Experiência Hoteleira Negativa: Falhas de Atendimento, Estrutura Precária e Práticas Abusivas

Não respondida
Guarulhos - SP
02/01/2026 às 12:32
ID: 236405483
A experiência foi extremamente negativa, marcada por falhas reiteradas de atendimento, ausência de gestão operacional, estrutura insuficiente, má conservação, falta de manutenção, superlotação e práticas comerciais abusivas, caracterizando prestação de serviço abaixo do mínimo esperado, em desacordo com o padrão divulgado pelo próprio hotel.
Atendimento e recepção
O atendimento é péssimo, ineficiente e desrespeitoso. Os funcionários demonstram visível insatisfação, falta de cordialidade e despreparo, passando a sensação constante de que o hóspede está incomodando ou pedindo favor, como se estivesse se hospedando gratuitamente.
O contato telefônico com a recepção é praticamente inexistente: ligamos inúmeras vezes e as chamadas apenas chamavam, sem atendimento. Ao comparecer pessoalmente à recepção, havia apenas uma pessoa atendendo, enquanto as ligações permaneciam no mudo.
A recepção conta com quatro computadores, porém opera com apenas dois atendentes, inclusive em horários críticos de check-in e check-out. Como consequência, enfrentamos espera superior a 40 minutos para realizar o checkout, evidenciando total falta de planejamento e dimensionamento de equipe.
Mesmo diante do caos operacional, os atendentes ainda insistem em solicitar feedback no balcão, o que prolonga ainda mais o atendimento, uma vez que a grande maioria dos hóspedes apresenta reclamações muitas delas idênticas às relatadas aqui.
Limpeza, conservação e condições do quarto
Embora as áreas sociais aparentem uma limpeza minimamente aceitável, os quartos apresentam condições incompatíveis com padrões mínimos de hotelaria.
O banheiro, todo branco, apresentava lodo visível nos rejuntes, evidenciando ausência de higienização adequada. O box estava em mau estado, com estrutura instável, sujeira visível e vazamento por falha de vedação, fazendo com que, a cada banho, o chão externo ficasse completamente molhado.
O armário disponível no quarto estava inteiramente coberto de poeira, demonstrando que não passava por limpeza há muito tempo.
O colchão encontrava-se em estado deplorável, com buracos causados por queimaduras de cigarro, evidenciando descumprimento de regras básicas e ausência de fiscalização.
Lençóis e toalhas são de péssima qualidade, sendo que as toalhas apresentavam manchas visíveis.
As tomadas do quarto são exclusivamente 220V, sem aviso prévio claro ao hóspede.
O ar-condicionado apresentava vazamento de água, demonstrando falta de manutenção preventiva e corretiva.
Tais condições configuram negligência na conservação, prejuízo ao conforto e potencial risco à segurança do hóspede.
Áreas comuns rooftop e piscina
Em alta temporada é esperado maior movimento, porém o que se observa é superlotação absoluta e falta total de controle.
O rooftop é impraticável, com piscina muito pequena para o número de hóspedes e quantidade insuficiente de mesas, cadeiras e espreguiçadeiras.
Para agravar, hóspedes sem qualquer noção de convivência utilizam mesas, cadeiras e sofás como depósito de pertences, permanecendo na piscina por longos períodos. Quem não deseja entrar na piscina e apenas sentar para contemplar a vista simplesmente não consegue.
Ao relatar a situação aos seguranças, a resposta é que nada pode ser feito, evidenciando omissão da equipe e ausência de regras claras de uso dos espaços comuns.
Serviço de praia
Diante da impossibilidade de utilizar o rooftop, tentamos usufruir do serviço de praia oferecido pelo hotel, o que se mostrou igualmente frustrante.
Ao chegar à praia, fomos informados de que não havia mais cadeiras nem guarda-sóis disponíveis, obrigando hóspedes a permanecer sob sol intenso, próximo de 40 graus, aguardando que alguém desocupasse o espaço.
Não há qualquer tipo de controle de uso: pessoas que não eram hóspedes utilizavam cadeiras do hotel, deixando hóspedes sem atendimento. Mais uma vez, falha grave de gestão e fiscalização.
Réveillon e room service
Estávamos hospedados durante o Réveillon. O hotel oferecia ceia e festa mediante pagamento de R$ 1.300 por pessoa. Como não gostamos de festas, optamos por não participar.
Na noite do dia 31, nós e diversos outros hóspedes que também não participaram do evento solicitamos room service às 20h45, com o objetivo de jantar no quarto e posteriormente sair para assistir à queima de fogos.
O pedido simplesmente nunca foi entregue.
Após mais de 2 horas de espera, entramos em contato e fomos informados de que o pedido estava finalizando. Aguardamos mais 1 hora, sem qualquer retorno. As ligações não eram atendidas. Diante do absurdo, descemos até a recepção e, por coincidência, mais três hóspedes estavam realizando a mesma reclamação.
Já eram quase 23h30, próximos à virada do ano, e nenhuma solução foi apresentada. A única alternativa oferecida pelo hotel foi autorizar o consumo do restante da ceia destinada aos hóspedes que pagaram R$ 1.300 para participar do evento.
A situação é inadmissível, demonstra total desorganização, desrespeito ao consumidor e falha grave na prestação do serviço contratado.
Café da manhã
O café da manhã segue o mesmo padrão de desorganização. O espaço encontra-se superlotado, sem mesas disponíveis na área interna, restando apenas mesas externas, sem cobertura, sob sol forte.
Faltavam copos e talheres, sendo necessário aguardar que fossem lavados para utilização.
Não havia funcionários suficientes para atender a demanda, fazendo com que mesas permanecessem sujas por longos períodos, com restos de comida, atraindo moscas e impedindo que outros hóspedes utilizassem o espaço.
Estacionamento prática abusiva
Somente durante a estadia fomos informados de que o valor da diária do estacionamento sofreu aumento sem qualquer aviso prévio, passando de R$ 68,00 para R$ 98,00 a partir do dia 30.
Tal conduta caracteriza alteração unilateral de preço, falta de transparência e violação do dever de informação clara e prévia ao consumidor, conforme previsto no Código de Defesa do Consumidor.
Conclusão
O hotel incorre em descumprimento do dever legal de prestar serviço adequado, nos termos do art. 20 do Código de Defesa do Consumidor, além de apresentar indícios de publicidade enganosa, uma vez que a experiência entregue é incompatível com a categoria anunciada.
A soma de falhas estruturais, operacionais e comerciais torna a estadia extremamente frustrante e incompatível com o valor cobrado.
Não recomendo.