Descaso e negligência no atendimento pós-operatório: dores não atendidas, falta de higiene e ausência de enfermagem

Não resolvido
Rio de Janeiro - RJ
21/02/2026 às 14:27
ID: 241294843
Dia 19/02/2026, minha amiga ***** entrou para internação às 09h para fazer uma cirurgia no septo nasal por insuficiência respiratória. O médico ***** pediu para chegar às 7h. Ela estava sem comer e sem água desde às 22h do dia anterior. A anestesista é paga fora do plano e muito cara. Nem sempre dispomos de dinheiro, mesmo que o plano reembolse.
Fomos andando até o segundo andar, eu com 65 anos e dificuldade de andar, uso bengala, tive que subir escadas. O elevador é longe segundo o maqueiro.
Ela foi para o quarto 207, muito longe do posto de enfermagem. O maqueiro disse para ligar para o ramal da enfermagem quando precisasse.
Até a cirurgia tudo bem. Depois é que foi o inferno. A paciente ***** sentia muita dores na cabeça e não parava de sangrar.
Ao pegar o telefone percebi que estava mudo. Então caminhei 75m até o posto de enfermagem e perguntei se ela tinha medicação? E qdo perderia beber água e que ela estava com fome. A *****, não sei se técnica ou auxiliar de enfermagem disse que ainda está de dieta zero, eram 14h. Absurdo. Sou farmacêutica e já com 38 anos de área de saúde em hospitais. A enfermagem disse que o médico estava em cirurgia e não poderia ir lá, mas que tinha uma profissional que enviaria a mensagem.
Resumindo, passei a noite toda andando 75m para ir aí posto de enfermagem, foram mais de 15x, isso só ida, volta mais 75m. Andei 150m cada vez que ia lá.
Foi soro acabado, medicamento cefazolina endovenoso, gelo para usar no local e que a Sra. ***** ensinou pegar a gase num isopor com gelo e por em cima do nariz. De tanto ir reclamar das dores da paciente, o cirurgião *****, médico dela, acabou indo às 20h ve-la. Ensinou a por o gelo numa luva, fazendo um saquinho, por um papel toalha no local externo do nariz. Conversamos sobre as dores dela e o curativo. Estava medicada e não tinha o que fazer mais, como farmacêutica dei sugestão de tylex e que se o hospital não tivesse eu compraria. Fui na farmácia e a pessoa que me atendeu disse ser farmacêutica e que tinha a medicação venosa, (???). Qdo disse codeína ela disse não ter, mas depois disse que tinha o medicamento composto com paracetamol e EV(???).
É óbvio que não existe EV, ele mandou suspender a dipirona e por a codeína 30mg com paracetamol 500mg.
Diante das dores de cabeça, pedi a enfermagem medir a pressão. Tava normal após ingestão de Anlodipino 5mg aí noite, conforme cardiologista que a assiste
Veio um mingau sem açúcar de aveia, que ela disse estar salgado. E nem se quisesse podia por açúcar pois estava grosso. Ela estava no soro, tomou 1,5 L enquanto esteve lá. Cefazolina em soro de 100ml, na hora não conferi, mas depois vi que estava em riger lactato na 3 dose antes de alta hospitalar.
A tv ligada direta no canal 4, só para ocupar os ouvidos. Ela me pediu para desligar. Tirei da parede a tomada, pois não tinha controle e creio que nem a enfermagem.
Quando acabou o gelo pedi a Sra. *****, que pediu a copa.
O serviço da copa, foi precário, a profissional que levava era distraída. Levou 1,5 L de água mineral mas copo nenhum. Lá fui eu pedir na enfermagem.
Depois mandou um suco de caju sem açúcar, e sem colher para mexer o mesmo e o mingau de aveia.
Passei a noite indo na enfermagem pra dizendo que ela estava com dor e não conseguia dormir ora pedindo gazes e gelo.
Quando deu 02h da manhã, sei porque filmei, fui ao posto de enfermagem e não tinha ninguém. Eram 3 funcionárias e não tinha ninguém. Fiquei um pouco sentada numas cadeiras próxima ao bebedouro no corredor e vieram 2 pessoas me perguntar se sabiam da enfermagem e disse a mesma coisa, que não tinha uma viva alma lá.
Antes a Sra. ***** disse que se precisasse estaria no berçário. Pois é, estive lá e todos os bebês estavam com as mães, o lugar meia penumbra com luz só onde tinha vidro. Cortinas fechadas. Dei a volta e bati na porta, ninguém atendeu, olhei estava fechado com chave.
Depois outra acompanhante da puérpera perguntou se eu sabia da enfermagem, pois o nenê chorava de fome e mãe não tinha leite. Eu trabalhei na Maternidade Carmela Dutra vários anos e via a enfermagem ensinar a mãe massagens para que o leite saísse. Isso sim é atendimento e público.
Depois um pai passou e olhou no posto de enfermagem e voltou pro quarto. Ambos os quartos ficavam,um ao lado do posto e ou outro em frente da enfermagem.
Ainda bem que fiquei com ela, não sei como ela estaria no dia seguinte. Isso é falta de respeito com os pacientes, desleixo e relaxamento egoísta.
Pelo que vi aqui no Reclame Aqui, não sou a única a reclamar. E nem respondem. Vou a justiça, ao ANSS, e ao Gov.com.
Quem não tem competência não se estabelece, é um ditado sábio antigo.
Sem falar das instalações, banheiro com a porta empenada com a fórmica descolada, a pia enferrujada no ralo, a bica difícil de abrir. A descarga com problemas, há desperdício de água.No corredor a placa de Eucatex pregada com a própria ripa lateral. Tenho fotos e vídeo.
Nunca vi um box onde a parede é de Eucatex branco, os rodapés sujos, como todo o chão e janelas. Não vi nenhum serviço de limpeza, nem apanhar o lixo. Isso é um hospital, área intrínseca de saúde principalmente cirúrgica. E não há interesse que haja no mínimo higiene com tratamento químico, água sanitária, no chão pelo menos 2x ao dia. Tudo empoeirado. O Hospital tá Assim é um paraíso diante dessa espelu...
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Consideração final do consumidor
24/04/2026 às 08:35
E o plano da Assim ainda continua com essa clínica açougueira. Vários planos não estão nem aí pros clientes que viram pacientes a mercê de anti proficionais.O que manda é o dinheiro.
O problema foi resolvido?

Não resolvido
Voltaria a fazer negócio
Não
Nota do atendimento
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