Paciente aguarda cirurgia agendada, não há quarto disponível, é maltratada e cirurgia não é realizada

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Aparecida de Goiânia - GO
17/12/2025 às 19:04
ID: 235144249
No dia 16/12, eu possuía cirurgia previamente agendada, com internação marcada para as 15h00 e procedimento cirúrgico previsto para as 17h00, conforme orientação do hospital.
Fui devidamente instruída a cumprir jejum de 8 horas para alimentos sólidos e 2 horas para líquidos, motivo pelo qual iniciei o jejum por volta das 8h00/8h30 da manhã, cumprindo rigorosamente as orientações médicas.
Compareci ao hospital com antecedência, chegando por volta das 14h50. Na recepção havia outros pacientes aguardando, porém todos os pacientes que chegaram antes de mim foram internados, sendo eu a única paciente que permaneceu na recepção durante todo o período.
Realizei minha ficha de atendimento aproximadamente às 15h20. Na recepção encontravam-se quatro atendentes. Após a finalização do cadastro, sentei-me no sofá da recepção e permaneci aguardando, sem que nenhum funcionário se aproximasse de mim, prestasse qualquer informação ou esclarecimento sobre a internação.
Permaneci aguardando por horas, até que, por volta das 17h00, horário em que a cirurgia deveria ocorrer, questionei uma das atendentes sobre qual critério estava sendo utilizado para a internação, uma vez que todos os demais pacientes haviam sido chamados, menos eu.
Nesse momento, fui informada de forma ríspida e desrespeitosa que não havia quarto disponível. Ressaltei que, se não havia quarto, a cirurgia não deveria ter sido agendada, especialmente considerando o jejum prolongado ao qual fui submetida, sem qualquer previsão de internação ou de quando poderia voltar a me alimentar ou ingerir líquidos.
A atendente manteve postura irônica e de deboche, sem oferecer qualquer solução, explicação prévia ou pedido de desculpas, demonstrando total descaso com a situação.
Diante da falta de informação, do jejum excessivo, do desgaste físico e emocional e da ausência de respeito, informei que não realizaria mais a cirurgia naquele momento e que iria embora.
Ao sair do hospital, sob chuva, enquanto aguardava transporte por aplicativo, encontrei o médico responsável pela cirurgia, a quem expliquei toda a situação. Ressaltei que respeitava o trabalho e o horário do profissional, mas que também esperava respeito ao meu tempo, às minhas obrigações e à minha condição como paciente.
O médico solicitou que eu retornasse à recepção para que a situação fosse esclarecida junto à supervisão. Ao retornar, por volta das 17h15, o médico questionou novamente a equipe sobre a inexistência de quarto, inclusive mencionando que havia possibilidade de internação naquele horário.
Ainda assim, a atendente afirmou que não havia quarto e declarou que eu havia sido informada previamente, o que não corresponde à verdade. Em nenhum momento qualquer funcionário se aproximou de mim para informar sobre a inexistência de vaga.
Diante dessa afirmação, questionei a atendente, esclarecendo que desde o momento em que finalizei minha ficha permaneci sentada na recepção, ninguém veio até mim, se houve comunicação interna entre funcionários, essa informação não foi repassada para mim, e que o local possui câmeras de segurança, capazes de comprovar que nenhum funcionário se aproximou para prestar qualquer aviso.
A atendente, então, simplesmente encerrou l a conversa recolheu seus pertences e foi embora, ignorando completamente minha reclamação e a manifestação do médico, sem qualquer encaminhamento à supervisão ou registro formal do ocorrido.
Ressalto que, Cumpri todas as orientações médicas, compareci no horário determinado, fui submetida a jejum prolongado desnecessário, não recebi informação clara, prévia ou adequada, fui tratada com desrespeito, tendo minha palavra colocada em dúvida, e não realizei minha minha cirurgia por falha exclusiva da organização hospitalar.
Diante do exposto, solicito, registro formal da ocorrência, apuração da conduta da equipe de recepção, sclarecimento sobre o agendamento de cirurgia sem disponibilidade de leito, providências para que situações semelhantes não voltem a ocorrer,preservação das imagens das câmeras do local e horário dos fatos.
Este relato é feito para fins de resguardo de direitos, transparência e apuração de responsabilidades.