Sem carro, sem dinheiro e sem respeito.

Não respondida
Osasco - SP
04/10/2016 às 15:53
ID: 21321199
Essa reclamação possui mais de 3 anos e não está mais sendo contabilizada no índice da empresa
Ver todas ReclamaçõesParece que não sou o primeiro e nem o único cliente descontente com os serviços prestados por essa loja, que falta com o compromisso e profissionalismo com o cliente, que é o único responsável pelo sucesso do estabelecimento, assim como está escrito em uma singela placa, que fica na parede, da Central Automóveis, em Santana de Parnaíba.
Como muitos descreveram suas sagas e problemas, a minha e da minha família começa em 22 dezembro de *******.
Compramos um Renault Sandero ******* (motor 1.0), que estava sendo anunciado na página oficial da loja em uma rede social, com uma entrada de R$ 6.*******,00 reais. Adquirimos o veículo, que no dia seguinte, vazou toda a gasolina e no mês seguinte, após duas semanas de uso quebrou, de parar de funcionar, nos deixando completamente na mão no ano novo. Foi assim a virada de ano para *******.
Já tivemos um problema com outra loja de carros em outro momento e por isso, desde o começo dessa negociação, informamos que sabíamos dos nossos direitos como consumidor e que não toleraríamos qualquer tipo de problema e informaríamos a loja todas as vezes que acontecesse algo, porque um carro não é barato, “como uma TV”, que eles insistem em apresentar como exemplo para mim.
Pois bem, durante o processo falaram que os carros eram levados para mecânicos e que eram minuciosamente avaliados para entregar ao cliente o melhor desempenho. Depois desse primeiro ocorrido, relevamos, mas o Sandero ainda apresentou defeito mais quatro vezes, deixando eu e a minha família a pé e na mão.
Sempre que entramos em contato, é de forma educada e cortês, solicitando ajuda com respeito e notificando o que está ocorrendo, mas o tratamento da loja era sempre desrespeitoso ao telefone ou cara a cara, fazendo cada novo problema um grande desafio.
Logo após o quarto problema, o Sandero parou de funcionar por completo e exigimos o estorno do dinheiro ou a troca do veículo. O vendedor/gerente Ricardo, que parece ser o único responsável por administrar a loja, como ele mesmo se denomina, disse que não devolveria o dinheiro e que poderíamos fazer a troca por outro automóvel.
Ele tentou vender veículos que estavam na cara que não iriam andar por muito tempo ou que não correspondiam ao outro que tinha comprado, achando como se estivesse fazendo um favor e que eu ficaria com aquele Sandero que nem andava direito, cheirava a gasolina e tinha problemas com a parte elétrica.
Encontramos entre os carros um “Fox/******* completo”, e que eles não queriam vender fácil, porque o carro estava com uma aparência boa. Tivemos que ralar pra pagar a diferença porque eles não negociaram fácil. Com isso, demos mais R$ 3.******* reais como diferença no valor da entrada do carro. Pegamos esse carro por 7 meses e até então vínhamos pagando uma parcela de R$ *******,00 reais por mês.
Quando peguei o carro, me apresentaram como “O carro”. O gerente me disse debochando da minha cara “Se esse der problema, tem que ir pra igreja e se benzer”. Mas ele já sabia que não estava entregando um carro completo. Já não tinha comando do volante funcionando, o rádio estava bloqueado, problemas com os faróis, as maquininhas de vidro quebradas e ele já estava sem fazer revisão por bastante tempo.
Pouco tempo depois, a correia dentada estourou, a mangueira do reservatório de água soltou com forte pressão e descobrimos um problema gravíssimo com o óleo, que era velho e inadequado para o veículo, que não tinha sido trocado fazia tempo, segundo marcações de troca de óleo no vidro.
Eu não cheguei a andar 10mil km com o carro. A última novidade foi que o Fox parou por completo no dia 08.09.16, enquanto eu andava pela Anhanguera. O carro foi perdendo a potência até eu conseguir guiar a uma oficina, com muita sorte. Descobrimos que o automóvel era mal cuidado pelo antigo dono e o motor estava completamente comprometido e que segundo a avaliação de um mecânico da minha confiança deu perda total e precisaria de um novo motor.
No primeiro momento deste último problema, eu procurei a loja apenas para cuidar da reparação do motor do veículo, porque consta na lei do consumidor que defeito/ vício oculto (Artigo 26 do Código de defesa do Consumidor), que é algo impossível de ser identificado a olho nu, a loja deveria arcar com o custo do conserto.
(...)Artigo 26 do Código de defesa
Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências
Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em:
§ 3° Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito.
(....)
Liguei para conversar com o Ricardo, que logo disse que o carro estava fora da garantia e que eu deveria resolver o problema por conta própria e que nada poderia fazer, em uma ligação completamente descortês, como de costume.
