Negligência e [Editado pelo Reclame Aqui] de animal de estimação na Clínica veterinária Pacaembu após cirurgia

Reclamação não resolvida

Não resolvido

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São Paulo - SP

16/08/2025 às 22:50

ID: 224699267

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Na 4a. feira, dia 25 de junho de 2025, nossa cachorrinha Mel deu entrada na Clínica Veterinária Pacaembu para realizar a retirada de pedras na vesícula, uma cirurgia de baixa complexidade. A cirurgia realizada pela dona da clínica se deu após a realização de todos os exames previamente exigidos, como ultrassom, ecocardiograma e exames de sangue, onde nada foi constatado que impedisse a realização do procedimento. Após a cirurgia, recebemos um áudio da Dra. Adriane informando que tudo tinha corrido bem e que a Mel ficaria internada por 24 horas, já que a clínica tinha implantado esse serviço recentemente. Na 5a. feira fomos visitá-la e a Mel estava muito sonolenta. Fomos informados que ela teria que ficar internada por mais um dia. Na 6a. feira ela estava muito enjoada e quieta e nos foram solicitados comprimidos para o enjoo. Fomos informados que estava tudo sob controle e que no dia seguinte a Mel voltaria para casa. No sábado, dia 28 de junho de 2025, três dias após a cirurgia, fomos visitar a Mel às 14 horas e ficamos aflitos ao vê-la totalmente prostrada, sem reação alguma e se contorcendo de dores. A estagiária que a atendia informou que ela estava recebendo medicações para as dores, mas que certamente receberia alta no dia seguinte. Voltamos para casa aflitos e muito preocupados com o estado da Mel. No mesmo sábado, às 19:00 horas recebemos uma ligação da clínica solicitando a transferência urgente da Mel para uma clínica que possuisse UTI localizada no bairro de Moema. Ao chegar na Clínica Pacaembu constatamos que a Mel estava agonizando, se contorcendo de dores e com a saturação muito baixa. A mocinha responsável pela internação, tal vez estagiária tal vez veterinária recém formada, mas nitidamente sem nenhuma experiência, estava apavorada ao perceber que a Mel estava entre a vida e a [Editado pelo Reclame Aqui]. Para nosso total espanto, ficamos sabendo que a clínica que implantou um serviços de internação 24 horas, não possui qualquer tipo de aparelhagem, nem ressuscitador e nem oxigênio, ou seja, um serviço de internação de fachada criado apenas para aumentar o faturamento. O show de horrores continuou quando fomos informados que o transporte para a outra clínica teria que ser por ambulância com oxigênio, mas que a clínica não tinha nenhum convênio com alguma empresa especializada e que essa incumbência seria exclusivamente nossa. Ficamos desesperados procurando esse serviço no Google e localizamos três empresas de ambulâncias, mas as três nos informaram que todas as ambulâncias estavam ocupadas, e que o tempo de espera previsto era de três horas. Nessas quase três horas de espera angustiante, vimos a Mel sofrendo sem fim, agonizando e se contorcendo de dores, e a dona da clínica sequer apareceu, ela simplesmente lavou as mãos. Quando finalmente às 23 horas a ambulância apareceu e o responsável clínico da empresa entrou no consultório, a nossa querida Mel teve uma parada cardiorrespiratória e [Editado pelo Reclame Aqui] na Clínica Veterinária Pacaembu. Tudo isto após três dias sofrendo, se contorcendo de dores e deixada à própria sorte agonizando até o fim.
Dra. Adriane, estamos arrasados, decepcionados com a sua indiferença, com a sua falta de empatia com os animais e com os seres humanos. Temos certeza agora que a cirurgia foi mal sucedida e que a Melzinha deve ter morrido de infecção generalizada causada por imprícia sua. É nítido que a Sra. já faz algum tempo, não tem mais condições físicas de realizar qualquer procedimento cirúrgico, mas a Sra. continua, pois o faturamento esteve sempre na lista de suas prioridades. Esperamos que este desabafo sirva de alerta para outros proprietários que amam seus animais, que nenhuma outra família passe pelo que estamos passando, e que nenhum outro animal sofra o que a Melzinha sofreu. Quanta negligência em colocar uma pessoa sem experiência para tomar conta da internação, quanta negligência em inaugurar um serviço de internação que não possui qualquer aparelhagem, apenas as vaias onde os animais ficam largados à própria sorte. Quanta irresponsabilidade em continuar realizando cirurgias quando a Sra. já faz tempo deveria ter parado, zelando assim pelo bem estar dos animais.

