Atendimento médico inadequado e constrangedor em consulta ginecológica

Respondida
Brasília - DF
24/02/2026 às 20:39
ID: 241589607
Fui a uma consulta ginecológica na unidade da asa sul com o dr. *****, CRM-DF *****.
Durante o atendimento, ele me orientou que colocasse a roupa de exame e deitasse na maca, perguntei sobre a acompanhante e ele ele me informou que só tinha uma moça trabalhando na recepção, mas que iria chamá-la. Quando ela entrou, visivelmente constrangida de estar na sala, eu questionei sobre a mudança de estrutura de atendimento das unidades, visto que o médico estava de terno, sem qualquer identificação profissional e não jaleco , além de não ter uma profissional para acompanhar esse tipo de consulta. O médico disse que eu estava sendo preconceituosa. Ainda salientei que convivera com médicos a vida toda e todos eles usavam jaleco em consultas. Ele ainda retrucou que a família inteira dele era médica e continuou alegando que eu estava sendo preconceituosa, e que se quisesse poderia ir embora e marcar em outro lugar. Eu já estava esperando há mais de um mês pela consulta e havia perdido trabalho para comparecer na mesma, falei pra continuar. Na hora do recolhimento do material ele deixou a tampa do frasco onde continha a lâmina em contato direto na mesa onde estavam as minhas roupas e bolsa. Já estava tão constrangida de estar ali, naquela situação que só peguei e fui embora.
O jaleco faz parte dos chamados EPIs, é um equipamento que deve ser utilizado pelos profissionais da área de saúde quando trabalham em hospitais, clínicas, ambulatórios, centros cirúrgicos e demais instituições do ramo. Ele me atacou e constrangeu por questionar uma conduta que estava em desacordo com os normas de saúde. Ademais expôs material de coleta em superfícies possivelmente contaminadas. Faço acompanhamento na clínica da Mama há mais de 10 anos. Nunca havia passado por isso.
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Resposta da empresa
02/03/2026 às 13:53
Olá senhora Suiá,
Recebemos sua manifestação e informamos que o relato foi tratado com a seriedade e responsabilidade que o tema exige.
Foi realizada apuração interna, com escuta do profissional e da colaboradora que esteve presente no atendimento, bem como encaminhamento à Direção Técnica para ciência e acompanhamento.
Esclarecemos que, conforme protocolo institucional, sempre que a paciente solicita a presença de acompanhante durante exame ginecológico, um membro da equipe é acionado para acompanhar o procedimento, o que foi providenciado na ocasião mencionada.
Quanto ao uso de jaleco, informamos que as normas vigentes não estabelecem obrigatoriedade de uso contínuo em consultas clínicas ambulatoriais, sendo exigido o uso de barreiras de proteção conforme o tipo de procedimento realizado. Ainda assim, compreendemos que o jaleco pode representar, para algumas pacientes, um elemento adicional de segurança, razão pela qual o apontamento foi registrado para alinhamento interno.
Em relação à manipulação do material de coleta, foi informado que os cuidados técnicos de biossegurança foram observados, sem exposição do material a superfícies contaminadas. De toda forma, reforçamos junto à equipe a importância da observância rigorosa dos protocolos e da percepção de segurança da paciente.
Sobre a sugestão de remanejamento, conforme relatado, tratou-se de uma oferta de alternativa diante da percepção de desconforto, e não de recusa de atendimento.
Reiteramos que o profissional possui histórico de conduta ética e avaliações positivas na instituição. Ainda assim, compreendemos que cada experiência é individual e deve ser respeitada.
Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos adicionais e reafirmamos nosso compromisso com a qualidade, ética e segurança assistencial.
Atenciosamente,
Clínica da Mama Ouvidoria