Constrangimento ilegal, acusação infundada de furto e conivência da gerência no Hipermercado Zaffari

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Porto Alegre - RS

04/06/2026 às 22:26

ID: 250559353

O Zaffari compactua com o desrespeito e com a agressão direta e indireta a mulheres, mães e crianças, especialmente por meio do péssimo atendimento de funcionárias MULHERES!!!

No dia *****, estive no Hipermercado Zaffari do Bourbon Shopping Ipiranga, em Porto Alegre/RS, acompanhada de minha filha de 3 anos de idade. Diante do fluxo intenso nos caixas convencionais, optei por utilizar o setor de Self-Checkout (autoatendimento). Durante as compras, minha filha consumiu um suco antes do pagamento. Ao passar a embalagem no leitor, o sistema acusou erro de peso de forma recorrente, devido à redução do volume do líquido. Chamei a funcionária responsável pela supervisão da área, que se aproximou para liberar o sistema, orientando que eu deixasse o produto fora do compartimento de pesagem. Agradeci e prossegui para efetuar o pagamento de todas as mercadorias de forma absolutamente regular.

Contudo, a partir desse momento, passei a ser alvo de uma conduta abusiva, violentíssima e ilegal por parte da funcionária. Eu portava uma sacola retornável da própria marca Zaffari, utilizada como minha bolsa pessoal no momento, contendo itens particulares (cartões, fraldas da minha filha, lenços umedecidos e pertences antigos). Sem qualquer indício ou justificativa, a funcionária questionou-me de forma agressiva: "Você não vai passar os produtos que estão aqui dentro?".
Respondi que não havia produtos do supermercado ali. A funcionária adotou uma postura corporal nítida de acusação, encarando-me de cima a baixo com total desconfiança e desdém, ordenando de forma intimidadora: "Abre, quero ver o que tem aí dentro".

Submetida a uma humilhação pública tremenda na frente de minha filha e de outros clientes, abri a sacola. Ficou olhando, eu mexi um pouco as coisas, ela seguiu olhando para dentro da minha bolsa. Eu disse: "eu não acredito que tu tá achando que eu tô [Editado pelo Reclame Aqui]" e ela só me encarando com uma cara de desdém absoluto, declarando no olhar: "sim, eu tô achando".

No ápice do estresse para provar minha inocência diante de uma acusação infundada de furto, virei minha bolsa do avesso, derrubando meus pertences pessoais no chão. Afirmei: "Olha aqui, olha o que tem aqui. Nada disso é [Editado pelo Reclame Aqui]". Mesmo diante da evidência, a funcionária continuou me olhando com deboche, desconfiando de cada item meu, sem demonstrar qualquer sinal de retratação ou pedido de desculpas. Não me ajudou a juntar, não falou mais nenhuma palavra, afinal obviamente eu não estava [Editado pelo Reclame Aqui] nada e fugiu dali.

Um terceiro cliente penalizou-se da cena e me ajudou a recolher as coisas do chão enquanto eu passava muito mal, chorando e trêmula de nervoso. Ninguém do Zaffari me ajudou.

A sequência de violências continuou na saída. Ao tentar passar pelas portinhas de isolamento, passando o QR code da nota da compra feita outra funcionária da rede encontrava-se obstruindo a passagem. Ao pedir licença, fui atacada verbalmente por essa segunda profissional, que gritou de forma agressiva na minha cara: "Então pede direito, sua mal-educada!", expondo-me novamente diante da minha filha e do público. Ali no espaço poderiam estar presentes conhecidos, amigos, clientes, etc. Não sei, não vi, estava apavorada com a situação tenebrosa vivida diante da minha filhinha.