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Resposta da empresa

25/08/2025 às 11:50

Prezados tutores da Mel,
Recebemos o relato de vocês com imenso respeito e profunda tristeza. Antes de qualquer esclarecimento, gostaríamos de expressar nossa solidariedade diante da perda da querida Mel. Sabemos o quanto ela era amada e parte fundamental da família, e lamentamos sinceramente esse desfecho tão doloroso.
Compreendemos plenamente a frustração e o sentimento de impotência que acompanharam os últimos dias da Mel, e nos solidarizamos com a dor expressa no relato.
Após o falecimento da Mel, realizamos uma reunião presencial na mesma semana, com o intuito de acolher e esclarecer todos os pontos necessários. Acreditávamos, naquele momento, que as principais dúvidas haviam sido devidamente elucidadas, motivo pelo qual nos surpreendemos ao identificar, no novo relato, diversas suposições incorretas. Diante disso, julgamos essencial esclarecer os fatos com máxima transparência, responsabilidade técnica e ética.
A cirurgia indicada para a Mel foi uma colecistectomia ou seja, a retirada da vesícula biliar. Embora esse procedimento seja considerado de rotina em humanos, na medicina veterinária trata-se de uma cirurgia de média a alta complexidade, sobretudo em pacientes geriátricos ou com comorbidades prévias.
De acordo com a literatura científica, essa cirurgia em cães envolve riscos elevados de complicações pós-operatórias, tais como:
Peritonite biliar (inflamação grave na cavidade abdominal causada por vazamento de bile);
Sepse (infecção generalizada);
Necrose hepática;
Colestase residual (obstrução da drenagem biliar mesmo após a retirada da vesícula);
Instabilidade hemodinâmica durante ou após o procedimento.
Ressaltamos que todos os exames pré-operatórios foram devidamente realizados, incluindo ultrassonografia abdominal, ecocardiograma e exames laboratoriais completos. Ainda assim, é importante enfatizar que o risco cirúrgico não pode ser completamente eliminado, apenas minimizado. A decisão de realizar a cirurgia foi tomada em comum acordo, com a ciência e autorização expressa dos tutores quanto aos riscos envolvidos.
A cirurgia transcorreu sem intercorrências imediatas, e a Mel foi monitorada continuamente no pós-operatório por uma equipe composta exclusivamente por médicos-veterinários formados, registrados no CRMV e com experiência clínica. Em nenhum momento houve atuação autônoma de estagiários ou de profissionais não habilitados.
Durante a internação, foram feitas reavaliações clínicas diárias e ajustes terapêuticos conforme a evolução do quadro. Diante do agravamento do estado da Mel e da necessidade de suporte intensivo, foi indicada com urgência a transferência para uma unidade com UTI veterinária 24 horas. Esclarecemos que não possuímos convênio com ambulâncias veterinárias especializadas, uma vez que esse é um serviço particular, sem padronização no setor e cuja contratação é de responsabilidade do tutor.
Reiteramos que a estrutura da clínica segue todas as normas técnicas e sanitárias exigidas pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, com capacidade para atendimento clínico e suporte medicamentoso em casos que não demandem terapia intensiva. A internação não equivale a uma UTI, embora nossa equipe esteja capacitada para realizar manobras de suporte emergencial, caso necessário.
Sabemos que nenhuma explicação é capaz de amenizar a dor da perda, e lamentamos profundamente o desfecho. Reforçamos que nossa postura sempre foi pautada pela ética, pela transparência e pelo respeito à vida animal.
Diante da gravidade das alegações apresentadas e da necessidade de preservar a integridade de todos os envolvidos, informamos que nossos advogados foram devidamente acionados e acompanham o caso. Estamos à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais, preferencialmente por meio dos canais formais adequados.

Réplica do consumidor

25/09/2025 às 21:06

A Mel entrou feliz no Centro Veterinário Pacaembu na 4 feira 25/06, abanando o rabinho para realizar a retirada de três pedras na vesícula. Em nenhum momento foi nos dito que ela corria risco de vida. Quem sabe com este alerta prévio, poderiamos ter consultado uma outra clínica para ter uma segunda opinião. A negligência foi tão grande que até o último momento a veterinária e a estagiária tentaram nos iludir dizendo que a Mel estava bem, apenas um pouco enjoada, mas que no dia seguinte receberia alta. No sábado 28/06 fizemos uma visita às 14 horas. A Mel estava totalmente imóvel e se contorcendo de dores, mesmo assim, o informe dado era de que ela estava evoluindo bem e que no domingo voltaria para casa. Se ela estava tão grave que veio à óbito no sábado à noite, porque a insistência em esconder o quadro real da Mel? Por que esperaram até às 19:00 horas para ligar e solicitar a transferência da Mel para uma UTI em Moema? Que este desabafo sirva de alerta para que outas famílias não passem pelo que estamos passando: fomos iludidos até o fim, fomos iludidos por uma clínica que criou um espaço de internação 24 horas sem qualquer estrutura, sem ressuscitador cardiopulmonar, sem ogixênio, sem um convênio para remoção em caso de emergência. Não recomendamos esse lugar para ninguém.

