Descumprimento de Prescrição Médica em Clínica de Fisioterapia

Em réplica
Rio de Janeiro - RJ
07/03/2026 às 09:50
ID: 242584591
Descumprimento de prescrição médica + cobrança por sessão não realizada
Sou paciente do CEFIS e tenho duas reclamações s a relatar:
1. Cobrança por sessão não realizada:
Meu médico prescreveu 10 sessões de RPG. A clínica realizou apenas 9, alegando que a primeira seria de "avaliação". Mesmo assim, cobrou 10 sessões do meu plano de saúde. Ou seja: cobrou por serviço não prestado.
2. Recusa em cumprir prescrição médica:
Meu médico prescreveu mais 10 sessões de RPG. A clínica se recusou a agendar, encaminhando unilateralmente para Pilates modalidade diferente, não prescrita. Voltei ao médico, que reafirmou: RPG. A clínica manteve a recusa, alegando "protocolo interno".
Em conversa via WhatsApp, a atendente Valessa (Agendamentos) informou textualmente que "não é possível retornar ao RPG após a evolução do paciente" e que "não será possível agendar novas sessões de RPG ou retroceder" ignorando completamente a prescrição médica.
Fui obrigado a cancelar o tratamento por falta de alternativa.
Isso é grave: uma clínica que substitui a prescrição do médico por protocolo próprio está colocando em risco a saúde do paciente e desrespeitando o profissional de saúde responsável pelo caso.
Sugestão aos planos de saúde: seria muito valioso que as operadoras considerassem realizar pesquisas periódicas com seus beneficiários para verificar se o tratamento prescrito pelos médicos é de fato o que está sendo executado pelas clínicas credenciadas. Situações como a relatada aqui levantam uma dúvida legítima sobre o alinhamento entre o que é prescrito e o que é entregue , e um monitoramento ativo por parte das operadoras poderia proteger tanto os pacientes quanto a credibilidade da rede credenciada.
Consequência direta: em razão da recusa da clínica, serei obrigado a buscar outro estabelecimento para realizar o tratamento prescrito pelo meu médico, gerando transtorno, perda de tempo e possível descontinuidade no meu acompanhamento terapêutico. Um problema que não existiria se o CEFIS tivesse simplesmente respeitado a orientação médica.
O que causa estranheza nessa situação é que o RPG prescrito pelo meu médico era realizado 1 vez por semana, enquanto o Pilates para o qual fui encaminhado sem autorização médica é praticado 2 vezes por semana, consumindo as 10 sessões autorizadas pelo plano no dobro da velocidade. Essa combinação de fatores gera uma percepção preocupante de que o protocolo da clínica pode estar priorizando interesses comerciais em detrimento do resultado terapêutico do paciente.
Espero que o CEFIS reveja sua postura. Um centro de excelência física deveria ter excelência também no respeito às prescrições médicas e ao bem-estar de quem confia seu tratamento a ele.
Anexo prints da conversa no WhatsApp com a atendente Valessa (Agendamentos), onde a recusa está documentada textualmente.
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Resposta da empresa
10/03/2026 às 16:52
Sr. MARCUS ROBSON
O feedback dos pacientes é sempre levado com seriedade pelo CEFIS, pois nosso compromisso é oferecer um cuidado responsável, ético e baseado em critérios técnicos.
Em relação aos pontos mencionados, é importante esclarecer que, no CEFIS, todos os atendimentos seguem protocolos clínicos estabelecidos e são conduzidos por fisioterapeutas devidamente habilitados e especializados. A prescrição médica é fundamental para o encaminhamento inicial do paciente, porém a definição da linha de tratamento fisioterapêutico, evolução terapêutica e progressão das técnicas utilizadas é realizada pelo fisioterapeuta responsável, a partir da avaliação funcional, da resposta clínica do paciente e das melhores práticas da fisioterapia baseada em evidências.
Sobre a primeira consulta, em muitos casos ela é destinada à avaliação fisioterapêutica detalhada, etapa essencial para identificar limitações, padrões de movimento e necessidades específicas do paciente para traçar o seu tratamento de forma personalizada. Essa avaliação faz parte do processo terapêutico e é registrada como atendimento dentro do plano autorizado.
