Falha no atendimento ortopédico e clínico na unidade Macaé D'Or resulta em dor e gastos adicionais para paciente com *****.

Reclamação não respondida

Não respondida

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Macaé - RJ

06/05/2026 às 22:03

ID: 247935987

Como não achei a Rede Dor, irei pela Rede de Consultas:

Prezados,
Registro esta reclamação formal para que seja tratada com a seriedade devida. O que vivi na unidade Macaé Dor não foi um simples desentendimento, mas sim uma sequência de falhas, descaso e falta de responsabilidade comigo enquanto paciente em condição de vulnerabilidade.

Procurei atendimento com dor intensa no pé, já com diagnóstico de *****, dificuldade real de locomoção, inchaço e perda de função. Fui até a unidade confiando na informação divulgada pelo próprio hospital de que há atendimento ortopédico 24 horas, sem qualquer ressalva. Ao chegar, fui informada de que não havia ortopedista disponível naquele momento, apenas no horário de 08h às 20h. Ou seja, a informação divulgada não corresponde ao serviço prestado. Me desloquei entre 4 Municípios (Tamoios, Barra de São João, Rio das Ostras, Macaé) com dor, limitação física e necessidade real de atendimento especializado para, simplesmente, não ter acesso ao que foi prometido.

No primeiro atendimento, com o clínico geral, o que encontrei foi descaso. Meu quadro foi minimizado. Mesmo com fraturas, dor ao pisar, instabilidade e limitação funcional evidente, fui classificada apenas como urgência, sob a alegação de que já fazia meses. No entanto, deixei claro ao médico que o acidente ocorreu no dia ***** e que eu estava sendo atendida em *****, ou seja, 1 mês e 2 dias, o que não justifica tal afirmação.

Questiono: como um paciente com fratura em três locais, sem conseguir apoiar o pé e com perda de movimento nos dedos, não é tratado como emergência? Inclusive, a própria Ouvidoria informou que um caso como esse se enquadra como emergência, e possuo as ligações gravadas que comprovam essa orientação.

Além disso, não houve qualquer esforço para garantir avaliação ortopédica no momento. Não houve condução adequada, preocupação real ou orientação clara. O atendimento foi superficial, com evidente intenção de encerramento rápido. O pedido de raio-X, inclusive, partiu do meu marido, ao que o médico respondeu: Se vocês quiserem.

Já em data posterior, dia *****, ao finalmente passar pelo ortopedista, a situação foi ainda mais grave. O atendimento foi praticamente mudo. Não houve explicação sobre meu quadro, não houve orientação clara e não houve diálogo. Em nenhum momento me senti assistida. Pelo contrário, a postura do profissional deixou evidente que eu não era prioridade naquele momento, chegando a mencionar o nome de outro médico para que eu procurasse fora da unidade, como se ali não fosse o local adequado para resolver meu problema.
A conduta inicialmente proposta foi apenas repouso, completamente incompatível com a minha realidade e com a gravidade funcional do meu caso. Ao informar que isso não era viável, foi sugerido o uso de bota ortopédica. Expliquei que já possuo a bota, que tentei utilizá-la e não consegui sequer colocá-la devido ao inchaço, além de não ter estabilidade para andar de muletas com ela. Ainda assim, não houve adaptação responsável da conduta.
Ao solicitar uma alternativa mais segura, como o gesso, o médico simplesmente determinou o uso de tala, sem qualquer explicação técnica, sem orientação, sem esclarecimento de riscos e sem considerar minha insegurança naquele momento. Diante disso, me vi obrigada a recusar, não por escolha, mas pela falta de informação e pela forma como fui tratada. Senti-me vulnerável, insegura e completamente desassistida. Deixando claro: O referido Ortopedista quis entrar dentro da minha vida privada ao impor a Bota Ortopédica, porque era melhor para tomar banho, para retirar. O mesmo não quis saber o que eu tinha para esse momento, esclareço: Saco próprio para imobilização, que irei anexar a compra, cadeiras no banheiro adaptadas, e esclarecendo: Essa função não cabe a ele como irá se resolver.

