Descaso e negligência na Maternidade Santa Barbara durante indução e cesária: falta de informação, erros de medicação e estrutura precária.

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Rio de Janeiro - RJ

20/12/2025 às 11:32

ID: 235426609

Boa tarde, espero que este email encontre o responsável e ajude para que outras famílias não passem pelo descaso que passamos na Maternidade Santa Barbara (Botafogo):

Chegamos na segunda (08/12/25) por volta das 08h, nossa médica tinha indicado por conta da diabete gestacional que minha esposa enfrentou na gravidez que como ela queria parto normal precisaria fazer a indução com 39 semanas, assim fizemos.
Fomos atendidos na emergência do hospital, fizemos um CTG e uma Ultrassonografia obstétrica para dar continuidade no procedimento.
Fomos transferidos para o quarto as 09:56h onde se iniciou nossa jornada pelo hospital, foi demorado o início do procedimento, não tivemos informações sobre o que seria feito, como seria feito e o porque seria feito em nenhum momento.
Depois de inúmeras vezes de eu mesmo ir procurar uma médica na emergência a Dra. Ana (não me recordo o sobrenome) veio até nós no quarto e apresentou os comprimidos que seriam alocados na vagina da paciente para indução do parto (medicamento: Mesoprostol) foram utilizados dois comprimidos de 25mg.
Isso já eram 18h de pura desinformação, procurávamos por alguém e as respostas eram sempre vagas, "a médica já vem" "ela tá vindo" nisso já se passaram mais de 8h qu estávamos no hospital!
Ela nos informou que esses comprimidos seriam inseridos a cada 06h e que as 00h já do dia 09/12/2025 seria inserido a segunda dose do medicamento.
Em nenhum momento foi medido a glicose (lembrando que demos entrada na emergência para induzir com 39 semanas exatamente por conta da diabetes gestacional) a pressão arterial só foi aferida após eu solicitar diversas vezes pela equipe de enfermagem.
Por volta das 00:15h eu já estava preocupado com a falta de informação cedida pela equipe médica e com o atraso da segunda dose do medicamento (medicamento esse que precisa ser inserido a cada 06h) fui até o posto de enfermagem que me informou que eu precisaria descer até a emergência e ir atrás da médica. Assim fiz, quando consegui encontrar a médica (difícil pois os corredores estavam extremamente vazios, parecendo cena de filme de terror e local abandonado) ela foi ríspida comigo apenas disse que não iria dar o medicamento porque não davam na madrugada porque se algo acontecesse não tinha médico para intermediar a situação, extremamente estranho já que ela é médica (Dra Christiane, também não me recordo o sobrenome).
Voltei ao quarto, mas como a Doula e minha cunhada estavam lá, elas desceram para entender melhor essa situação e o porque o remédio não seria ministrado (lembrando que a médica anterior tinha dito que seria ministrado esse medicamento as 00h) e aí sim a Dra Christiane subiu ao quarto e apenas mediu a pressão da paciente, com um odor desagradável de cigarro, a ponto de contaminar o ambiente apenas com esse odor!
Eu disse que a Doula e minha cunhada estavam no quarto conosco correto? Isso escancara ainda mais a desorganização e falta de segurança, já que as visitas são das 09h as 21h, já eram mais de 00h e tinha mais de duas pessoas no quarto com a paciente.
Detalhes, elas nem documento deram ao chegar, nada é solicitado ao entrar no hospital, é só dizer que vai visitar alguém que vc consegue acessar todo o hospital, inclusive as salas de UTI, CTI e centro cirúrgico.
Lá ela explicou que não ministraria o medicamento mais uma vez porque era o procedimento do hospital e porque caso a paciente entrasse em trabalho de parto não teria ajuda médica.
Essa além da falta de informação e consideração foi a segunda frustração, estávamos ansiosos e animados para a segunda dose, já que possivelmente poderia começar a sentir algo.
Fomos dormir frustrados, estressados e desanimados com a situação!
