CDigest demonstra total desprezo pelo paciente e prioriza o lucro em detrimento da saúde

Não resolvido
São Paulo - SP
31/10/2025 às 11:01
ID: 230708973
Fiz duas cirurgias de hérnia com o Dr. *****, que atendia na CDigest.
A segunda cirurgia foi uma reoperação da primeira, e ambas foram realizadas no Hospital Oswaldo Cruz.
Agora, a hérnia voltou pela terceira vez, e o mínimo que se esperaria seria um acompanhamento adequado e responsável, considerando todo o histórico clínico.
Entrei em contato com a CDigest para buscar esse reatendimento e fui informado de que o Dr. ***** não faz mais parte da clínica. Até aí, compreensível.
O que não é compreensível é a alegação de que a clínica não tem nenhuma informação sobre onde o médico atende atualmente.
Parece até que o profissional mudou-se para Marte, tamanha a ausência de qualquer vínculo, registro ou contato.
Enviei e-mail formal, relatando toda a situação, e a resposta da clínica foi simplesmente que podem me atender como paciente particular, já que o meu atual plano (SulAmérica) não é aceito, ou seja: o paciente que confiou, operou duas vezes, teve recidiva, e está buscando ajuda, só será atendido se pagar novamente do próprio bolso.
Essa postura evidencia falta total de empatia e compromisso ético com quem entregou a própria saúde nas mãos da equipe médica da CDigest.
A sensação é de que o paciente deixa de ser prioridade assim que deixa de gerar faturamento.
Não recomendo a ninguém uma clínica que se exime da responsabilidade assistencial e trata casos cirúrgicos recorrentes como um negócio, e não como uma relação de cuidado e confiança.
Estou registrando publicamente o ocorrido porque acredito que nenhum paciente deveria passar por esse tipo de descaso e porque ainda espero que a CDigest repense sua postura e ofereça uma solução humana e ética, antes que o caso precise ser levado às instâncias competentes (***** e Procon).
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Resposta da empresa
31/10/2025 às 13:38
Olá, Fernando!
Agradecemos seu contato e lamentamos o transtorno relatado. Reconhecemos a importância da continuidade assistencial, especialmente em pacientes previamente submetidos a procedimentos cirúrgicos, e valorizamos a confiança depositada em nossa equipe.
Gostaríamos de esclarecer que o profissional responsável por seus atendimentos anteriores não integra mais o corpo clínico da CDigest. Por normas éticas e legais, não podemos fornecer informações sobre sua agenda, local de atendimento ou contatos, conforme determina o Código de Ética Médica (Resolução CFM n 2.*******/*******, art. 73).
Sobre a continuidade de seu cuidado, é fundamental destacar que:
Todo ato médico, inclusive quando relacionado a procedimentos prévios, exige faturamento, seja via convênio ou em caráter particular.
Quando há mudança de convênio e o novo plano não possui credenciamento com a clínica, não é legalmente possível realizar o atendimento via plano anterior, nem oferecer atendimento gratuito.
Essa conduta segue as normas da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e os princípios da prestação de serviços médicos, sendo vedada a gratuidade compulsória, conforme o Código de Ética Médica (art. 1 e art. 37).
Ressaltamos que recidivas de hérnia são eventos reconhecidos na literatura médica, podendo ocorrer mesmo com técnica adequada e acompanhamento apropriado. Trata-se de risco inerente ao procedimento.
Reafirmamos que, embora o atendimento pelo convênio atual não seja possível, nossa equipe permanece à disposição para dar seguimento ao seu cuidado em consulta particular, garantindo acolhimento, segurança e assistência responsável.
Também disponibilizamos seu prontuário em conformidade com o art. 88 do Código de Ética Médica e a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei n 13.*******/*******), assegurando seu direito à informação e portabilidade dos dados de saúde.
Nosso compromisso permanece com a ética, a transparência e o respeito ao paciente. Seguimos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais.
Atenciosamente,
Equipe CDigest
Réplica do consumidor
31/10/2025 às 17:03
Agradeço a resposta, mas o texto da CDigest só confirma o que já está evidente: a clínica não demonstra qualquer compromisso real com o paciente apenas com o faturamento.
Não pedi atendimento gratuito, tampouco algo fora da ética médica.
O que solicitei foi continuidade responsável de acompanhamento, após duas cirurgias de hérnia realizadas por um médico da própria equipe, com histórico documentado em prontuário emitido pela própria CDigest.
É inaceitável que uma instituição médica diga que não possui nenhuma informação sobre o profissional que atuou por anos em seu corpo clínico e operou pacientes sob seu nome.
Um médico não desaparece da noite para o dia e essa alegação beira o absurdo.
A resposta da clínica, ao afirmar que todo ato médico exige faturamento, revela a visão mercantilista e desumana com que tratam a relação médico-paciente.
Enquanto a saúde do paciente sofre com uma recidiva cirúrgica, a preocupação da CDigest parece ser apenas com quem vai pagar a próxima consulta.
Além disso, a tentativa de justificar a recidiva como evento reconhecido na literatura médica soa como uma manobra para minimizar responsabilidade, quando o que está em questão não é a ocorrência da recidiva, mas a negligência no acolhimento posterior.
O que se esperava de uma clínica ética era, no mínimo, um encaminhamento formal, orientação médica equivalente, ou um contato do profissional responsável, e não uma resposta fria e burocrática travestida de ética.
Fica registrado publicamente que a CDigest falhou com seu dever assistencial e humano.
E reforço: tomarei todas as medidas cabíveis perante o CRM-SP, o Procon-SP e demais órgãos competentes, para que casos assim não se repitam e para que clínicas que agem com negligência pós-operatória sejam devidamente responsabilizadas.
Consideração final do consumidor
31/10/2025 às 17:04
O problema não foi resolvido, e a CDigest demonstrou falta total de acolhimento, empatia e responsabilidade assistencial com um paciente que passou por duas cirurgias de hérnia realizadas por médico de seu corpo clínico e que agora enfrenta uma recidiva sem qualquer suporte ou orientação adequada.
A postura adotada foi burocrática e mercantilista, colocando o faturamento acima da saúde do paciente.
Registro publicamente minha indignação e repúdio à conduta da clínica, e informo que o caso será encaminhado ao CRM-SP e ao Procon-SP para as medidas cabíveis.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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