A culpa é minha

Em réplica
Campinas - SP
27/09/2025 às 15:01
ID: 227966409
A culpa é minha
De antemão, reconheço e assumo toda a culpa. A culpa é minha por confiar nas pessoas, acreditando que falam a verdade e não escondem informações. A culpa é minha por acreditar em palavras.
A culpa é minha por imaginar que um carro com 20 anos de uso poderia estar em bom estado, ainda que o vendedor afirmasse ser um carro bom para o ano.
A culpa é minha por confiar em fotos, vídeos e em um laudo cautelar aprovado, acreditando que o veículo realmente estivesse em boas condições, como descrito pelo vendedor.
Vamos ao que foi entregue como um carro bom para o ano:
Um carro que chega ao comprador com o para-brisa trincado (não sei se já estava assim ou ocorreu no transporte, mas este era de responsabilidade da empresa).
Um carro entregue sem bateria, ou melhor, com a bateria totalmente descarregada, sem possibilidade de recuperação.
Um carro com óleo diesel vazando pelos bicos e pelo filtro, deixando poças sobre a carcaça do motor.
Um carro com vazamentos significativos nos diferenciais.
Um carro 4x4 em que o acionador da tração está desligado, provavelmente todo o sistema 4x4 está inutilizável, tornando-o, na prática, um carro 4x2.
Um carro com filtros de ar e de combustível extremamente sujos, com etiquetas de troca vencidas há mais de um ano.
É claro que um carro usado apresenta marcas do tempo e isso é totalmente compreensível: pintura queimada, caçamba com pontos de ferrugem, interior com defeitos. Tudo isso faz parte do esperado.
Mas jamais um veículo com tantos problemas mecânicos pode ser considerado um carro em bom estado independente do ano.
Vou arrumar o carro para uso próprio, porque para revenda é inviável. Não passarei adiante um veículo anunciado como bom, quando claramente não está, novamente, a culpa é minha.
Enquanto eu for aquele que confia e acaba sendo enganado, e não aquele que precisa enganar para se dar bem na vida (pois esses, com o tempo, serão cobrados), minha consciência estará tranquila e poderei deitar a cabeça no travesseiro e dormir em paz.
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Resposta da empresa
29/09/2025 às 14:55
Olá Thiago,
Gostaríamos de esclarecer que o veículo adquirido foi vendido em condição de repasse, com todas as informações apresentadas no ato da negociação, inclusive com LAUDO CAUTELAR APROVADO.
Como você mesmo relatou, trata-se de um automóvel com mais de 20 anos de uso, aproximadamente 260mil km rodados, com valor negociado abaixo da Tabela Fipe. Nessa modalidade, a venda é realizada no estado em que se encontra.
Enviamos fotos e vídeo do veículo, respondemos todas as suas dúvidas, inclusive atendemos você com total respeito e profissionalismo, até fora do horário comercial.
Nosso intuito é vender veículos para profissionais do ramo, que tenha ciência do que está adquirindo, não precisamos enganar ninguém, como você ACUSOU.
*******, que não recebemos nenhum contato prévio de sua parte para tratar do assunto, e somente tivemos ciência da sua insatisfação através desta plataforma.
Mesmo assim, estamos totalmente à disposição para dialogar e esclarecer qualquer dúvida que tenha.
Nosso compromisso é sempre prezar pela transparência e pelo respeito em todas as negociações.
Atenciosamente,
Cestari Repasse
Réplica do consumidor
04/10/2025 às 17:27
Continuo a ser o culpado.
Em alguns momentos peguei-me a pensar: devo responder ou não a Cestari? Será que isso o fará refletir e engrandecer sua empresa? Decidi responder porque já fui comerciante e sei o quão importante é um feedback para uma empresa.
Primeiro, responderei aos pontos apresentados:
-"Gostaríamos de esclarecer que o veículo adquirido foi vendido em condição de repasse, com todas as informações apresentadas no ato da negociação, inclusive com LAUDO CAUTELAR APROVADO."
Sim, me foram apresentadas todas as informações no ato da negociação, e o que me chamou a atenção na compra do veículo foram exatamente essas informações; vou citá-las exatamente com suas palavras "pintar 3 peças", "origem concessionária", "carro bom demais para o ano", "laudo com observação comum de carro para a idade", "o carro só tem barro na estrutura", "besteira de vistoriador... não tem que dar opinião sobre o carro".
