Pneu em mau estado e possível reparo de colisão não informado em veículo seminovo

Em réplica
Curitiba - PR
03/09/2026 às 10:04
ID: 258113555
Quero deixar registrado um problema extremamente sério com o veículo usado que adquiri na CCV Seminovos.
Há algum tempo eu vinha desconfiando dos pneus do meu Virtus. Ontem levei o carro à Canteli para alinhamento e balanceamento e pedi que verificassem especificamente o pneu traseiro direito, pois ele vinha perdendo, em média, cerca de 2 PSI a mais que os demais.
Na inspeção, descobrimos algo que considero gravíssimo: o pneu apresentava consertos anteriores, inclusive vulcanização, e justamente a região reparada estava apresentando sinais de deterioração, rachaduras e desintegração.
Ou seja, comprei o veículo com um pneu reparado nessas condições e sem ter conhecimento disso.
Minha maior preocupação nem é o custo. Agora terei que comprar dois pneus novos para colocar no eixo traseiro. O que realmente me preocupa é a segurança da minha família. Um pneu traseiro com esse tipo de problema, em uma rodovia e em velocidade, poderia apresentar uma falha repentina, com consequências potencialmente gravíssimas(poderia ter matado minha família).
Por isso, também passei a questionar seriamente a confiabilidade da inspeção realizada pela concessionária antes da venda. Se existe um laudo utilizado para transmitir segurança ao comprador, considero inadmissível que um pneu nessas condições não tenha sido identificado, principalmente porque o pneu é um dos principais itens de segurança de um veículo e sua condição deveria ser verificada com muita atenção antes da entrega ao cliente.
Além disso, durante a compra, também identifiquei indícios de uma colisão/reparo frontal no para-choque que não foram apontados na vistoria cautelar apresentada no momento da compra.
Este é o segundo veículo usado que compro e fica o aprendizado: no próximo, independentemente da concessionária e dos laudos apresentados, vou exigir que o carro seja colocado em um elevador e farei uma inspeção muito mais detalhada antes de fechar negócio.
O mais preocupante é que já estou com o veículo há aproximadamente quatro meses. Só descobri o problema porque algo relacionado aos pneus vinha me incomodando e resolvi investigar, por puro sexto sentido. Não havia nenhum diagnóstico prévio apontando o problema; simplesmente algo me dizia que eu deveria olhar isso com mais atenção.
Segurança não é um detalhe que possa ser colocado para baixo do tapete.
Um veículo com um pneu nessas condições, na minha avaliação, jamais deveria ter sido entregue a um cliente sem que o problema fosse identificado e informado previamente.
Deixo este relato registrado para que outros compradores tenham atenção redobrada e façam uma inspeção independente antes de confiar exclusivamente nos laudos apresentados na compra de um veículo usado.
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Resposta da empresa
05/09/2026 às 11:30
A concessionário recebeu esse veículo como parte do pagamento de um veículo 0 km, portanto, se o pneu do veículo passou por algum reparo, foi com o antigo proprietário.
Reparar pneu depois de um furo é normal, pois nenhum proprietário de veículo troca o pneu após constatar um furo.
Para isso existe o profissional "borracheiro", portanto, quando se adquire um veículo seminovo, pode ocorrer que esse veículo, ao longo de sua vida, teve um ou mais pneus com reparo.
E, por fim, a vistoria cautelar que hoje são feitas pelas lojas e concessionárias, avaliam o "estado do pneu" quanto ao desgaste, mas quanto a reparos, não o faz.
Atenciosamente;
Gerência.
Réplica do consumidor
08/09/2026 às 21:26
Acredito que houve uma interpretação equivocada do meu relato. Em nenhum momento estou questionando a existência de um simples reparo de furo em pneu, como um macarrão, algo realmente comum durante a vida útil de um veículo.
O problema encontrado no meu carro é diferente. O pneu apresentava consertos e vulcanização, sendo que justamente a região reparada estava apresentando deterioração, rachaduras e sinais de desintegração. Portanto, não estamos falando simplesmente de um pneu que algum dia teve um furo.
Existe uma diferença enorme entre um pequeno furo reparável na banda de rodagem e um dano mais significativo que exige intervenção no pneu e pode envolver sua estrutura.
E esse é exatamente o ponto mais grave do meu relato: o pneu é um item de segurança.
Meu carro poderia estar em uma rodovia a 100 ou 120 km/h, com minha família dentro, e uma falha repentina de um pneu traseiro nessas condições poderia provocar perda de estabilidade e um acidente gravíssimo. Portanto, reduzir a situação a reparar pneu depois de um furo é normal não responde ao problema que estou relatando.
Infelizmente, existem diversos casos de acidentes graves e até fatais provocados por estouro, ruptura ou perda repentina de pressão dos pneus em alta velocidade. Ou seja, não estamos falando de um risco irrelevante ou meramente teórico. Uma falha de pneu em velocidade pode ter consequências extremamente graves.
Também considero preocupante a afirmação de que a vistoria cautelar avalia apenas o desgaste do pneu e não seus reparos. Se essa é realmente a limitação do procedimento utilizado pela concessionária, então isso apenas reforça meu ponto: esse laudo não pode ser tratado pelo consumidor como uma avaliação completa da segurança do veículo.
Eu comprei o carro confiando na procedência da concessionária e nos procedimentos de avaliação realizados antes da venda. Não esperava que, quatro meses depois, ao investigar por puro sexto sentido uma pequena diferença de pressão, encontraria um pneu com reparos, vulcanização e a região reparada deteriorando.
Meu questionamento permanece exatamente o mesmo: como um veículo vendido por uma concessionária pode ser entregue ao cliente com um pneu nessas condições sem que isso seja identificado?
Não estou discutindo quem realizou o reparo no passado. É perfeitamente possível que tenha sido o proprietário anterior. O ponto é que foi a concessionária que recebeu, avaliou e posteriormente vendeu esse veículo para mim.
Segurança não pode ser tratada como detalhe e, principalmente quando estamos falando de pneus, não considero aceitável simplesmente colocar a responsabilidade no proprietário anterior e encerrar o assunto.