Reclamação sobre atendimento de emergência em hospital, resultando em negligência a gestante em trabalho de parto.

Não respondida
João Pessoa - PB
16/03/2026 às 16:30
ID: 243424613
Venho, por meio deste comentário, registrar uma grave reclamação sobre o atendimento que recebi no Hospital Clinepa no dia 28 de fevereiro de 2026, às 04h51 da manhã.
Cheguei à unidade com fortes dores e em trabalho de parto ativo, necessitando de atendimento imediato. Ao chegar à porta do hospital, o guarda demonstrou total falta de urgência diante da situação. Ele sinalizou com a mão para que eu aguardasse enquanto se espreguiçava, demorando cerca de um minuto para abrir a porta, mesmo percebendo claramente que eu estava com dores intensas e em sofrimento.
Ao entrar na unidade, permaneci na recepção aguardando atendimento. A recepcionista chegou aparentando estar com sono e, ao me atender, limitou-se apenas a informar que o hospital não tinha vaga. Em nenhum momento foi chamado qualquer profissional de saúde para realizar avaliação, triagem ou prestar assistência, mesmo eu gritando de dor na recepção.
Fui simplesmente deixada na recepção, em trabalho de parto, sem qualquer tipo de assistência, enquanto as pessoas presentes apenas observavam a situação. Não houve acolhimento, não houve avaliação médica, nem qualquer cuidado mínimo, o que configura uma situação grave de negligência e desrespeito à dignidade de uma paciente gestante em um momento extremamente delicado.
Diante da total falta de assistência por parte da equipe do hospital, minha obstetra precisou entrar em contato por telefone e insistir para que fosse providenciado um local onde eu pudesse permanecer até a chegada dela, para que ela mesma pudesse me avaliar e verificar se eu teria condições de sair dali.
É inadmissível que uma gestante em trabalho de parto seja deixada na recepção de um hospital sem qualquer avaliação ou assistência, sob a simples justificativa de falta de vaga. Mesmo diante de limitações de leitos, é obrigação da unidade hospitalar realizar acolhimento e avaliação imediata, especialmente em casos de urgência obstétrica.
A forma como fui tratada foi desumana, negligente e extremamente humilhante, colocando em risco a minha saúde e a do meu bebê.