No dia seguinte ficou acordado que o medicamento seria ministrado as 06h pra iniciar novamente o ciclo de medicamento. A médica só foi aparecer as 07:48h (isso porque mais uma vez eu precisei ir atrás dela na emergência) ela ministrou o medicamento após eu solicitar pra ela (precisei me deslocar do quarto até a emergência do hospital) e ainda fez a dosagem errada com apenas um comprimido, quando informamos que ela estava tomando dois, reclamou e foi até a enfermaria pegar outro comprimido dizendo que tinha visto errado. (Ponto extremamente delicado, já que ministrar medicação errada pode matar) e então iniciamos novamente o ciclo de indução para o parto normal, ficou explicado que ela voltaria as 12h para ministrar a outra dose. Mais uma vez ela não voltou no horário certo e só foi aparecer por volta das 13:40h comigo novamente atrás dela, questionando o motivo do atraso e preocupado mais uma vez com um possível ciclo quebrado!
Ela ministrou o medicamento e informou que não tinha passagem, fez o toque e viu que ainda não tinha surtido efeito a medicação.
Ficou acordado pra voltar 06h depois, e infelizmente novamente eu precisei me deslocar até encontrá-la e solicitar a ministração do medicamento. Foi feito e avisado que só seria feito novamente às 06h do outro dia (10/12/2025). Até esse momento, nossas frustrações tinham sido mais amenas, o que fez a frustração, estresse e descontentamento crescer foi no dia seguinte.
Como estávamos ansiosos pela chegada de nosso pequeno, nossa obstetra nos indicou a cesária, questionamos como funcionária e ela disse que falaria com a equipe dela e com o hospital para marcarmos para as 18h do dia 10/12/2025. Assim foi feito.
Ainda teríamos mais um ciclo do remédio para ser ministrado, às 06h. Ninguém apareceu. Como tínhamos decidido ir pra cesária, decidi não procurar mais o médico do plantão, até pra entender e ver se seria ministrado o medicamento na hora certa como deveria. Não foi! A médica só apareceu às 15:25h (ela informou que tinha chegado no plantão às 14h e que não tinha ainda passado nos quartos e não tinha sido informada pela médica anterior da medicação) ou seja nesse momento a medicação das 06h e 12h não tinham sido efetuadas e estávamos mais uma vez largados em um limbo onde não sabíamos se chorávamos ou se ríamos da situação.
Ok, chegou a hora do parto, já não era o parto que queríamos, lutamos, estudamos, fizemos fisioterapia pélvica para realizar o sonho da minha esposa de ter parto normal e não seria possível, talvez por negligência da equipe médica que realizou a indução de forma errônea ou talvez porque realmente não era pra ser. Nunca saberemos qual dos dois motivos que acarretaram a não poder ser parto normal!
Minha esposa foi levada ao centro cirúrgico e eu logo atrás, quando entrei no vestiário fui informado que estava sem o "pijama" e que tinha que aguardar. Até que não demorou pra trazerem a roupa que precisávamos usar para adentrar ao centro cirúrgico. Colocamos a roupa e aguardamos o procedimento da anestesia.
Ainda na sala de espera fomos surpreendidos por uma colaboradora da instituição extremamente alterada e indignada com essa operação, falando extremamente alto que não podia ter, que ela saiu pra almoçar e que virou bagunça, que esses hospital era uma desorganização total (palavras usadas por ela com um tom de voz super hostil e desnecessário).
Ameaçou entrar no centro cirúrgico e voltou questionando quem iria entrar, que tinha muita gente ali (tinha eu que sou o pai, minha cunhada que além de cunhada é fotógrafa e a Doula que por lei ela pode sim entrar) inclusive queria cobrar uma taxa inexistente de R$70,00 que segundo ela era obrigatório para a Doula poder entrar. Nesse momento informamos que não, que não existe taxa para Doula e que a taxa da fotógrafa ainda não tinha sido efetuada, mas que seria logo após o parto porque já iniciaria naquele momento.
Ela obrigou a fotógrafa a descer (inclusive com o pijama usado no centro cirúrgico) para pagar a taxa na recepção, a fotógrafa desceu correndo porque o parto já se iniciaria. Eu mesmo entrei com a câmera da profissional sem nem saber como usar.
