Tratamento odontológico defeituoso, dores persistentes e recusa de entrega de prontuário

Não respondida
Maceió - AL
07/08/2026 às 14:41
ID: 255886869
Boa tarde!
No dia 08/07/2026, compareci à clínica Cia de Dentistas, localizada na rua do comércio, no centro de Maceió-AL, onde fui atendida pela Dra. Leoclécia para avaliação odontológica. Na ocasião, fui informada de que necessitava realizar diversos procedimentos, dentre eles: restaurações, limpeza, raspagem, remoção de cáries e tártaro, tratamento da gengiva, tratamento de canal, clareamento, entre outros.
Inicialmente, foi apresentado um orçamento no valor de R$ 4.800,00, o qual recusei por considerar excessivamente elevado. Em seguida, a profissional ofereceu um desconto, reduzindo o valor para R$ 3.000,00, afirmando ainda que, caso eu não ficasse satisfeita com o tratamento realizado, o valor pago seria devolvido. Diante dessa garantia, aceitei contratar o pacote de serviços.
No mesmo dia, efetuei o pagamento e iniciei o tratamento com o Dr. Gabriel, que realizou procedimentos de restauração, limpeza e iniciou um tratamento de canal. Contudo, não foi possível identificar quais dentes efetivamente receberam restauração, uma vez que vários deles permaneceram com manchas escuras, aparentando ainda apresentar cáries e tártaro.
Após o início do tratamento, passei a sentir dores intensas e sensibilidade em diversos dentes, sintomas que não existiam antes dos procedimentos, sendo que minha única queixa inicial era uma inflamação gengival.
Em 13/07/2026, retornei à clínica e fui atendida pela Dra. Luana, que realizou ajustes na altura das restaurações e aplicação de flúor, porém o problema permaneceu.
Em 15/07/2026, fui novamente atendida pelo Dr. Gabriel, relatei as dores persistentes e novos ajustes foram realizados nas restaurações, além da continuidade do tratamento de canal. Entretanto, não houve qualquer melhora.
Em 22/07/2026, compareci novamente para continuidade e conclusão do tratamento de canal. Informei mais uma vez que permanecia sentindo dores. O profissional afirmou que os sintomas eram normais e desapareceriam com o tempo. Entretanto, o tratamento não foi efetivamente concluído, pois o dente permaneceu apenas com um material provisório, sem a colocação da restauração definitiva em resina.
No dia 27/07/2026, retornei para finalizar o tratamento do canal, sendo atendida pelo Dr. Carlos, que informou existir uma inflamação no dente e prescreveu Ibuprofeno, orientando que a restauração definitiva fosse adiada. Assim, mais uma vez o procedimento permaneceu inconcluso.
Ainda em 23/07/2026, solicitei, por meio do WhatsApp da clínica, uma cópia integral do meu prontuário odontológico. Fui orientada a comparecer pessoalmente.
No dia 27/07/2026, solicitei novamente o prontuário na recepção da clínica, porém tive o *****, sob a alegação de que apenas a clínica e os profissionais poderiam ter acesso ao documento. Somente após insistência, fui informada de que o pedido seria encaminhado ao setor responsável. Na mesma ocasião, fui atendida pela Dra. Vanessa, que refez algumas restaurações, sem, contudo, solucionar os problemas apresentados.
Até a presente data (05/08/2026), a clínica não forneceu cópia do meu prontuário odontológico, descumprindo a Lei n 15.378, de 06 de abril de 2026, especialmente o art. 19, que assegura ao paciente o direito de acesso ao seu prontuário, bem como de obter cópias das informações nele constantes. A negativa injustificada configura violação desse direito.
Em 05/08/2026, compareci novamente à clínica e fui atendida pelo Dr. Gabriel, relatando que o dente submetido ao tratamento de canal continuava dolorido, assim como outros dentes. O profissional limitou-se a afirmar que a dor seria normal e desapareceria com o tempo. Quanto às demais dores, informou apenas que poderiam decorrer da necessidade de novos tratamentos de canal ou de problemas gengivais.
Inconformada, procurei outros profissionais para obter uma segunda opinião. Após avaliação clínica, fui informada de que diversos dentes ainda apresentavam cáries e que, para indicar corretamente um tratamento de canal, seria indispensável a realização de exames complementares específicos, os quais, segundo fui informada, não foram realizados pela clínica, tendo sido utilizado apenas um exame radiográfico simples, insuficiente para confirmar a real necessidade do procedimento.
Dessa forma, existe a possibilidade de que o tratamento de canal tenha sido realizado sem a devida indicação clínica, quando talvez bastasse uma restauração convencional. Em consequência, hoje possuo um dente desvitalizado, continuo sentindo dores mesmo após semanas do procedimento e ainda necessitarei procurar outro profissional para corrigir os problemas decorrentes do tratamento recebido.
Além disso, a promessa realizada pela Dra. Leoclécia de que todas as cáries e manchas seriam removidas, de que não haveria dores após o tratamento e de que o serviço resolveria meus problemas não correspondeu ao resultado obtido, caracterizando possível oferta enganosa.
Atualmente, continuo apresentando dores, sensibilidade intensa, desconforto e dificuldade para mastigar, situação que compromete significativamente minha qualidade de vida.
Sinto-me enganada, prejudicada financeiramente e emocionalmente, pois, além de não receber um tratamento adequado, continuo obrigada a pagar 12 parcelas de R$ 250,00, referentes a um serviço que não solucionou meu problema e, ao contrário, agravou minha condição de saúde bucal.
Ressalte-se que os fatos narrados configuram possível violação ao Código de Defesa do Consumidor (Lei n 8.078/1990), especialmente aos arts. 6, incisos III e VI (direito à informação adequada e à reparação dos danos), 14 (responsabilidade objetiva pela prestação defeituosa do serviço), 20 (direito à reexecução do serviço, abatimento proporcional do preço ou restituição da quantia paga) e 30 (vinculação da oferta realizada ao consumidor).