Atendimento inadequado, demora e .

Respondida
Contagem - MG
02/12/2025 às 12:18
ID: 233468123
Venho por meio desta registrar minhas sinceras reclamações sobre o atendimento recebido nesta clínica. No dia 01/12/2025, por volta das 19h30, dei entrada com a minha cachorra, que estava com um osso preso no céu da boca. Fui às pressas, preocupada com o risco de engasgo, porém, ao chegar ao local, a conduta adotada pela profissional foi extremamente inadequada.
Após eu explicar o ocorrido, a doutora solicitou um exame de raio-X, sem se quer tentar ver o osso, que estava visível a olho nu. No entanto, a máquina não funcionava. Ela chegou a ligar para outra pessoa pedindo instruções de uso, sendo informada de que nem ela nem a outra veterinária presente sabiam operar o equipamento. Mesmo assim, deixou-me aguardando por horas, sem qualquer atualização sobre o estado da minha cachorra, que estava cada vez mais inquieta.
Por volta das 21h, solicitei uma posição, e a profissional afirmou estar aguardando retorno do radiologista porque, segundo ela, havia um osso no esôfago. Chamei então meu irmão, que possui conhecimento na área, para analisar o raio-X, e ficou claro que não havia nenhum osso no esôfago. Apesar disso, a veterinária sugeriu a realização de uma endoscopia, procedimento totalmente desnecessário, já que o osso estava preso no céu da boca, o que dispensaria tal intervenção.
A doutora insistiu ainda em realizar sedação total, justificando que minha cachorrinha poderia ficar estressada durante a retirada do objeto. Gostaria de entender por que se considerou aceitável expor uma cadela idosa ao risco de uma sedação completa, em vez de realizar uma simples retirada manual do osso, que não foi sequer tentada. Em outras palavras: seria preferível arriscar uma complicação grave em vez de lidar com um possível estresse do animal?
Deixei a clínica sem receber o raio-X pelo qual paguei, e com minha cachorrinha ainda com o osso preso na boca, pois a profissional não demonstrou a mínima disposição em realizar o procedimento necessário, mesmo com todos os atendimentos devidamente pagos.
Espero sinceramente que a clínica busque melhorar o atendimento, a responsabilidade e o compromisso com a vida animal. Diante de situações de emergência, a falta de preparo e de zelo observada pode custar a vida de um paciente.
Inclusive tive que realizar a retirada do osso em casa, pois ir na clínica não serviu para exatamente nada, somente para cansar ainda mais a minha cachorra.
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Resposta da empresa
03/12/2025 às 08:41
Bom dia, Mariana. Tudo bem?
Escrevo para esclarecer, de forma técnica e objetiva, os pontos relacionados ao atendimento prestado à sua cadela no dia 01/12/*******.
Conforme constatado em consultório, o corpo estranho encontrava-se atravessado no palato, fixado de um molar ao outro, situação que caracteriza risco, dor e possibilidade de agravamento do quadro. Procedimentos que exigem força dentro da cavidade oral não podem ser executados sem sedação, uma vez que o paciente já se encontrava inquieto e qualquer tentativa de restrição manual resultaria em dor intensa, movimentos bruscos e risco de mordedura, colocando em perigo tanto a integridade da paciente quanto da equipe. Ressalto que, ainda assim, houve insistência do rapaz que te acompanhava para que o objeto fosse removido de forma imediata e sem sedação, conduta que não é permitida dentro de protocolos seguros e éticos de atendimento veterinário. Reitero que nossa proposta foi de sedação, e jamais anestesia geral, como alternativa adequada para garantir que o procedimento fosse realizado com menor sofrimento possível e sem riscos adicionais, diante do quadro.
Segundo diretrizes de atendimento em emergência e contenção segura: Procedimentos dolorosos na cavidade oral exigem sedação para proteção do paciente e da equipe, conforme respaldado pelo Código de Ética Profissional do Médico-Veterinário (Resolução CFMV n 1.*******/*******), Art. 11 garantir procedimentos com segurança, minimizando danos e sofrimento. Portanto, realizar a retirada sem sedação colocaria todos em risco e contrariaria boas práticas assistenciais.
Quanto ao exame radiográfico, o aparelho apresentou erro técnico na leitura e encaixe da placa, motivo pelo qual foi solicitado suporte especializado, conforme conduta correta para evitar danos ao equipamento e repetições inadequadas de exposição radiológica. O exame foi realizado com o objetivo de descartar fragmentos ósseos no esôfago, o que representa risco real de perfuração e obstrução, e a imagem foi enviada ao profissional radiologista responsável, cujo prazo de laudo segue o padrão de até 72 horas, conforme esclarecido no consultório, realizamos o contato imediato com o radiologista responsável para avaliação especializada da imagem, com o objetivo de diferenciar se o achado observado se tratava de estrutura compatível com a tireoide ou se havia possibilidade de fragmentos ósseos ao longo do esôfago, garantindo assim precisão diagnóstica e conduta segura.
Aproveito para esclarecer que, após análise das câmeras internas, sua chegada ocorreu às 20:01:11, o cadastro foi iniciado às 20:05, e às 20:10 a paciente já estava em atendimento no consultório. Dessa forma, fica registrado que não houve atraso, mas sim priorização do caso dentro do fluxo do hospital.
Todos os procedimentos recomendados foram embasados em boas práticas da Medicina Veterinária, pautados na Resolução CFMV n 1.*******/******* Código de Ética do Médico-Veterinário, que determina que o profissional deve sempre minimizar riscos, dor e estresse, preservando o bem-estar do animal e a segurança da equipe.
Sendo assim, reafirmo que toda a conduta adotada foi tecnicamente justificada, ética e responsável, direcionada exclusivamente à segurança, ao bem-estar da sua cadela e à biossegurança do ambiente clínico. Permanecemos à disposição para esclarecimentos adicionais e para o envio de qualquer documentação pertinente, reforçando nosso compromisso com um atendimento profissional, seguro e dedicado aos nossos pacientes.