Diante da insegurança gerada pelo atendimento recebido, busquei avaliação em outra unidade hospitalar de emergência no dia *****, possuindo provas desse atendimento. Nesta ocasião, foi realizado novo exame de imagem, o caso foi tratado como emergência e a conduta indicada foi imobilização com gesso, como tratamento adequado para *****. Tal divergência de conduta evidencia de forma clara a inadequação do atendimento prestado anteriormente na unidade Macaé DOr.

Possuo provas de tudo que estou relatando:
-Senhas de atendimento da unidade
-Prints da divulgação informando ortopedia 24 horas, sem nenhuma informação de sobreaviso, deixando claro que é no site da Unidade Macaé, não unidades gerais.
-Fotos do meu pé no dia do primeiro atendimento
-Fotos após o atendimento com o ortopedista
-Foto após atendimento com Ortopedista Humanizado em outra Rede.
Ou seja, não se trata de percepção subjetiva, mas de fatos devidamente documentados.
Para agravar ainda mais a situação, a resposta da Ouvidoria da unidade foi completamente insuficiente. Fui informada, inclusive com ligação gravada, de que o hospital reconhece que aquela não seria a conduta esperada, que sentia muito e que ao retornar eu teria uma experiência positiva no atendimento com o ortopedista, em resumo, a Rede iria mostrar o quão humanizada ela é, o quão errado estava o clínico geral, no entanto, isso não ocorreu em nenhum momento. Ainda assim, a resposta se limitou a desculpas genéricas, sem qualquer análise concreta do ocorrido, sem posicionamento efetivo e sem responsabilização. Desculpas não resolvem falha de assistência.
Os dois seguiram pelo caminho da negligência, inclusive com o Juramento de Hipócrates, se não podes fazer uma beneficência como pede o Juramento, não faça uma não maleficência, como também pede o Juramento, e os dois fizeram, em menos de 12 horas.

O que ocorreu foi:
-Falha clara de informação ao paciente
-Ausência de atendimento conforme divulgado
-Descaso no atendimento clínico geral
-Falta de comunicação e conduta inadequada no atendimento ortopédico
-Ausência total de acolhimento em um quadro de dor e limitação
-Empatia? Depende, para quem?
E há ainda o impacto financeiro: quem irá ressarcir os custos que tive? Entre os dias *****, considerando os deslocamentos entre cidades e a necessidade de permanecer fora do domicílio em razão da falha no atendimento, tive gastos totais de R$ 363,40, incluindo combustível e alimentação. Todos os valores foram realizados por meio de cartão de crédito, sendo plenamente comprováveis por data e horário. Ressalto que tais despesas não teriam ocorrido caso o atendimento inicial tivesse sido prestado de forma adequada.

Diante do exposto, solicito:
-Ressarcimento integral dos prejuízos materiais no valor de R$ 363,40.
-Cancelamento das cobranças referentes aos atendimentos realizados na unidade, considerando a falha na prestação do serviço e a ausência de resolução adequada.
-Apuração das condutas adotadas pelos profissionais envolvidos.

Reforço que a situação ultrapassa um mero aborrecimento, tratando-se de falha na assistência com impacto direto à minha saúde e à minha segurança como paciente.

Por fim, deixo registrado o seguinte questionamento:
Diante de um quadro de *****, qual seria a conduta adequada:
Manter o paciente apenas em repouso, sem imobilização eficaz, ou adotar tratamento conservador com imobilização em gesso, conforme realizado na unidade que posteriormente me atendeu?

Fica para análise desta instituição a avaliação sobre a adequação das condutas adotadas.

Segue tudo que tenho em anexo, inclusive itens que me auxuliam 100% do tempo com gesso e que falei com ele durante a consulta, contudo, ele preferiu não me ouvir, trabalhando no silêncio dele e me ignorando.

PROTOCOLO OUVIDORIA REDE D'OR: *****

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