Falhas recorrentes e problemas mecânicos após revisão em veículo

Não respondida
Guarulhos - SP
18/08/2026 às 13:29
ID: 256766445
RECLAMAÇÃO FORMAL FALHA NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO, REINCIDÊNCIA DE DEFEITOS E PREJUÍZOS AO CONSUMIDOR - TIGGO 2 (AUTOMATICO) 2021/2021 ( CONCESSIONARIA D21 - UNIDADE GUARULHOS)
Venho, por meio desta, registrar minha indignação e insatisfação com os serviços prestados pela concessionária, em razão dos problemas recorrentes apresentados pelo meu veículo após a realização da revisão dos 40.000 km, realizada no mês de maio de 2026.
Na ocasião, o veículo foi encaminhado à concessionária para a referida revisão, serviço pelo qual pagamos integralmente. Entretanto, desde então, passamos a enfrentar problemas recorrentes e extremamente graves, fazendo com que o veículo retornasse à concessionária praticamente todos os meses.
1. Histórico dos problemas
Após a revisão realizada em maio, o veículo apresentou um problema relacionado à mangueira do resfriador de óleo. A mangueira estourou, ocasionando o vazamento de praticamente todo o óleo do motor.
O problema ocorreu logo após termos realizado e pago pela revisão, inclusive com a substituição/serviço relacionado à peça. Tivemos, portanto, além do transtorno causado pela falha, novos gastos com serviço e reposição de óleo.
Posteriormente, o veículo apresentou novamente problema no mesmo sistema. Dessa vez, a abraçadeira da peça que havia sido instalada pela própria concessionária se soltou, provocando novamente o vazamento de todo o óleo.
Precisamos insistir e reclamar para que o serviço fosse refeito. A concessionária realizou novamente o procedimento e colocou o óleo no veículo, porém, mais uma vez, fomos cobrados pela reposição do óleo, apesar de o problema estar relacionado a um serviço anteriormente realizado pela própria concessionária.
Agora, pela terceira vez, a mesma situação voltou a ocorrer: a peça/mangueira apresentou nova falha e o óleo foi novamente perdido.
2. Falta de diagnóstico adequado
O que mais causa indignação é que, desde a primeira vez que o veículo foi levado à concessionária, já havíamos informado que o carro apresentava uma vibração excessiva.
Mesmo diante dessa informação, não foi realizada, ao que tudo indica, uma investigação adequada sobre a causa do problema.
A concessionária aparentemente se limitou a substituir ou reparar a peça que apresentava o defeito visível, sem investigar de forma completa o que estava provocando a reincidência do problema.
O fato de a mesma peça/sistema apresentar falhas sucessivas deveria ter levado a uma análise mais aprofundada do veículo.
Agora, após diversas idas à concessionária, fomos informados de que existem diversas outras peças danificadas, tendo sido apresentado pelo consultor Murillo um orçamento de valor extremamente elevado.
Isso nos causa enorme indignação, pois entendemos que o problema deveria ter sido corretamente diagnosticado desde a primeira entrada do veículo na concessionária, especialmente porque a questão da vibração foi informada desde o início.
3. Quarta entrada do veículo na concessionária
Neste momento, o veículo está novamente na concessionária, sendo esta a quarta vez que precisamos encaminhá-lo ao estabelecimento em razão dessa sequência de problemas.
Somente depois de insistirmos por uma solução é que foram apresentados diversos outros componentes danificados e um orçamento elevado.
Não consideramos razoável que o consumidor tenha que arcar com um prejuízo dessa proporção após ter realizado uma revisão de 40.000 km em uma concessionária, pago pelos serviços realizados e, posteriormente, precisar retornar inúmeras vezes pelo mesmo problema ou por problemas que poderiam estar relacionados à falta de um diagnóstico adequado.
4. Prejuízos causados
Além dos valores pagos pelos serviços e pela reposição de óleo, estamos tendo diversos outros prejuízos.
