Insatisfação com a clínica-escola UniOpet Rebouças: Desorganização, estrutura inadequada e falhas de comunicação impactam alunos e pacientes.

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Curitiba - PR

22/05/2026 às 18:41

ID: 249432115

Sou aluna do 9 período de Psicologia da UniOpet Rebouças, e gostaria de registrar formalmente minha profunda insatisfação com a atual gestão da clínica-escola e com a desorganização institucional que vem impactando diretamente os alunos, os estágios e os pacientes atendidos pela instituição.
A começar pela estrutura da clínica-escola, que atualmente não comporta a demanda dos estágios clínicos. Existem apenas sete salas disponíveis para atendimento, sendo somente uma destinada ao público infantil, o que é claramente insuficiente diante da quantidade de alunos em estágio. Além disso, o isolamento acústico das salas é extremamente inadequado. É possível ouvir com clareza os atendimentos realizados nos consultórios ao lado, comprometendo diretamente o sigilo profissional, a ética no exercício da prática clínica e a qualidade mínima de acolhimento e segurança que deveria ser garantida aos pacientes.
Outro ponto extremamente preocupante é a desorganização instaurada após a mudança da responsabilidade técnica da clínica-escola. Processos que anteriormente funcionavam de maneira organizada passaram a sofrer alterações constantes, sem planejamento, sem alinhamento e sem estabilidade. As orientações mudam diversas vezes ao longo do mesmo dia, documentos são modificados repetidamente, informações são desencontradas e frequentemente o que é solicitado em um momento deixa de valer poucas horas depois. Isso gera insegurança, confusão e desgaste constante para os alunos, especialmente considerando que estamos em uma etapa prática e extremamente importante da formação profissional.
Também considero extremamente grave o fato de documentos oficiais enviados aos alunos conterem o nome de outra instituição de ensino, no caso a Uninter. Trata-se de um erro básico, que demonstra ausência de revisão, falta de cuidado e despreparo na elaboração de materiais institucionais. Ainda mais preocupante quando os modelos anteriores estavam corretos, organizados e funcionavam adequadamente.
Além disso, a comunicação da nova liderança tem sido pouco clara, excessivamente extensa e muitas vezes improdutiva. Diversas mensagens enviadas aos alunos aparentam ter sido produzidas por ferramentas de inteligência artificial, resultando em textos genéricos, repetitivos e pouco objetivos, que dificultam ainda mais o entendimento das orientações e aumentam a sensação de desorganização.
Outro aspecto que causou grande insatisfação foi a restrição do grupo de comunicação entre alunos e coordenação. Anteriormente, existia um espaço aberto no qual os estudantes podiam tirar dúvidas, trazer sugestões e expressar dificuldades, e esse formato sempre funcionou adequadamente. Após a mudança de gestão, o grupo passou a ser restrito apenas aos moderadores, impedindo qualquer manifestação dos alunos.
A justificativa apresentada foi o excesso de mensagens no grupo. No entanto, esse excesso começou justamente após a nova gestão passar a enviar diariamente inúmeras mensagens longas, repetitivas, genéricas e constantemente atualizadas. Ou seja, a própria gestão contribuiu para a desorganização da comunicação e, posteriormente, retirou dos alunos o espaço de fala e participação.
Infelizmente, essa falta de organização não parece se limitar apenas à clínica-escola. Há uma percepção crescente entre os alunos de que outros setores da universidade também enfrentam dificuldades semelhantes. Informações da secretaria e da área pedagógica frequentemente são desencontradas, mudanças acontecem em cima da hora e, muitas vezes, nem os próprios funcionários conseguem orientar os estudantes de maneira clara e consistente.

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