RECLAMAÇÃO POR RETOMADA ABUSIVA DE JAZIGO PERPÉTUO FAMILIAR E CONSTRANGIMENTO A FAMILIAR EM LUTO E ESTADO EMOCIONAL FRAGILIZADO

Respondida
Rio de Janeiro - RJ
06/05/2025 às 16:18
ID: 216403585
Essa reclamação foi publicada há mais de 1 ano
Ver todas ReclamaçõesPrezados,
Por meio desta, venho formalizar denúncia contra as empresas Horus Empreendimentos S/A e Jardim da Saudade Participações Ltda., responsáveis pela administração do Cemitério Jardim da Saudade, localizado no bairro de Sulacap, em razão de supostas práticas abusivas e lesivas aos direitos do consumidor.
Minha família é titular do jazigo perpétuo registrado sob o contrato n *****, Lote n *****, Setor III, adquirido em vida por minha avó materna, Sra. *****, falecida em 1987. Recentemente, durante uma visita ao cemitério, minha irmã, *****, emocionalmente fragilizada por estar sepultando, naquele mesmo dia, uma amiga de infância, foi surpreendida com a informação de que o referido jazigo havia sido retomado. A situação veio à tona quando ela questionou a ausência da placa identificadora de nossa mãe, Sra. *****, sepultada no local no final de 2011. A justificativa apresentada foi a existência de uma suposta dívida, da qual jamais fomos devidamente informados e cuja existência desconhecemos por completo.
Minha irmã ***** estava acompanhada de sua amiga *****, que também foi amiga de nossa falecida mãe. Durante esse momento de dor, ambas se dirigiram à administração do Cemitério Jardim da Saudade Sulacap, a fim de buscar informações sobre o jazigo da família. Foi então que presenciaram uma situação extremamente constrangedora: ao questionar a ausência da placa identificadora de nossa mãe, ***** foi tratada de forma grosseira e insensível por uma funcionária, mesmo estando visivelmente fragilizada emocionalmente.
*****, que recentemente perdeu a própria mãe e conhece bem o sofrimento que envolve essas situações, ficou indignada com a conduta da funcionária. Diante disso, interveio com firmeza e, com insistência, conseguiu obter informações alarmantes, como o fato de que os restos mortais sepultados no jazigo poderiam ser transferidos a qualquer momento para um ossário público, sem qualquer aviso prévio ou consentimento da família.
Infelizmente, essa prática não parece ser um caso isolado. Um episódio semelhante foi relatado em 28/01/2025, às 14:59, na reclamação registrada sob o ID 208451191, intitulada "Reclamação contra Cobrança Abusiva e Remoção Indevida de Ossadas no Cemitério Jardim da Saudade Sulacap", disponível em: Reclamação Reclame Aqui pelo link: *****
Mesmo abalada, minha irmã ainda teve forças para solicitar que a funcionária visivelmente mal-humorada e pouco empática imprimisse o nome da administradora responsável, bem como informações sobre uma suposta carta de cobrança enviada em 2022, a qual jamais chegou ao conhecimento da família. Tal cobrança, ao que tudo indica, sequer existiu, considerando que nosso irmão quitou integralmente todas as despesas relacionadas ao cemitério na ocasião do falecimento de nossa mãe, inclusive valores exigidos sob a alegação de dívidas anteriores, supostamente necessárias para viabilizar o sepultamento.Na nota fornecida à época, não houve qualquer menção ao pagamento de débito pendente.
A funcionária afirmou que o cemitério adota uma regra segundo a qual o jazigo perpétuo pode ser retomado após três anos consecutivos ou seis anos alternados de inadimplência. Diante disso, minha irmã questionou a legalidade e razoabilidade dessa norma, mencionando que, em outros casos, o prazo praticado costuma ser de cinco anos consecutivos, além de exigir notificações formais o que, no nosso caso, jamais ocorreu.
Como agravante, ao entregar os papéis solicitados, a funcionária os lançou sobre o balcão de forma desrespeitosa, em vez de entregá-los diretamente à minha irmã, demonstrando completo desprezo pela situação emocional e pela dignidade da pessoa que buscava informações legítimas sobre o jazigo da própria mãe.
Importante destacar que, desde o falecimento de nossa mãe em 2011, nenhum boleto ou aviso de cobrança foi enviado à família. Isso se agrava pelo fato de que, até então, era ela nossa mãe quem administrava todos os assuntos relacionados ao jazigo. Ademais, no momento do sepultamento, nenhuma informação sobre essa política de retomada foi apresentada pela administração do cemitério.
Ressalta-se ainda que o jazigo em questão abriga, além de nossa mãe, os restos mortais de nossa avó materna, Sra. *****, e de nosso pai, Sr. *****.
Antes de sair, minha irmã informou à funcionária que entraria em contato com os representantes da Horus Empreendimentos S/A e que buscaria seus direitos por vias judiciais.
Posteriormente,em contato com a Horus, minha irmã falou com a atendente *****, através do número *****. Ao ser informada de que nossa mãe, *****, havia falecido em 2021, *****, a tendente, demonstrou surpresa e pediu um minuto para a situação e voltou comunicando que tentaria transferir a ligação. Contudo, a chamada foi interrompida e a ligação caiu antes que qualquer solução pudesse ser oferecida. Minha irmã tentou mais uma vez por meio do telefone *****, sendo atendida por uma funcionária de nome *****, do setor de cobrança. Durante a ligação, ***** confirmou que o jazigo em questão havia sido retomado pela Prefeitura e afirmou, de forma categórica, que nada mais poderia ser feito. Informou ainda que os valores referentes ao jazigo não constavam mais no sistema, impossibilitando qualquer tipo de negociação ou acordo. Diante disso, ***** orientou que a família procurasse a Justiça.
Att,
*****
(irmão da *****)
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Resposta da empresa
08/06/2025 às 19:05
Prezado Marcio, esta página é do Grupo Jardim da Saudade de Curitiba, Pinhais e Blumenau, a Horus é administradora dos empreendimentos do Rio de Janeiro.