-"Nosso intuito é vender veículos para profissionais do ramo, que tenha ciência do que está adquirindo, não precisamos enganar ninguém, como você ACUSOU."
Não acusei ninguém de qualquer adjetivo; assumi toda a responsabilidade pela compra e, sim, segundo as suas palavras, tomei ciência do que estava adquirindo novamente, "carro bom demais para o ano".
-"*******, que não recebemos nenhum contato prévio de sua parte para tratar do assunto, e somente tivemos ciência da sua insatisfação através desta plataforma"
Não fiz nenhum contato anterior a este de forma particular, justamente para evitar esse tipo de acusação e tornar o caso público, até para demonstrar a reação da empresa diante de uma reclamação/crítica.
A primeira crítica/reclamação já fui excluído do grupo e tratado como amador (não profissional) e vi reiteradas vezes no grupo responsabilizando apenas o comprador pela má compra, nunca a empresa pela má venda; sempre alegando que quem não aceita o que compra não é profissional. Não entrarei nesse mérito, porque muitos maquinariam esse veículo e o revenderiam sem hesitar; isso, para mim, não é comportamento profissional.
Presumo que você também não tenha conhecido o veículo pessoalmente; caso contrário, dificilmente afirmaria que é um "carro bom demais para o ano". Possivelmente há um problema na sua assessoria quanto à avaliação da qualidade do produto repassado, e seria prudente maior cautela em quem confia para emitir tais pareceres, pois é o seu nome que ficará vinculado a essa avaliação.
Um "carro bom demais para o ano" ao menos deveria estar em funcionamento e oferecer o mínimo de segurança para uso antes mesmo de uma revisão. Lembre-se: seu cliente não é a concessionária, mas sim os compradores são eles que mantêm seu negócio ativo e próspero.
Imagino que a maioria das vendas seja satisfatória para ambas as partes, mas vale a pena avaliar por que algumas deixam compradores descontentes: alguma parte do seu processo falhou, e não foi apenas culpa do comprador.
A justificativa de que "é repasse" e "é no estado" todos que compram carros conhecem; o problema está na afirmação de que o carro que você repassa está em "bom estado". O problema é fazer afirmações incorretas e também desqualificar o trabalho de todos os envolvidos no negócio.
Você desqualificou o trabalho do vistoriador, que em vistoria constatou que a dianteira e as laterais estavam em mau estado; sua equipe também desqualificou a empresa que realizou o transporte do veículo, inclusive afirmando que não os contrataria mais, e desqualificou o comprador, chamando-o de amador a única ponta que não recebeu crítica foi a sua. Faltou autocrítica, não acha?
Réplica da empresa
06/10/2025 às 14:36
Em nenhum momento colocamos a culpa no comprador. Apensas atitudes como essa, nos faz repensar no tipo de cliente que queremos para nossa empresa. Por esse motivo, você foi excluído do nosso canal de vendas, por provavelmente não ser do ramo, e usar dessa plataforma sem alguma intenção em resolver o problema , pois se fosse o caso, nos teria contatado para relatar seu descontentamento.
Mas pelo que parece, você nunca quis resolver nada, só reclamar mesmo e chamar atenção.
Sempre buscamos um meio para resolver as questões com nossos clientes, com respeito e educação, como foi com você, até então.
Réplica do consumidor
08/10/2025 às 08:57
Recebi algum contato da empresa para tentar entender o caso? NÃO.
Houve algum posicionamento sobre os reais problemas do carro? TAMBÉM NÃO.
A cada resposta, o que recebo são apenas ataques e tentativas de desqualificar todos os envolvidos exceto eles próprios, é claro.
O pagamento foi feito de forma antecipada e baseada na confiança. No entanto, o produto entregue está muito aquém do que foi informado. Isso é um fato claro e evidente.
Não preciso recorrer a sites de reclamação para chamar a atenção. Basta circular pelas ruas com o carro que comprei ele mesmo se encarrega de expor a situação: o mau estado de conservação, a falta de segurança e, muitas vezes, o fato de permanecer parado porque quebrou ou não chegou ao destino.
Existe demonstração maior de descontentamento do que registrar uma reclamação pública e aguardar, em vão, um contato da empresa?
Tiveram a oportunidade de transformar uma crítica em um elogio, mas nenhuma tentativa de contato e os ataques gratuitos.
A culpa, no fim, continua sendo minha.