As enfermeiras do centro cirúrgico foram ríspidas com minha esposa ("veio pro centro cirúrgico de calcinha e sutiã?" "Vou perguntar pra sua médica se a mãe dela opera aqui nesse hospital") frases infelizes usadas em um momento inoportuno e desnecessário. Deixando cada vez mais minha esposa nervosa e tensa.
Ela conseguiu se acalmar quando a anestesista aplicou a anestesia, conversou com ela e conseguiu a acalmar (profissional muito competente e simpática). Iniciou-se a cesária. Nosso filho nasceu e teve dificuldade em respirar num primeiro momento, mas logo a pediatra conseguiu realizar um procedimento que se recuperou. Ela trouxe ele pra gente conhecer a carinha do nosso amor (outra profissional excelente).
Fomos retirados da sala (procedimento padrão) e nosso filho seria encaminhado à UTI neo para ficar em observação. Ali mesmo ao sair do centro cirúrgico aquela mulher que tinha sido extremamente rude, deselegante e autoritária veio até mim para dizer que quanto menos pessoas melhor e que pode atrapalhar. Eu, a fotógrafa e a Doula não atrapalhamos em nenhum momento, ficamos no cantinho e de lá acompanhamos tudo!
Inclusive disse algumas outras coisas como: "médica folgada" "fala pra sua chefe que isso aconteceu" (falando pra pediatra) "quanto menos gente melhor" "essa médica sempre faz isso" e foi quando eu a indaguei dizendo que eu não tinha nada a ver com isso e que se elas tivessem algo pra resolver que fizesse entre eles.
Fui até a UTI neo com ele, entrei, vi ele e fui de volta pra quarto separar as coisinhas dele pra deixar lá.
Desde o momento do parto, estressante como foi e turbulento, fomos assistidos pela enfermeira Jenifer da Luz que também entrou como ponto positivo da instituição.
Continuando uma péssima experiência no dia 12/12/2025 o médico foi ao quarto e deu alta, mas disse que a equipe de enfermagem iria lá falar com ela e finalizar tudo, mas ninguém apareceu. tive que mais uma vez ir atrás de um médico. Dr. Fabio que deu alta, entregou a licença maternidade e o receituário e não apareceu mais.(Inclusive entregou a licença maternidade preenchido com a data errada, colocou data de 25/12. Estávamos no dia 12/12)
Minha esposa se sentiu muito mal durante a tarde, tontura, cabeça doendo muito e dores fortes. Tive que ir atrás de algum médico e a médica que veio apenas disse que era normal. Mais uma vez frustando minha esposa, deixando ela em um estado de ansiedade intensa e medo!
Que experiência horrível!!! Pior hospital que já fui em toda minha vida!
(Adendo aqui é que minha esposa teve cefaléia pós raque, reclamou muito de dores no dia 12/12 quando teve alta e a médica disse apenas que era normal, minha esposa precisou se deslocar de casa para outro hospital no dia 16/12 porque não conseguia se lamentar, tamanho dor que ela sentia)
Descaso, despreparo e falta de suporte por parte do hospital!!!
Isso tudo sem falar na estrutura física do local, que nem parece ser um hospital, existem inúmeros pontos de oxidação nas instalações, chão em falso, parece que estamos pisando e vai sair do lugar, maca não funciona direito, a parte que protege ante queda atrapalha e muito na hora de descer da cama. Principalmente uma mulher que acabou de ser operada, que qualquer movimento mais brusco causa dor e arrepios. Anexei fotos apenas do quarto em que ficamos, mas é de extrema preocupação todo o complexo.
Um momento que deveria ser marcado por felicidade e paz ficou marcado negativamente por erros operacionais, descaso, momentos antiéticos entre o corpo de enfermeiros e médicos e desinformação.
Outro ponto preocupante é a circulação, visitantes não são solicitados nenhum documento pra subir, conseguem entrar e sair a hora que querem. Isso me deixou assutado!
É triste passar por isso, mas escrevemos esse email exatamente para outras famílias não passarem pelo mesmo.

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