Por três vezes, ficamos parados no meio da rua com o veículo, sendo obrigados a solicitar guincho e utilizar Uber para conseguirmos seguir com nossos compromissos.
Essas situações geraram:
gastos com Uber;
gastos e transtornos relacionados ao guincho;
perda de horas de trabalho;
necessidade de sair do trabalho para buscar ou resolver questões relacionadas ao veículo;
adiamento de compromissos pessoais e profissionais;
dificuldade para realizar atividades cotidianas;
perda de tempo em razão das repetidas idas à concessionária;
enorme desgaste emocional e preocupação;
insegurança em utilizar o veículo, diante da possibilidade de uma nova falha;
prejuízo financeiro decorrente de todos esses transtornos.
É importante destacar que, a cada nova ocorrência, ficamos sem saber quando o veículo voltaria a apresentar o mesmo problema e se conseguiríamos chegar ao nosso destino.
A situação se tornou insustentável. O veículo passou a ficar mais tempo na concessionária do que sendo utilizado por nós, comprometendo completamente nossa rotina.
5. Demora na solução
Outro problema extremamente grave é a demora para solucionar os defeitos.
Em diversas ocasiões, fomos informados de que as peças não estavam disponíveis, sendo necessário aguardar mais de uma semana para que chegassem.
Ou seja, além de o veículo apresentar problemas recorrentes, ainda precisamos enfrentar longos períodos de espera para que as peças sejam disponibilizadas e o reparo seja realizado.
Ficamos, dessa forma, completamente de mãos atadas, sem poder utilizar nosso próprio veículo e sendo obrigados a assumir os custos e transtornos decorrentes dessa situação.
6. Solicitação de solução
Diante de todo o histórico apresentado, não aceitamos simplesmente receber um orçamento elevado e assumir integralmente os custos de reparos que entendemos estarem relacionados à falha na prestação do serviço e à ausência de um diagnóstico adequado desde a primeira entrada do veículo na concessionária.
Solicitamos uma solução definitiva para o problema, com uma análise técnica completa do veículo, considerando todo o histórico desde a revisão dos 40.000 km, especialmente:
os problemas recorrentes relacionados à mangueira do resfriador de óleo;
o desprendimento da abraçadeira após intervenção realizada pela própria concessionária;
os sucessivos vazamentos de óleo;
a vibração excessiva relatada desde a primeira entrada do veículo;
as diversas passagens do veículo pela concessionária;
os novos danos identificados somente após as sucessivas ocorrências;
os valores já pagos por serviços e reposição de óleo;
todos os prejuízos materiais decorrentes das falhas e da indisponibilidade do veículo.
Solicitamos também que seja esclarecido por qual motivo o problema não foi diagnosticado adequadamente desde a primeira ocorrência, apesar de termos informado expressamente sobre a vibração excessiva do veículo.
Não consideramos justo que, após termos realizado e pago pela revisão, tenhamos enfrentado sucessivos problemas, gastos adicionais, perda de tempo, utilização de guincho e Uber e, agora, ainda sejamos apresentados a um orçamento elevado para reparos decorrentes de uma situação que deveria ter sido investigada anteriormente.
Esperamos uma solução definitiva, justa e compatível com a gravidade da situação, bem como a revisão dos valores cobrados e do orçamento apresentado, considerando todo o histórico de atendimentos e os prejuízos já suportados pelo consumidor.
Ressaltamos que esta reclamação busca, inicialmente, uma solução amigável e administrativa, porém, diante da ausência de uma solução adequada, reservamo-nos o direito de buscar os órgãos competentes de defesa do consumidor e demais medidas cabíveis para resguardar nossos direitos e buscar o ressarcimento dos prejuízos sofridos.
Aguardamos um posicionamento formal da concessionária, com uma solução concreta para o problema e não apenas novos reparos paliativos.
Atenciosamente,
Ana Paula de Alencar Manoel