Quanto à mudança de abordagem terapêutica, a evolução do tratamento pode indicar a progressão para outras modalidades de exercício terapêutico e reabilitação funcional, sempre com o objetivo de promover maior autonomia, ganho funcional e continuidade segura do processo de reabilitação.
Ressaltamos que todas as condutas adotadas pelo CEFIS seguem critérios técnicos e são conduzidas por profissionais capacitados, comprometidos com a segurança e o melhor resultado para cada paciente.
De toda forma, sua manifestação é muito importante para nós. Encaminharemos seu relato para análise da coordenação técnica, que poderá revisar o caso com a equipe responsável.
Permanecemos à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas.
Atenciosamente,
Equipe CEFIS
Réplica do consumidor
10/03/2026 às 17:02
Prezada Equipe CEFIS,
Agradeço o retorno, porém preciso registrar que a resposta apresentada não resolve nenhum dos dois problemas relatados, apenas os justifica com linguagem institucional.
Vamos aos fatos:
1. Sobre a cobrança da sessão de avaliação:
Vocês confirmam que a primeira sessão foi de avaliação, não de RPG. No entanto, o plano de saúde autorizou 10 sessões de RPG, e eu recebi apenas 9. Se a avaliação é uma etapa à parte do tratamento, ela não deveria consumir uma das sessões prescritas. Se consome, então foram realizadas apenas 9 sessões do tratamento autorizado e cobrado. A questão permanece sem solução.
2. Sobre a recusa em cumprir a prescrição médica:
A resposta menciona que "a definição da linha de tratamento fisioterapêutico é realizada pelo fisioterapeuta responsável". Compreendo que o fisioterapeuta tem autonomia para definir técnicas e exercícios dentro da modalidade prescrita. Porém, substituir RPG por Pilates não é uma "progressão de técnica" é uma mudança de modalidade terapêutica, que contraria diretamente a prescrição médica. Meu médico foi consultado, reafirmou a indicação de RPG, e ainda assim a clínica manteve a recusa.
O Código de Ética da Fisioterapia e a regulamentação do COFFITO não autorizam o fisioterapeuta a substituir a modalidade prescrita pelo médico sem consentimento do paciente e sem respaldo do profissional prescritor. O que houve foi uma decisão unilateral da clínica.
Além disso, reitero o ponto que permanece sem resposta: o RPG era realizado 1 vez por semana, enquanto o Pilates imposto é 2 vezes por semana consumindo as sessões autorizadas pelo plano na metade do tempo. Essa mudança não foi discutida comigo nem autorizada pelo meu médico.
Portanto, o que solicito é objetivo:
- Esclarecimento formal sobre a cobrança de 10 sessões quando apenas 9 de RPG foram efetivamente realizadas;
- Agendamento das sessões de RPG conforme prescrição médica vigente, ou justificativa técnica formal e documentada para a recusa, assinada pelo fisioterapeuta responsável.
Aguardo retorno com solução, não apenas com posicionamento institucional.
Atenciosamente,
*****
Réplica da empresa
10/04/2026 às 12:01
Conseguimos contato com o paciente no dia 20/03/2026, quando reforçamos toda a metodologia de tratamento adotada pela clínica. Na ocasião, ele informou que, por orientação médica, não poderia realizar exercícios naquele momento, manifestando interesse em dar continuidade ao RPG.
Após análise do caso, realizamos novo contato no dia 26/03/2026 e esclarecemos novamente o fluxo terapêutico da clínica, que prevê a evolução do paciente para a Reabilitação do Movimento ao final dessa etapa. Também foi alinhado que, caso persista a restrição médica para o pilates, o tratamento será finalizado conforme os critérios clínicos adotados.
O paciente compreendeu as orientações, demonstrou concordância com a condução do caso e agradeceu pela continuidade do atendimento. As sessões foram devidamente agendadas e encaminhadas ao paciente pelo nosso time de atendimento.