, segundo o mecânico responsável pelo reparo, além do desgaste da embreagem foram constatadas outras irregularidades, incluindo parafusos faltantes, parafusos frouxos na caixa de câmbio e indícios de intervenções mecânicas anteriores. O próprio profissional relatou que as peças substituídas possuem relação direta com o conjunto motriz e sistema de transmissão do veículo.
A empresa também tenta utilizar o argumento de que o veículo percorreu aproximadamente 8.000 km após a compra. Contudo, a quilometragem percorrida não elimina a possibilidade de vício oculto nem afasta a responsabilidade prevista no CDC. Caso contrário, bastaria um veículo funcionar por alguns quilômetros para que qualquer defeito posterior deixasse de ser responsabilidade do fornecedor, o que contraria frontalmente a legislação consumerista.
Por fim, após o reparo particular da embreagem, o veículo continuou apresentando novos problemas mecânicos e elétricos, chegando inclusive a ficar sem partida, reforçando a existência de vícios que comprometem sua confiabilidade e segurança.
Diante dos fatos, permanece caracterizada a responsabilidade da concessionária pelos prejuízos suportados pelo consumidor, incluindo danos materiais, lucros cessantes e danos morais decorrentes da privação do veículo utilizado como instrumento de trabalho.
Réplica da empresa
24/06/2026 às 16:36
Recebemos o cliente no dia de ontem 23/06/2026 com o veiculo guinchado segundo ele ficou sem partida, verificamos e se trata do motor de partida.
Um componente coberto pela garantia da GM, haja visto que o veiculo alem da garantia de 90 dias da venda possui a garantia da GM por estar dentro dos 3 anos e com as revisoes em dia, portanto esta sendo trocado o motor de partida em garantia da fabrica ressaltamos que para a continuidade dessa garantia de fabrica ate que o veiculo complete 3 anos da data de compra do seu 1 proprietário é necessário que o cliente faça todas as revisoes em concessionaria.
Réplica do consumidor
24/06/2026 às 17:04
A empresa confirma que o veículo apresentou novo defeito, desta vez no motor de partida, poucos dias após o reparo da embreagem custeado por mim.
Apesar de reconhecer o defeito atual, a empresa continua sem apresentar solução para os prejuízos já suportados, incluindo o valor gasto com a embreagem, o guincho, os dias sem poder trabalhar e a perda de confiança no veículo adquirido.
Diante da sucessão de defeitos apresentados em curto período após a compra, considero esgotadas as tentativas de resolução amigável e buscarei a tutela dos meus direitos pelas vias legais cabíveis.
Consideração final do consumidor
27/06/2026 às 11:05
Minha experiência com a CCV Tarumã foi extremamente negativa. Após adquirir um Onix seminovo, o carro chegou repleto de problemas. Tive que pagar pela embreagem, pois a loja se negou a assumir, mesmo após o desgaste prematuro. A coifa e o motor de arranque foram arrumados, mas apenas depois de eu abrir reclamações online. Desde o início, o atendimento foi falho e, mesmo com o diretor, que deveria resolver, não obtive suporte. Hoje, continuo sem confiança na empresa. Não recomendo. Pense duas vezes antes de comprar.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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