Ultrassom transvaginal de longa duração e invasivo em escola de medicina

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São Paulo - SP

18/07/2026 às 10:53

ID: 254235777

Fui fazer um exame pelo sus no cetrus, não sabia que era escola, mas, até então tudo bem. Até que me fizeram um ultrassom transvaginal de uma hora de duração, foi uma aula de anatomia com o aparelho se movimentando dentro de mim, isso é totalmente desumano, me senti invadida e minha integridade física violada.
O que se chamava professor não teve nenhum pouco de empatia comigo. Me fez passar mal duarante o exame e mesmo assim quis terminar.

Espero que essa reclamação chegue aos órgãos públicos, pq a população não merece passar por isso com médicos tão experientes no sistema de saúde público.

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Resposta da empresa

24/07/2026 às 11:43

Prezada Sra. Aleksandra Oliveira,
Agradecemos por compartilhar sua experiência conosco.
Lamentamos sinceramente que o atendimento tenha lhe causado desconforto e que a senhora tenha se sentido desrespeitada durante a realização do exame.

Recebemos seu relato com muita atenção, pois o acolhimento, o respeito à dignidade e a humanização do atendimento são valores fundamentais da nossa instituição.

Gostaríamos de esclarecer que o Cetrus é uma instituição privada de ensino médico, com mais de 30 anos de referência na área da saúde, e que atua em parceria com o Sistema Único de Saúde (SUS), oferecendo exames de ultrassonografia de forma gratuita à população. Por se tratar de uma clínica-escola, os exames são realizados por médicos regularmente inscritos no Conselho Regional de Medicina (CRM), em processo de especialização, sempre sob supervisão direta de médicos preceptores e coordenadores de prática.

Nesse contexto, é natural que alguns exames demandem um tempo superior ao habitualmente observado em serviços assistenciais convencionais, em razão do caráter didático da atividade. Entretanto, essa característica jamais deve comprometer o conforto, o respeito e a segurança do paciente. A condução do atendimento deve sempre ser pautada pela comunicação clara, pela empatia e pela atenção às necessidades e aos limites de cada pessoa atendida.

Conforme nossos registros, antes do procedimento foi disponibilizado e assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, documento que apresenta o funcionamento da clínica-escola e informa que o paciente pode manifestar qualquer desconforto ou solicitar a interrupção do exame a qualquer momento.
Ainda assim, compreendemos que, diante de um exame ginecológico (que por sua própria natureza exige sensibilidade e cuidado), a percepção de desconforto pode
dificultar essa manifestação. Por isso, entendemos que cabe também à nossa equipe manter uma comunicação ativa e acolhedora durante todo o procedimento, assegurando que o paciente se sinta confortável para expressar qualquer incômodo.

Seu relato foi encaminhado à Coordenação Médica e à Coordenação de Ensino para análise e discussão com os profissionais envolvidos, reforçando as orientações relacionadas à comunicação, ao acolhimento e à condução humanizada dos atendimentos. Consideramos manifestações como a sua importantes para o aperfeiçoamento contínuo dos nossos processos assistenciais e de ensino.

Reiteramos nosso compromisso com uma formação médica de excelência, sempre alinhada aos princípios da ética, do respeito e da humanização, e permanecemos à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais.

Atenciosamente,
Equipe Cetrus

Réplica do consumidor

24/07/2026 às 12:24

Boa tarde,

Antes de tudo gostaria de deixar b claro que eu avisei o profissional que estava realizando o exame que eu estava me sentindo muito mal e desconfortável por estar 1 hora na posição do exame transvaginal, e ele NÃO interrompeu o exame como vcs disseram que deveria ser de acordo com os critérios, ele deu uma pausa e disse que teria que terminar o exame pq eu havia assinado o termo para ter o exame gratuito. Senti muita falta de empatia e respeito.

Assim como não foi avisado na hora da marcação do exame na unidade básica de saúde que seria feito o exame numa escola e nem foi questionado se eu aceitaria fazer o exame por alunos médicos em especialização

Ainda estou muito fragilizada por ter passado por esse tipo de procedimento e ter sido maltratada