Completamente zonza diante de tantos maus-tratos completamente injustos, dirigi-me à administração da loja. Fui atendida por dois homens. A condução da gerência manteve o padrão de desrespeito: um tentou "brincar" com minha filha, ignorando meu estado de choque, apesar de depois me conseguir um copo de água, e o outro prometeu a 'recondução' das funcionárias adotou uma postura inaceitável de inversão de culpa. Com total deboche velado na expressão, ele teve a audácia de sugerir que o erro era meu por não ter 'lacrado' a minha sacola retornável na entrada da loja. Isso nao existe. Vou sempre ao Zaffari com a ecobag deles. Nunca me pediram pra lacra-la. Ora, aquela ecobag do próprio Zaffari (que eu utilizava orgulhosamente como minha bolsa pessoal justamente pelo espaço para carregar as fraldas e pertences da minha filha de 3 anos), as quais vou dar todas para os mendigos que rodeiam o Bourbon Ipiranga, amanhã mesmo, continha os meus cartões, documentos e itens de necessidade imediata pra mim e minha filha. Como eu iria lacrar a minha própria bolsa? O estabelecimento possui carrinhos exatamente para colocar as mercadorias antes do pagamento; as sacolas só são abastecidas depois. Ao tentar justificar a agressividade da fiscal, a gerência minimizou o meu choro, a minha humilhação pública e tentou transferir a responsabilidade do despreparo da equipe deles para mim.

Um terceiro anotou meus dados pessoais de forma negligente em um papelzinho avulso, omitindo a entrega de qualquer número de protocolo oficial.

O que torna esse descalabro ainda mais revoltante é o meu perfil como consumidora. Sou nascida e criada em Porto Alegre, cliente do Zaffari desde a minha infância, quando ia às lojas com o meu pai. Hoje, moro exatamente em frente ao Bourbon Ipiranga, fazia absolutamente todas as compras da minha casa e da minha filha na unidade, com um gasto mensal fixo que supera R$ 1.000,00. Além do alto faturamento que dou à rede como cliente fiel, sou uma cidadã idônea: jornalista, radialista, pós-graduada em Comunicação e obviamente com certidão negativa de antecedentes criminais. Jamais peguei nada de ninguém na minha vida e fui tratada como [Editado pelo Reclame Aqui] pela equipe do Zaffari. Algo absolutamente inédito e inacreditável na minha trajetória.

Maltratar o cliente com deboche e sugerir que a vítima é a culpada pelo próprio linchamento moral só mostra que o topo da gerência é tão despreparado quanto o chão de loja.

Diante da gravidade dessa [Editado pelo Reclame Aqui] acusação de furto e da humilhação pública degradante na frente da minha filha e de tantas outras pessoas (fiquei sendo mal julgada por muita gente até sair do shopping), não aceito desculpas informais. Exijo uma reparação imediata e expressiva por parte do estabelecimento compatível com o tamanho do dano moral e do estresse extremo causado a mim e a minha filha, além da confirmação formal de que as funcionárias envolvidas foram demitidas.
O artigo 482 da CLT prevê a demissão por justa causa em casos de "ato lesivo da honra ou da boa fama praticado no serviço contra qualquer pessoa". Acusar falsamente uma cliente de furto, fazê-la revirar a bolsa no chão e humilhá-la publicamente se enquadra exatamente nisso. O Zaffari tem todo o respaldo jurídico para demitir essas funcionárias por justa causa imediatamente pelo erro gravíssimo que cometeram.

Caso a empresa insista na negligência demonstrada pela gerência na condução do fato presencialmente, adianto que irei buscar a devida reparação integral por danos morais diretamente na Justiça.

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Resposta da empresa

09/06/2026 às 11:59

Prezada Sra. Aline,

Agradecemos a oportunidade de respondê-la no Reclame Aqui.

Informamos que o seu atendimento foi registrado em nosso sistema sob o protocolo *****.

Sua reclamação está em verificação.

Estamos à sua disposição.

Cordialmente,

Cia Zaffari

Réplica do consumidor

15/06/2026 às 11:43

Já se passaram dias desde a resposta automática de vocês e, até agora, o Grupo Zaffari segue em silêncio. Diante da gravidade do que aconteceu no Bourbon Ipiranga onde fui humilhada publicamente e acusada falsamente na frente da minha filha de 3 anos e de todos os presentes , não aceitarei uma 'desculpinha' padrão por escrito.

Exijo um posicionamento sério da empresa que inclua duas medidas práticas: a devida compensação pelo dano moral e pelo abalo emocional causado a mim e à minha filha, e a confirmação do desligamento das funcionárias despreparadas que cometeram esse abuso.

O silêncio de vocês só estende o desgaste. Aguardo um retorno imediato com soluções reais, e não com respostas prontas.