Depois, liguei para o dono da loja, porque estava cansado desse tratamento e achei que poderia resolver a situação com ele. O Augusto já atendeu falando que não faria nada para resolver a situação, além de falar alto e grosso que eu estava distorcendo informações e que eles tinham vendido um carro com procedência e que não consertaria o veículo ou trocaria por um motor original por “capricho” meu.
Então, pedi meu dinheiro de volta. O Augusto fez questão de enfatizar que não devolveria o dinheiro porque o valor da dívida era maior do que eu já tinha pagado, mesmo tudo estando em dia e que eu poderia devolver o carro, mas que sairia sem nenhum centavo e ainda debochando, que era um direito meu devolver o produto. Inclusive, foi ele que me convidou a ir a justiça procurar meus direitos contra a loja dele, que eu veria quem estava certo no final das contas.
Depois de uns dias, o Augusto ligou e falou que enviaria um mecânico de confiança para avaliar a situação. O mecânico nem precisou vir até onde o carro estava pra saber que o motor estava comprometido. O mecânico de confiança deles falou-me que enviou um orçamento de um “ótimo” motor de desmanche, de segunda mão, como se pudesse afirmar algo do tipo. Em seguida, o Augusto retorna com um orçamento de valor maior que o mecânico tinha me informado e que para ajudar poderia no máximo atrasar parcelas porque eu sou um bom cliente. Mas que eu teria que pagar um motor de desmanche e eu não aceitei isso.
Pouco tempo depois, em um ato de desespero, depois de não entrar em contato por 2 dias, o Augusto entrou em contato com a minha esposa para tentar “manipular o caso” e inverter a situação contando uma versão completamente diferente da que tinha falado comigo, de que queria consertar o carro e resolveria o problema, como se minha esposa não tivesse ciente da situação e também andando a pé. Agindo completamente de má fé.
Não era justo depois desse tratamento inadequado, que ficássemos com o veículo, ainda mais sabendo que era uma bomba, para mim ou para minha família.
Foi sorte não ter acontecido nada grave, porque o veículo estava completamente comprometido e precisaria de um motor novo e não um de segunda linha, de desmanche, como eles tentaram me vender. Estava pagando em um carro *******, valor de carro novo *******. E pra ter motor de um carro usado que nem sabia a procedência?
Depois, para a minha surpresa, o Ricardo me liga com um discurso emocional sobre amizade e que aquela loja, diferente das outras do nome da Central, não tinha nenhuma reclamação. Ele já sabia que queria meu dinheiro de volta e provavelmente estava ligando para resolver o que o Augusto tinha tentado fazer, mas mesmo assim, tentou pela primeira vez, consertar o carro. Mas já era tarde demais. Já tinha ouvido todos os tipos de deboche, do dono e do próprio Ricardo.
Apelou para o discurso que tínhamos construído uma amizade e que não seria legal deixar o nome da loja daquele jeito, mas enquanto isso, eu estava sem carro e sem o meu dinheiro. Enquanto ele me enrolava meu filhinho de 3 anos, minha esposa e eu andávamos a pé. Que baita relação de amizade! Eu tentei ao máximo fazer um acordo com a loja para que ninguém tivesse problemas tentei resolver conversando, mas eles continuaram não entendendo a gravidade do problema e me subestimando, como fazem com todos os clientes.
Ele passou o telefone do funcionário Antonio “Toninho” da Central que trabalha com o jurídico e que ajudaria a resolver o problema. O Ricardo ainda queria buscar o carro antes de me devolver o dinheiro, que o assunto estaria praticamente resolvido.
Me enrolaram 1 semana e só me deram uma resposta às 18h30 da última sexta-feira, com a notícia de que os valores do estorno não estavam batendo, sendo que não faria sentido, já que eu sempre paguei todas as parcelas em dia e que eu era tido como bom cliente, pois nunca atrasei, até porque, tenho um nome limpo a zelar.
Quando me retornaram para a última conversa, tentaram novamente inverter a situação falando da garantia, de quilometragem, de tempo de uso do veículo ao invés de tentar resolver a situação, que estava além de números, mas muito mais de desrespeito com um bom cliente. Tudo era impedimento. Falaram que não concordavam com o meu acordo e que pagariam 7mil reais a menos que já tinha pagado. Hoje 04/10 tive a resposta de que não iriam fazer o acordo que queria.
Em 4 dias, completaremos 1 mês dessa epopeia. Como a loja não quis fazer um acordo sensato para devolver meu dinheiro vou atrás dos meus direitos como consumidor.
Voltando ao exemplo da outra loja, nem o dono, que nunca fugiu a responsabilidade, que pagou os consertos, guinchos e inclusive devolveu o meu dinheiro integral, sabia que não era correto que eu continuasse com aquele veículo, mas parece que os donos e o gerente da Central Automóveis, não pensam da mesma forma e insistem em não assumir seus erros ou ouvir seus clientes.