CLÍNICA VETERINÁRIA PACAEMBU: [Editado pelo Reclame Aqui] DE ANIMAL SEM EXPLICAÇÃO!!!!!!

Não respondida
São Paulo - SP
12/02/2026 às 11:41
ID: 240546639
Demorei alguns dias para conseguir escrever este relato.
Não porque a dor tenha diminuído, ela não diminuiu, mas porque precisei de tempo para tentar entender o que aconteceu, refletir e reunir forças.
Na quinta-feira (29/01), por volta das 22h30, fomos buscar o Tommy, nosso cachorrinho de apenas 11 meses, após um procedimento que, em teoria, seria simples e rotineiro: castração e retirada de quatro dentes de leite no Centro Veterinário Pacaembu.
Antes da cirurgia, realizamos todos os exames pré-operatórios solicitados. O Tommy estava 100% saudável e apto para o procedimento. Em nenhum momento fomos alertadas sobre riscos relevantes, muito menos sobre o risco de realizar dois procedimentos cirúrgicos no mesmo dia em um filhote.
Saímos da clínica acreditando que tudo havia ocorrido normalmente. No entanto, já naquele momento, algo nos pareceu estranho.
Sempre tivemos cachorros e atualmente temos outros dois que também passaram pela castração. Em todos os casos, o pós-operatório imediato envolveu certa apatia por conta da anestesia, mas em poucas horas eles já estavam reagindo, andando e voltando ao normal.
Com o Tommy foi diferente. Ele estava completamente apático. Não se mexia, não andava e sequer reagia normalmente. Ainda assim, foi liberado para voltar para casa.
Posteriormente, ao questionarmos esse estado, nos foi dito que, antes da nossa chegada, ele estava bem e andando. Essa informação não corresponde ao que presenciamos, pois conosco ele não se movimentou, não andou, não comeu e permaneceu apenas no colo.
Durante a madrugada, poucas horas após a alta, o Tommy passou muito mal. Apresentou vômitos, sinais graves de desconforto e, na manhã do dia 30/01, ao levá-lo novamente à clínica, teve uma convulsão, sendo imediatamente internado. Ao meio-dia, recebemos uma mensagem informando que seu quadro havia piorado e que novos exames seriam necessários.
A comunicação foi fria e sem explicações claras sobre o que estava acontecendo ou por que um filhote saudável havia evoluído tão rapidamente para um quadro grave após uma cirurgia considerada simples.
Tentamos buscar respostas, mas recebemos apenas questionamentos sobre o que ele havia comido, se havia tomado algo em casa e se seguimos corretamente as orientações.
Questionamos o motivo da piora significativa no estado de saúde do Tommy, mas não obtivemos resposta. Em vez disso, fomos questionadas sobre a realização de novos exames pagos.
Em nenhum momento houve acolhimento real. A sensação constante era de que a responsabilidade precisava ser atribuída a algo externo.
Chegamos a ouvir a hipótese de que ele poderia ter lambido algo.
Mas estamos falando de um filhote que estava 100% saudável antes dos procedimentos e que, após eles, não conseguia se mover, não conseguia se alimentar e mal estava consciente.
Pedimos para vê-lo por volta das 12h, na tentativa de acalmar nossos corações. Fomos informadas de que o horário de visita seria apenas às 16h.
Questionamos o motivo do horário, mas não obtivemos resposta.
Perguntamos então se ele estava bem, respirando normalmente. As respostas vinham da recepcionista, que não possui formação médica para fornecer esse tipo de informação, e consistiam apenas em um sim para todas as perguntas.
Somente às 16h, presencialmente, fomos informadas de que ele apresentava uma infecção generalizada que atingia o sistema gastrointestinal.
E a pergunta que permanece é inevitável: Como um filhote saudável, submetido apenas à castração e retirada de dentes de leite, evolui em poucas horas para um quadro infeccioso sistêmico grave?
Diante da notícia, ficamos desesperadas e buscamos mais respostas. No entanto, a equipe parecia não saber explicar o que havia acontecido.
A gravidade do estado do Tommy só nos foi informada quando chegamos à clínica às 16h.
Isso levanta outras questões: Desde quando ele já estava em estado grave? Por que não fomos informadas antes?
Durante a conversa, uma das médicas chegou a sugerir que poderíamos buscar medidas jurídicas contra a clínica, algo que, naquele momento, não fazia sentido, pois nossa única preocupação era salvar o Tommy.
No desespero, perguntamos o que poderíamos fazer. Questionamos se deveríamos transferi-lo para uma UTI, já que a clínica não possuía esse recurso.
As veterinárias concordaram que seria melhor. Ou seja, tivemos que sugerir a transferência, evidenciando a falta de urgência por parte da equipe.
A transferência foi feita de forma totalmente autônoma e custeada por nós. O único suporte oferecido foi o fornecimento do número da ambulância para que resolvêssemos tudo por conta própria. Sem assistência.
Sem acompanhamento. Sem amparo.
Ao chegarmos ao Hospital Veterinário Veros, fomos informadas de algo que jamais havia sido mencionado antes. Não é recomendável realizar dois procedimentos cirúrgicos simultâneos em um filhote dessa idade.
Essa informação nunca nos foi dada previamente. Horas depois, já no dia 31/01 o Tommy faleceu.
Nada trará nosso filhote de volta.
Mas é impossível não destacar a diferença entre os atendimentos.
No Hospital Veros, fomos acolhidas, informadas a todo momento e tratadas com humanidade. Recebemos atualizações constantes e respostas honestas. Tivemos a delicadeza necessária no momento mais difícil, inclusive para nos despedirmos dele com dignidade.
Já a Clínica Pacaembu não entrou em contato em momento algum para saber sobre seu estado.
Fica, além da dor imensa, a indignação:
- pela falta de transparência
- pela ausência de acolhimento
- pela condução desumana do atendimento
- pela inexistência de suporte à família em um momento de choque
Entramos naquela clínica para um procedimento comum.
Saímos de lá com dúvidas, sofrimento e um luto que talvez pudesse ter sido evitado, ou, no mínimo, conduzido com mais responsabilidade e humanidade.
Este relato não nasce do ódio.
Nasce da necessidade de reflexão.
Porque famílias confiam. Porque vidas importam. E porque nenhum tutor deveria sair de um lugar que promete cuidado carregando apenas dor e perguntas sem resposta.