Consideração final do consumidor

25/09/2025 às 21:08

Péssimo atendimento, empatia zero com os animais.

O problema foi resolvido?

Reclamação não resolvida

Não resolvido

Voltaria a fazer negócio

Não

Nota do atendimento

0

Consideração final da empresa

26/09/2025 às 08:59

Prezados tutores da Mel,
Recebemos o relato de vocês com imenso respeito e profunda tristeza. Antes de qualquer esclarecimento, gostaríamos de expressar nossa solidariedade diante da perda da querida Mel. Sabemos o quanto ela era amada e parte fundamental da família, e lamentamos sinceramente esse desfecho tão doloroso.
Compreendemos plenamente a frustração e o sentimento de impotência que acompanharam os últimos dias da Mel, e nos solidarizamos com a dor expressa no relato.
Após o falecimento da Mel, realizamos uma reunião presencial na mesma semana, com o intuito de acolher e esclarecer todos os pontos necessários. Acreditávamos, naquele momento, que as principais dúvidas haviam sido devidamente elucidadas, motivo pelo qual nos surpreendemos ao identificar, no novo relato, diversas suposições incorretas. Diante disso, julgamos essencial esclarecer os fatos com máxima transparência, responsabilidade técnica e ética.
A cirurgia indicada para a Mel foi uma colecistectomia ou seja, a retirada da vesícula biliar. Embora esse procedimento seja considerado de rotina em humanos, na medicina veterinária trata-se de uma cirurgia de média a alta complexidade, sobretudo em pacientes geriátricos ou com comorbidades prévias.
De acordo com a literatura científica, essa cirurgia em cães envolve riscos elevados de complicações pós-operatórias, tais como:
Peritonite biliar (inflamação grave na cavidade abdominal causada por vazamento de bile);
Sepse (infecção generalizada);
Necrose hepática;
Colestase residual (obstrução da drenagem biliar mesmo após a retirada da vesícula);
Instabilidade hemodinâmica durante ou após o procedimento.
Ressaltamos que todos os exames pré-operatórios foram devidamente realizados, incluindo ultrassonografia abdominal, ecocardiograma e exames laboratoriais completos. Ainda assim, é importante enfatizar que o risco cirúrgico não pode ser completamente eliminado, apenas minimizado. A decisão de realizar a cirurgia foi tomada em comum acordo, com a ciência e autorização expressa dos tutores quanto aos riscos envolvidos.
A cirurgia transcorreu sem intercorrências imediatas, e a Mel foi monitorada continuamente no pós-operatório por uma equipe composta exclusivamente por médicos-veterinários formados, registrados no CRMV e com experiência clínica. Em nenhum momento houve atuação autônoma de estagiários ou de profissionais não habilitados.
Durante a internação, foram feitas reavaliações clínicas diárias e ajustes terapêuticos conforme a evolução do quadro. Diante do agravamento do estado da Mel e da necessidade de suporte intensivo, foi indicada com urgência a transferência para uma unidade com UTI veterinária 24 horas. Esclarecemos que não possuímos convênio com ambulâncias veterinárias especializadas, uma vez que esse é um serviço particular, sem padronização no setor e cuja contratação é de responsabilidade do tutor.
Reiteramos que a estrutura da clínica segue todas as normas técnicas e sanitárias exigidas pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária, com capacidade para atendimento clínico e suporte medicamentoso em casos que não demandem terapia intensiva. A internação não equivale a uma UTI, embora nossa equipe esteja capacitada para realizar manobras de suporte emergencial, caso necessário.
Sabemos que nenhuma explicação é capaz de amenizar a dor da perda, e lamentamos profundamente o desfecho. Reforçamos que nossa postura sempre foi pautada pela ética, pela transparência e pelo respeito à vida animal.
Diante da gravidade das alegações apresentadas e da necessidade de preservar a integridade de todos os envolvidos, informamos que nossos advogados foram devidamente acionados e acompanham o caso. Estamos à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais, preferencialmente por meio dos canais formais adequados.