Atendimento inadequado a criança autista na Clinica CIMO unidade Vieralves

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Manaus - AM

03/06/2026 às 21:53

ID: 250493997

Prezados responsáveis da Clinica CIMO,
Gostaria de registrar uma situação ocorrida hoje durante o atendimento ao meu filho, de 6 anos, que é autista, e que compareceu à unidade Vieralves para realização de um exame previamente agendado.
No momento do agendamento via WhatsApp, informei que meu filho é autista, justamente para que a equipe pudesse estar preparada para atendê-lo da melhor forma possível.
Ao chegar à unidade, realizei o pagamento e o cadastro normalmente. No entanto, quando fomos chamados para o exame, a profissional responsável iniciou o atendimento de forma pouco acolhedora, sem sequer cumprimentar ou estabelecer qualquer vínculo com a criança. Sua primeira fala foi: "Cadê o seu papel?".
Meu filho entrou na sala e se deitou para realizar o exame, porém, como muitas crianças autistas, possui algumas limitações e necessita de um pouco mais de paciência, acolhimento e adaptação na abordagem. Durante a tentativa de realização do exame, percebi falta de empatia e de técnicas adequadas para conduzir o atendimento infantil, especialmente considerando a condição já informada previamente.
Em determinado momento, ao tentar conversar com meu filho, dizendo que que quanto mais demorasse iriamos ficar ali mais tempo, ouvi da profissional a seguinte resposta: "Não vai não, porque eu tenho outras pessoas para atender". A partir daí, a situação se tornou ainda mais difícil e a primeira tentativa do exame não foi concluída.
Retornamos à recepção e fui informada de que, caso o exame não pudesse ser realizado, o valor seria estornado. Contudo, deixei claro que o problema não era financeiro. O que me incomodou foi a falta de preparo, sensibilidade, paciência e técnica para lidar com uma criança que necessita de uma abordagem diferenciada.
Após essa conversa, acredito que tanto a recepcionista quanto a profissional responsável pelo exame tenham ouvido minhas observações. Na segunda tentativa, a postura da profissional foi completamente diferente: ela se mostrou muito mais atenciosa, paciente e colaborativa durante o atendimento. Além disso, a babá entrou na sala com meu filho e utilizou uma estratégia simples para ajudá-lo a colaborar com o procedimento, pedindo que ele repetisse a letra "A" para manter a boca aberta, estratégia e técnica que a profissional deveria demonstrar. Graças a essa condução, o exame foi realizado com sucesso.
Fico feliz que o exame tenha sido concluído e reconheço a mudança de postura demonstrada posteriormente. No entanto, acredito que não deveria ser necessário que um cliente apontasse a falta de empatia, preparo ou conhecimento dos seus direitos para receber um atendimento mais humano e adequado. Esse cuidado deveria fazer parte da experiência desde o primeiro contato, especialmente quando a unidade já possui a informação de que atenderá uma criança autista.
Cobrem mais caro pelo serviço que demande mais atenção, o que não considero adequado é oferecer atendimento prioritário ou especializado sem que existam condições reais de prestar esse serviço com qualidade. Quando uma família informa previamente uma condição como o autismo, ela espera encontrar profissionais capacitados para conduzir aquele atendimento de forma respeitosa e eficiente. Caso contrário, cria-se uma expectativa que não é correspondida na prática, gerando frustração, desgaste emocional e uma experiência desnecessariamente difícil para todos os envolvidos.
Além disso, saímos da unidade sem orientação clara sobre a retirada do resultado do exame. Também observei algumas falhas no fluxo de atendimento da recepção, com chamadas repetidas e desnecessárias, gerando desgaste e falta de objetividade. A nota fiscal também não foi oferecida espontaneamente, sendo necessário solicitá-la.
Não escrevo este e-mail em busca de ressarcimento, compensação ou qualquer tipo de retratação. Meu único objetivo é registrar minha experiência para que a empresa possa avaliar seus processos e investir na capacitação de seus profissionais, especialmente quando se trata do atendimento a crianças e pessoas com necessidades específicas.
Espero sinceramente que este relato contribua para que outras famílias não passem pela mesma situação e que o atendimento possa ser cada vez mais humano, acolhedor e eficiente.

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