Registro de inconformidade e alerta sobre a condução do concurso público do CRMV-SC pela banca IESES

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Florianópolis - SC

30/06/2026 às 17:57

ID: 252733033

Gostaria de registrar, para fins de feedback institucional aos órgãos que considerem a contratação desta organizadora, o descontentamento com a condução do concurso público do CRMV-SC pela banca IESES. O processo revelou-se tecnicamente questionável em diversas de suas fases, comprometendo a eficiência e a real finalidade da seleção.

Inicialmente, destaca-se a ausência de rigor na elaboração das provas objetivas. A avaliação de conhecimentos específicos apresentou um nível de dificuldade excessivamente elementar, o que desvirtua por completo a natureza do certame. Uma prova com cobranças demasiadamente rasas nivela os candidatos por baixo, inviabilizando a distinção entre os profissionais com preparo técnico robusto e aqueles com domínio apenas superficial dos temas. Ao falhar em exigir a profundidade adequada para o cargo, o concurso perde o seu caráter seletivo, transformando a classificação em uma disputa irreal que desrespeita o esforço dos candidatos efetivamente preparados.

Esse esvaziamento técnico foi agravado por um padrão estrutural questionável na formulação dos itens: as alternativas corretas eram, de forma previsível e antitécnica, aquelas de maior extensão textual, permitindo acertos por mera dedução lógica visual e não por conhecimento. Somado a isso, na fase recursal dessa etapa, a banca apresentou respostas genéricas e sem a devida fundamentação, mantendo uma postura irredutível ao se recusar a corrigir erros materiais evidentes no gabarito oficial.

No que tange à prova discursiva, houve inobservância ao princípio da vinculação ao instrumento convocatório, com a introdução de critérios de correção que não estavam previstos em edital. O certame suprimiu a oportunidade de contestação prévia dessas métricas e, durante a análise dos recursos, penalizou os candidatos duplamente de forma indevida e desproporcional.

Diante desse cenário, fica a forte recomendação para que os órgãos públicos priorizem a contratação de bancas renomadas e com robustez técnica comprovada (como FGV e CEBRASPE). A busca por economicidade na escolha da banca organizadora não justifica o risco de uma seleção superficial e frágil; vale o investimento em instituições de excelência que garantam a segurança jurídica, a lisura em todas as fases e a incorporação de profissionais verdadeiramente qualificados aos quadros da administração.

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